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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Três verdades

Numa conferência ibérica sobre questões africanas, que está a decorrer no ISCTE , disse aos participantes, gente da investigação universitária e das instituições, como a CPLP, para terem cuidado na maneira como analisam África. Com base na minha experiência, partilhei com eles três verdades, que nunca convém esquecer.

 

Primeiro, que é muito fácil fazer uma leitura pessimista dos factos e da vida.

 

Segundo, que também é relativamente fácil ter uma atitude positiva.

 

Terceiro, o que é de verdade difícil é ter uma atitude realista.

Interrogações

Dez minutos de televisão, às 20:00 horas, valem uma fortuna. Em todos os sentidos. É horário nobre. A televisão oficial portuguesa, a RTP1, passou os primeiros 10 minutos do telejornal da noite, a falar do novo treinador de um clube de futebol de Madrid.

 

No mesmo dia em que os soldados de Israel tomaram de assalto um barco de ajuda humanitária, em águas internacionais. Uma acção militar contra civis que causou a morte de pelo menos 9 pessoas. Um incidente que motivou uma reunião de urgência do Conselho de Segurança, em Nova Iorque, num dia em que a ONU estava encerrada por motivo de feriado americano. Que fez reagir as principais chancelarias da UE, sem mencionar os países fora da União.

 

O acontecimento foi notícia de abertura em todos os telejornais da Europa que consegui monitorizar.

 

Que pensar sobre tudo isto?

 

 

Uma questão social

Se o leitor tivesse que escolher um tema, entre os três que se seguem, qual seria a escolha? Qual é, neste momento, o mais actual e de maior urgência?

 

É verdade que os temas não têm muito que ver com a crise económica e financeira, que domina todas as atenções. Mas estão muito relacionadas com grandes problemáticas sociais, os direitos humanos, a justiça social, a aceitação do Outro, o respeito pela diferença, quer na Europa, quer nas relações entre o nosso espaço e o resto do mundo. São, além disso, muito prementes, em vários cantos da Terra.

 

Os temas são:

 

1. Liberdades, responsabilidades, direitos e ética.

 

2. Liberdade de expressão, de consciência e de religião.

 

3. O princípio da igualdade entre os homens e as mulheres.

 

 

Ter as prioridades às avessas

 

Entre as muitas coisas que não entendo, uma delas é a urgência de uma revisão constitucional em Portugal. Que razão leva certos dirigentes a dizer que é preciso rever a Constituição nos próximos meses?

 

Fico com a impressão que, mais uma vez, numa altura de crise nacional profunda, se confunde as prioridades, se procura distrair a opinião pública com matérias menos prementes, quando a economia, a sociedade, a pobreza, o futuro do nosso país como Estado membro da UE deveriam ser os temas dos grandes debates nacionais.  

 

A confusão à volta dos desafios que são cruciais, ou é deliberada e mal intencionada, ou, então, mostra que quem anda a fazer política tem as prioridades desencontradas com o país real.

Um Portugal seco e confuso

 

Copyright V. Ângelo

 

O wadi de Iriba traz frescura à vida. Um wadi é um rio do deserto, que só corre uns dias por ano. Os animais aproveitam a sombra, ocupam o leito do rio. É como se vivessem apenas da beleza do local, que mais nada há para comer.

 

Estes bichinhos fizeram-me pensar no Bastonário da Ordem dos Advogados, em Portugal, a milhares de milhas de Iriba. O homem não andará a pedir bastão, mas anda a fazer umas declarações incendiárias sobre o poder judicial. Cada frase é mais uma acha para a confusão que se vive no nosso país. Estamos numa situação em que já ninguém acredita em nada. É o circo do desconcerto, do descrédito das instituições, do avilamento da vida pública. Os que deveriam ter uma atitude de apaziguamento e de responsabilidade estão a comportar-se como pirómanos.

 

Tudo isto só pode contribuir para que Portugal se afunde ainda mais.

 

Temos uma paisagem política que se aproxima da reflectida na fotografia.

 

 

A pensar em ditaduras

 

Fala-se agora muito em liberdade de imprensa em Portugal. De controlo da opinião pública pelo poder político, de asfixia democrática, de manipulação. São temas importantes, particularmente sensíveis num país como o nosso, onde houve de facto uma ditadura, por várias décadas.

 

O meu texto da VISÃO on-line de hoje também é sobre as ditaduras. A relação entre a comunidade internacional e certos regimes é o tema central. É um texto baseado em experiências que vivi. Procura partilhar essas vivências com os leitores que se interessam pelo assunto.

 

O texto está disponível em:

 

http://aeiou.visao.pt/uma-digressao-pelas-ditaduras=f548496

 

É um texto mais genérico que o habitual. Mas abre espaço para uma visão mais ampla das relações internacionais. 

 

Mais um comentário sobre a Europa e a sua liderança

 

Estou em Entebbe. Acabei de jantar à beira do Lago Vitória, a dois passos da água. O Presidente Obama está em Oslo, para receber o Prémio Nobel da Paz. Um prémio controverso, mas um homem com qualidades carismáticas e de liderança ímpares.

 

Estamos em mundos diferentes.

 

Entretanto, o meu texto na Visão on-line desta semana aborda as questões de liderança na União Europeia. É uma reflexão pessoal sobre algumas características dos líderes. Baseia-se na experiência de quem esteve e continua em contacto com dirigentes provenientes dos diversos cantos do mundo.

 

Um líder é sereno, modesto e inspira confiança. mas acima de tudo, faz sonhar.

 

O meu escrito fala disso. Tem um título ambíguo, que a política está cheia de ambiguidades. Mas é bem claro, ao mesmo tempo, que a falar é que nos entendemos.

 

http://aeiou.visao.pt/uma-europa-de-rabo-na-boca=f539863

 

Convido os meus leitores a dar uma volta pela reflexão que faço.

 

 

Um homem de ódios

 

Escrever é uma forma de intervenção social, um contributo. Mas o artigo de opinião  "A porcaria", que um senhor cheio de raivas, socialmente privilegiado e vagamente poeta, homem de letras e ódios, publicou hoje no DN, um tal Vasco Sem Graça e que não é de Moura, ultrapassa os limites da baixeza intelectual. É trabalho de um espírito doente.

 

O DN, se quer ser tido como um órgão de referência, não pode imprimir coisas dessas. Textos desse tipo só para pasquins.

 

Não convém descer tão baixo.

Voltei ao Afeganistão

 

Voltei a escrever sobre o Afeganistão, na Visão desta semana. Contra a política do modelo único, importado do Ocidente. Contra a filosofia da força e da confrontação. A favor da mediação, dos acordos políticos, de um outro tipo de legitimidade em matéria de governação.

 

O texto está disponível no sítio:

 

http://aeiou.visao.pt/contra-a-filosofia-do-martelo=f534215

 


Ficaria muito grato se escreverem uma ou duas linhas de comentários, na página da Visão.

 

Sou um escrivão que escreve para abrir o debate.

Um povo muito especial

 

Domingo de eleições. As listas eleitorais a crescer, que quem morre não é apagado. Com o tempo, e com a falta de seriedade que nos anima, teremos um caderno eleitoral nacional com mais gente do que o total da população residente. Somos, de facto, muito especiais.

 

 

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