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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

As cores das mulheres

 

Jovem a verde e castanho, as cores da beleza tranquila.

 

 

No mercado, sem pressas.

 

 

Cores mais pobres, agricultoras das hortas de areia.

 

 

Os vermelhos e azuis das vidas do dia-a-dia.

 

 

As cores da tristeza da mulher refugiada.

 

 

Fotos Copyright V. Ângelo

 

 

Começar o ano com as muitas cores das mulheres que lutam pela sobrevivência, num quotidiano hostil. As cores da força de vontade.

Rapazes do Lago Chade

 

Desde meninos, pescadores e mercadores do Lago.

 

 

 

O Lago torna os meninos duros desde muito cedo.

 

 

 

Um olhar apreensivo sobre o futuro.

 

 

Mas também há quem sorria...

 

 

Fotos copyright  V. Ângelo

 

 

Estive neste fim-de-semana no Lago Chade. Um Lago que a seca faz morrer devagarinho. Tem apenas um quinto da superfície que tinha há sessenta anos.

Querem ir à escola

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos Copyright V. Ângelo

 

 

Estas crianças não têm pistolas de plástico e gostariam imenso de poder ir à escola. Com todo o respeito pelos professores. Com vontade de aprender, de ser alguém para além da miséria que as viu nascer.

 

Mas as escolas são poucas e as raparigas estão em grande desvantagem social. Fazem falta em casa, para ir buscar água, apanhar lenha, ajudar a tratar dos irmãos mais pequenos. E irão casar muito cedo, logo que os pais as possam fazer passar para a responsabilidade de outrem.

 

Sem educação não há futuro. Sem civismo não há progresso social. Sem respeito, somos apenas uns bichos falantes, uns monstros.

 

Natal em Terras do Rio Chari

O Rio Logone desagua no Rio Chari, em N'Djamena. O Chari continua de seguida até ao Lago Chade, a cerca de 100 km a Noroeste da capital.

 

Hoje, noite de Natal, a consoada portuguesa reúne cerca de 50 Lusos que, por uma razão ou outra, estão neste momento no Chade. Nunca houve tanto Português neste país, nem mesmo no início do ano, quando a Forca Aérea esteve, por dois meses, em missão nestas terras.

 

Uns são das Nações Unidas, Policias e mais umas coisas, outros são tripulantes e pessoal de apoio de umas aeronaves civis de bandeira portuguesa, que aqui estão há umas semanas, para transportar peregrinos chadianos para Meca e de volta para casa, e assim por diante.

 

O bacalhau e bolo rei, bem como o azeite, vieram de Portugal. O entusiasmo é também de origem nacional.

 

O resto, tem cor local, mas sabe bem. É um Natal muito diferente para todos.

Ventos secos e dirigentes ressequidos

Ontem, foi dia de Suão, aqui conhecido como Harmatão, o vento seco e poeirento do deserto a cobrir a luz do Sol, com a internet a ir-se abaixo, como se tivesse medo das tempestades de areia. É o nosso Inverno / Inferno.

 

O plano de escrever sobre o desaparecimento de Lanzana Conté desfez-se na noite fresca do Sahel.

 

A verdade é que houvera seguido a vida política do falecido Presidente (absoluto) da Guiné-Conakry de perto, durante alguns anos, e havia uma ou duas histórias para contar. Senhor de um país rico, quer em recursos naturais quer em cabeças e capacidades humanas, para mim Conté foi toda a sua vida um Presidente-aldeão, mais do que um Presidente-soldado, uma etiqueta que alguns observadores gostavam de lhe colar. Lembro-me de se contar que um dia um dos ministros lhe trouxe as queixas dos habitantes de Conakry, por causa de não haver luz eléctrica na capital. O Presidente respondeu: " Mas eles vêm donde? Não é do mato? E no mato, há luz? ".

 

 

Um bicho-do-mato.

 

Foi o único Presidente que nunca respondeu a chamadas telefónicas que George W. Bush lhe fez, antes da invasão do Iraque. Nessa altura, a Guiné tinha assento no Conselho de Segurança. O Presidente americano telefonou um par de vezes, para tentar convencer Lanzana Conté a apoiar o projecto de resolução que havia sido apresentado. Nunca conseguiu falar com ele, nem a chamada teve qualquer tipo de resposta.

 

A sua longa passagem pelo poder levou muitos Africanos a dizer que o nome Guiné era um nome de países malfadado. Nenhuma das Guinés, a de Malabo, Bissau, ou de Conakry, consegue sair das crises profundas que as caracterizam, incluindo a Papua Nova Guiné.

 

Com o seu desaparecimento é mais um capítulo da velha geração de líderes desfasados dos tempos modernos que se fechou. Esperemos que a Guiné, que para além de tudo o mais, tem belezas naturais extraordinárias, consiga dar a volta às cliques militares e chamar a si muitos dos civis ilustres que aí nasceram e que entretanto se espalharam pelo mundo.

