Portugal é grande quando abre horizontes

01
Fev 09

 

O movimento de protesto teve início no Lincolnshire, na refinaria da Total. Os trabalhadores ingleses locais fizeram uma greve espontânea e dura contra o recrutamento de trabalhadores estrangeiros, que deveriam começar a trabalhar na expansão da refinaria. Os postos de trabalho, diziam os cartazes dos grevistas espontâneos, deveriam ser para os Ingleses, não para trabalhadores vindos de fora do Reino Unido.  A Europa e a livre circulação das pessoas que fossem dar uma volta. 
 
Neste caso do Lincolnshire, os operários deveriam vir da Itália e de Portugal. Uma companhia italiana havia ganho o concurso público internacional.
 
Depois, sobretudo na Sexta-feira, os movimentos de protesto espalharam-se por tudo o que e' refinaria, terminal de gás ou central eléctrica no Reino Unido. 
  
British jobs for British workers, dissera Gordon Brown em 2007.  Agora, esse slogan meramente eleitoralista esta' a virar-se contra o seu autor. O movimento vai marcar a agenda da política interna inglesa na semana que entra.
 
E' a crise. Com a depressão 'a vista, os trabalhadores tornam-se mais xenófobos, fecham-se sobre si próprios, não querem ouvir falar nem da União Europeia, nem da globalização.

Previ este nacionalismo exacerbado algum tempo atrás. Chegou agora. Faz medo. Traz consigo grandes perigos, desde o proteccionismo irracional ao racismo. A Velha Europa sofreu muitas guerras por causa deste tipo de posições, que uma vez aproveitadas pelos populistas, levam ao desastre.
 
E’ preciso  ficar muito atento. Mas não se compreende o quase silêncio da comunicação social portuguesa sobre o assunto.
 
 
 
publicado por victorangelo às 21:38

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