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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Em casa, no Birao palace

 

A minha fotografia à porta da tenda onde me albergo, quando estou em Birao, causou algum interesse entre os meus leitores. Por isso, publico hoje a vista completa da habitação, bem como o canto de alguma das necessidades.

 

 

 O canto chichi não é muito friendly para o sexo feminino. Vejam bem a fotografia que se segue. É um canto precioso, no entanto.

 

 

Fotos copyright V. Ângelo

 

Um Sol mais fresco

 

Hoje, cedo, senti uma brisa fresca. Está um lindo dia de Sol. Mas também se consegue apanhar um pouco de frescura, à sombra das árvores que estão na plena força do Verão. Tudo isto é altamente apreciado, quando se vem de vários meses no Sahara e no Sahel.

 

O verde e a brisa dizem-me que é tempo de desaceleração. Por duas semanas.

 

Quem anda aos ventos secos compreende melhor a bênção que sai do verde das árvores frondosas.

Sem anseios

 

Alguém escreveu para me dizer que considerava o meu texto na Visão da semana passada, sobre as Derivas Socialistas, uma prova que eu estava à procura de um cargo de ministro ou coisa assim. Que me estava a colocar.

 

Disse ao SOL, em entrevista de Janeiro de 2007, que quando voltar a Portugal, depois de 31 ou 32 anos na ONU, não é para me sentar ao lado do telefone, ansioso, à espera que me telefonem, a convidar para qualquer coisa mais ou menos pública. Não ando nem andarei à pesca de lugares.

 

Disse isso, na altura, e repito-o, agora. Não jogo no campeonato dos lambe-botas, nem preciso de dizer que sim, quando quero dizer que não. Quero voltar a afirmá-lo, para que os senhores das corridas aos tachos e tachinhos possam dormir a sesta descansados.

 

A política portuguesa é feita de gente desassossegada e desconfiada. Anda tudo a correr atrás do interesse pessoal. Será, talvez, por as oportunidades de bons empregos serem poucas e esparsas.

Sonhar com a beira-mar

 

Estou numa fase em que o tempo é pouco para fazer o que há que fazer.

 

Ainda hoje, lá fui novamente a Bangui. Tinha lá estado na Sexta. Fui falar com o Presidente e o Ministro da Defesa. No seguimento das confrontações bem violentas de ontem, em Birao. Que se seguiram a outras que haviam ocorrido a 6 de Junho. Os grupos armados estão cada vez mais equipados, metralhadoras ligeiras e morteiros. Gente rural pobre, mas armada até aos dentes. E que não dá tréguas ao inimigo. Inimigo apanhado, gente com quem viveram lado a lado durante décadas, é inimigo executado. No local. Sem perder tempo. Alguns são decapitados.

 

O leitor talvez até nem saiba onde fica Birao. Esse é outro dos problemas. É um conflito que não aparece nos ecrãs. Por isso, ignorado. Morre-se em silêncio, em Birao. 

 

Quando voltei de Bangui, tinha uma pasta de rumores, boatos, em cima da mesa, dizendo que os rebeldes chadianos estavam a dois passos de lançar uma nova ofensiva. Tudo sem fundamento. Mas o suficiente para alarmar o pessoal. O pânico é uma moeda barata, que circula muito rapidamente. Tudo muito vago. Mas suficiente, também, para exigir que se mobilizem meios para apurar a veracidade da "informação".  Amanhã lá vão todos os meus agentes de informação para o terreno, que é bem vasto, para tentar perceber o que se passa.

 

Tudo isto não dá muito tempo para pensar na praia, no Sol, nos simples prazeres da vida.

 

Há por aí alguém que queira trocar de funções comigo, nem que seja só pelo tempo suficiente que me permita ir esticar as pernas à beira-mar?

 

A azáfama tranquila

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Uma vida sempre a lutar. Sobretudo para quem anda pelos desertos da vida. Quando aparece uma poça de água, é preciso aproveitar. Com elegância, que tudo deve ser feito com graça e a calma dos sábios.

 

 

O candidato

 

Copyright V. Ângelo

 

Este camarada não apoia os rebeldes, não anda aos tiros pelo mato da vida, não pensa fazer contestação interna no partido frouxo-democrático, não se vai apresentar contra o Tio de Bruxelas, nem tem vocação para camaleão. Nem é mais um desempregado candidato infeliz a um posto de trabalho bem modesto, mas que não existe.

Ele não é dos nossos

 

Nesta véspera do Dia da Liberdade, constato com tristeza que o Portugal político continua a ser muito intolerante. O outro não é aceite, não por questões de diferenças de ideias ou de programas, apenas e tão só, por não ser um dos nossos.

 

Os protagonistas políticos não conseguem colocar o interesse nacional acima da visão redutora que vê tudo a partir do pertencer ou não ao nosso grupinho de amigos.

 

A discussão sobre o homem de Bruxelas tem sido o exemplo mais recente desta mentalidade que se sente feliz quando exclui.

Espinhos e Flores

 

Copyright V. Ângelo

 

 

A árvore já tem os seus anos, as folhas caíram, mas ficaram as cores e as flores, num céu azul que se perde para além do entendimento humano.

 

Somos todos pequenos, em comparação. Que isso nos traga a modéstia necessária, que bem falta faz,  na vida pública que nos rodeia.

 

 

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