 

Dogdoré, na fronteira do impossível

 

Dogdoré é uma localidade a 25 kms da fronteira com o Darfur (Sudão). Está situada numa zona de transição entre a savana árida saheliana e a floresta de acácias de zonas secas. Com cerca de 4 000 habitantes, aos quais se juntaram 24 500 deslocados ou refugiados internos, Dogdoré tem conhecido desde Setembro uma onda de ataques violentos, por homens armados, que atacam as autoridades locais, bem como as ONGs que assistem as populacões.

 

ACF ( Action Contre la Faim ), Medecins Sans Frontieres-France e o Comité Internacional da Cruz  Vermelha tiveram que suspender provisoriamente as suas operaçóes de assistencia na zona.

 

 

 

 

Chefe militar de Dogdoré. A discussão sobre as questões de segurança levou a que prometesse uma presenca mais coerente e continua das Forcas Armadas na região, para evitar as infiltrações mortíferas dos Jenjaweeds.

 

Prometeu igualmente que os soldados respeitariam os diretitos humanos das populações civis.

 

 

A intervenção, durante a reunião, do Coronel Herri Ali, comandante da Guarda Nomada, que patrulha o deserto e a savana montada em dromedários, foi igualmente importante. O Coronel mostrou que compreende que a comunidade internacional espera que as suas patrulhas sejam feitas com respeito pela vida e os bens das pessoas. Com disciplina e dentro da lei.

 

 

 

Um dos chefes de comunidades que vivem em Dogdoré. A pobreza, a falta de água, de assistência médica, e de escolas, são, para além da questão fundamental da segurança, os problemas partilhados por todas as comunidades que vivem nesta área.

 

 

 

 


Jovem lider local. Sem acompanhamento, que será o seu dia de amanhã? Que futuro, para alem da violência?

 

 

 

Homens de Dogdoré. As mulheres ficaram em casa.

 

 

Fotos Copyright V. Angelo

 

 

Conselho de Segurança

Amanhã, apresento um relatório ao Conselho de Segurança sobre a situação no Chade e na República Centro-Africana.

 

A insegurança ao longo das fronteiras com o Darfur, quer no Chade quer na RCA, impede o trabalho humanitário de apoio aos refugiados, às populações deslocadas e aos grupos vulneráveis. Os riscos para o pessoal das Nações Unidas  e das ONGs são um facto da vida quotidiana. Por outro lado, o recrutamento para fins de guerrilha de jovens e crianças nos campos, por grupos rebeldes, tem lugar de um modo sistemático e com toda a impunidade.

 As estruturas da administração do Estado, ao nível local, são muito  insuficientes e têm uma capacidade de intervenção reduzida. Não há juízes, apenas o sistema tradicional, mas muito adulterado, de justiça funciona. As violações dos direitos humanos são frequentes e sem consequências para os responsáveis.

 

Vou pedir ao Conselho meios militares mais importantes, apoio logístico adicional e mais fundos para poder treinar as policias e as gendarmerias do Chade e da RCA.

 

Sei que certos membros permanentes do Conselho consideram que a autorização de uma força militar como a que eu vou sugerir pode tornar a mobilização de capacetes azuis  para a RD do Congo mais dificil.  Mas a verdade é que sem meios, num território de operações que é três vezes maior do que Portugal, quem acabará por pagar os custos serão as populações que precisam de ajuda. Sem segurança , essa ajuda será muito limitada. Nalguns casos, onde os perigos são maiores, não terá mesmo lugar.

 

Veremos o que o Conselho vai decidir.

 

 

 

Movimentos cívicos

A Plataforma de ONGs portuguesas para o desenvolvimento " Eu Acuso " (www.euacuso.com.pt)  promove hoje e amanhã um Tribunal da Consciência, um ano depois da Cimeira Europa-África e do Fórum da Sociedade Civil.

O "julgamento simbólico" decorre na Fundação Calouste Gulbenkian. Aberto a todos os que possam testemunhar, as acusações põem em evidência a falta de execução dos compromissos assumidos há um ano, quer na Cimeira quer no Fórum. Os temas de fundo são as migrações, os objectivos do milénio, a cooperação, a igualdade de género, a segurança alimentar, a paz, governação e os direitos humanos.

A sentença será proferida amanhã, dia em que se comemoram os Direitos Humanos.
É de louvar esta iniciativa de um grupo de ONGs portuguesas. Trata-se de um exemplo positivo de mobilização cívica. Como muitas vezes tenho defendido, a mobilização dos cidadãos faz parte da riqueza social de um país, é um indicador de progresso e tem uma capacidade muito forte de transformação político-social. É a democracia directa, em acção, ao proveito de todos.

Precisamos de mais exemplos como este.

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