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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

A azáfama tranquila

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Uma vida sempre a lutar. Sobretudo para quem anda pelos desertos da vida. Quando aparece uma poça de água, é preciso aproveitar. Com elegância, que tudo deve ser feito com graça e a calma dos sábios.

 

 

Luz verde ou o pontapé de saída

 

O motorista que me conduziu, nos últimos dias, em Nova Iorque emigrou há dezasseis anos para os Estados Unidos. Passa os dias ao volante da limusina de cor preta. É um homem desenrascado. Conhece os cantos da grande cidade como ninguém.

 

Cresceu no Punjab, habituou-se a lutar desde muito pequeno, que na Índia não há mercê para quem fique parado.

 

Está a preparar o seu regresso à terra natal. Nova Iorque é uma urbe que oferece muitas possibilidades a quem tenha genica, mas há uma altura em que é preciso estabilizar, reduzir o ritmo e pensar na família. Além disso, a vida está cada vez mais cara. Novos emigrantes, bem mais jovens do que os quarenta e dois anos do meu condutor, chegam todos os dias. É preciso ser-se realista.

 

E o senhor Singh - quer dizer "Leão" em língua Sikh - sabe que a vida é como é: o leão alfa só permanece à frente da alcateia durante uns tempos. Depois, é obrigado a dar o lugar a um animal mais pujante. Perde a batalha pela dominância. Acaba escorraçado.

 

No reino dos políticos as coisas passam-se da mesma maneira. Escorraçar é um verbo que os políticos conhecem bem. É conjugado de muitas maneiras.

 

A diferença é que o senhor Singh sabe, como apenas os sábios o sabem, que vale mais sair pelo seu pé. Na mó de cima. Não com o rabo entre as pernas.

 

 

O mundo passa ali ao lado

 

Copyright V. Ângelo

 

Este bicho, apanhado ao acaso dos meus andares, passa a vida à janela, como qualquer senhora dos prazeres, no distrito vermelho de Amesterdão. Mas tem um modo de vida mais ingénuo. Mais ainda. Não é candidato às eleições europeias, embora pense que a abertura das fronteiras tornou a vida de cão que muitos de nós vivemos um pouco mais fácil. Quando se está farto de sofrer em Portugal, na miséria da nossa ignorância que se ignora, tenta-se recomeçar a vida noutros Luxemburgos, à trela dos interesses locais. É tudo uma questão de andar à procura do osso, que o bife está pelas horas da morte.  

Ambição de formiga

 

Conta-se nas terras secas que as formigas estavam cansadas de ver o seu formigueiro espezinhado, com regular frequência, por manadas de elefantes. É verdade que o formigueiro ficava muito à beira do trilho habitual dos elefantes.

 

Um dia, uma formiga mais ousada e expedita, certamente um bicho com cabeça, mas agindo à revelia das suas colegas, resolveu aproveitar a passagem da manada para subir por uma das pernas do elefante alfa. Tinha que chegar à orelha do líder do grupo e explicar-lhe, bem no ouvido, que certos líderes têm dificuldades em ouvir, que o caminho que esses grandalhões estavam a seguir era contra o interesse das formigas. Tudo seria uma questão de o aconselhar a desviar de rumo.

 

A vida é como é. Mesmo para uma formiga sem medo, caminhar ao longo de um elefante é um percurso longo e com riscos. Nesta lenda, conta-se que a dada altura o paquiderme resolveu, como acontece muito frequentemente, roçar-se contra uma árvore. É uma maneira de limpar a pele, matando os parasitas que todos os animais de porte atraem, e escovando a lama que entretanto, seca, se colara ao corpo. A lama faz parte da vida do bicho grande.

 

Segundo parece, a formiga foi apanhada entre o tronco da árvore, um pau duro como é usual encontrar nestas terras sem dó, e o lado esquerdo do elefante alfa. Quando este tipo de acidente tem como protagonista uma formiga, os pormenores do acontecimento não fazem parte da história.

 

O recado nunca chegou à orelha do líder. E as formigas continuam a reconstruir o seu formigueiro de tempos a tempos.

 

 

Copyright V.Ângelo

Viver no deserto, de Sol a Sol

 

Os castanhos de vidas duras.

 

 

Aldeia no meio do deserto do Ennedi, a Nordeste do Chade.

 

 

 

Umas milhas mais a Norte, as propriedades de duas familias.

 

 

 

A tarefa de guardar as cabras, na frescura do leito seco do rio que nunca mais corre.

 

 

A conta no banco tem muitas patas e e' bem mais sólida que as contas em bancos europeus ou americanos.

 

 

Fotos Copyright V. Angelo

Crocodilos

 

Copyright V. Ângelo

 

Escondidos na beleza das águas, os crocodilos esperam pelas suas presas, como os políticos o fazem, por detrás das oratórias de vários tons. E' preciso muito cuidado, na selva da vida.

 

 

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