Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

A União Europeia em 2014

O último Conselho Europeu deste ano começou ontem e termina hoje. Como de costume, um vasto perímetro de Bruxelas, em torno das instituições europeias, está sob um controlo apertado da polícia federal belga. Os meios mobilizados são imensos, sobretudo por ter havido uma manifestação de agricultores europeus. Quando estes vêm para a rua, com as suas máquinas agrícolas e produtos do campo, a confusão nas ruas da cidade à volta do Berlaymont é grande.

 

Onde não houve confusão foi à mesa da cimeira. Os líderes que mais contam, que não têm medo de falar abertamente, mostraram claramente o que querem, no que respeita às próximas etapas da integração europeia. Querem uma pausa. A integração, no seu entender, deve ser feita com base no que já existe. Para eles, este não é o momento para novas frentes.

 

Mostraram também que não tencionam alargar ou aprofundar os poderes da Comissão Europeia. A aposta, para eles, continua a ser na soberania nacional e nos acordos entre estados.

 

Não será muito, em termos da construção da União. É o que eu já esperava e que havia escrito em textos recentes que publiquei na Visão. Não haverá grandes mudanças enquanto não se entrar num novo ciclo, com um novo Presidente à frente da Comissão. O que só deverá acontecer perto do início do último trimestre de 2014.

 

O ano novo vai ser, por isso, um compasso de espera na construção europeia. Mas é assim que se faz a história.

 

 

 

 

 

 

Uma boa passagem de ano

 

Copyright V. Ângelo 


Naquele ano - 2009 - começámos o Ano Novo no Deserto de Ennedi, no meio do Sahara, uns duzentos quilómetros ao Sul da Líbia e o repasto foi um carneiro que teve que pagar as favas da nossa visita e foi "executado" ali, à nossa frente.

 

Fingimos, depois, que estávamos a saborear o mechoui, com o pessoal todo à nossa volta, a observar. Logo que dissemos que havíamos terminado (o que mal tínhamos começado) os nossos anfitriões e os soldados da escolta lançaram-se ao bicho. Em pouco tempo, creio que nem os ossos mais tenrinhos escaparam à fome do deserto. 


O champagne, como podem ver, era da marca Seven Up. 


Agora, longe, noutras circunstâncias, a entrar em 2013, desejamos umas boas festas de Ano Novo e um bom ano a todos os que seguem o blog. 

Um estrategista no deserto do quotidiano

A minha rua está hoje deserta. A maior parte das famílias que são minhas vizinhas estão fora de Bruxelas, algumas mesmo fora do país. Nesta altura do ano, vive-se a um ritmo lento e despreocupado. Ninguém está interessado em discutir coisas muito sérias. Do lado nas instituições europeias, é o vazio completo. A Europa fechou para férias, durante quase duas semanas. O mesmo aconteceu com a NATO: a “guerra” foi suspensa até ao Ano Novo.

 

No meio de tudo isto, dei comigo a estudar as últimas reflexões vindas dos EUA sobre estratégia. E a lembrar-me, então, que a principal função de um estrategista é a de dar significado aos factos que observa. Mesmo quando se trata de ruas desertas.

 

Sobre o emprego

Li agora com atenção a mensagem de Ano Novo do Presidente Cavaco Silva. A palavra emprego é frequentemente referida. "Da marca dolorosa do desemprego" até à "promoção do crescimento económico e do emprego", a preocupação é repetida várias vezes. 

 

Partilho a mesma preocupação. Mais ainda, por não ver nenhuma medida concreta, no programa do governo para 2012 e anos seguintes, que possa ter um impacto significativo sobre uma maior oferta de emprego. Antes pelo contrário. Onde deveria haver um ministério com genica, como na agricultura, no mar ou na economia, vejo apenas rotina, ideias tontas e falta de experiência. Onde se esperava uma politica de promoção exterior a sério, enxergo apenas burocracia diplomática à antiga, funcionários incapazes de compreender como funcionam os investidores estrangeiros e um ministro que parece oco. Onde teria que haver uma campanha de levantamento da imagem de Portugal, saem à baila uns pacóvios que só se sentem bem quando passam despercebidos ou andam a fingir que a promoção do fado é que conta. Onde o ministério das finanças, das contas e das taxas, acaba por ser quem dita a política geral.

 

Claro que o Presidente não poderia dizer isto na sua alocução. Eu posso e digo. Fica claro?

Uma mensagem clara

 

A mensagem de Ano Novo do Presidente da República é equilibrada, fácil de entender e certeira.

 

Estamos, de facto, concordo plenamente, "perante uma das encruzilhadas mais decisivas da nossa história recente". Também penso que os "entendimentos partidários" são indispensáveis para que possamos ultrapassar a grave situação em que Portugal se encontra.

 

A economia e a protecção dos mais vulneráveis são as duas grandes prioridades.

 

Os valores éticos, numa sociedade onde há muita gente que perdeu a vergonha e está disposta a praticar todas as sacanices, têm que voltar a ser os padrões da nossa conduta.

 

Só que enquanto houver impunidade para os mais fortes, porque o sistema de justiça continua propositadamente ineficaz, a ética será apenas uma palavra sem conteúdo, com pouco mais valor do que o serve para polir as aparências.

As frustações do amor e da beleza

 

O dia primeiro do ano novo acabou mal. Estava a entrar no cerne da questão, numa matéria de muita importância nesta nova vida, quando todos os sistemas de comunicação se foram abaixo. Deixou de haver net, a rede telefónica de segurança desapareceu, fiquei com aquele sentimento que os galãs dos filmes de outrora deverão ter sentido, quando, prestes a beijar a donzela, depois de uma cena de grande intensidade dramática, acontece uma catástrofe qualquer e tudo fica de pantanas. E não há beijo.

 

Neste caso, não houve muita coisa, inclusive blog. Começar o ano assim é de ficar com os ossos todos frustrados.

 

O plano era partilhar estas flores de uma zona árida. Flores que encontrei à saída de Guéréda, uma terra de muita violência, num sítio onde o Sahel se finda e surge a paisagem do Sahara.

 

Aqui estão as flores:

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Com estes arbustos e pedregulhos, mesmo à beira da picada que sai da localidade para o Oeste, a área tem sido local de muitas emboscadas e ataques contra os trabalhadores humanitários e os funcionários internacionais. O último caso foi o de delegado do governo para a ligação com os refugiados. Foi assassinado a uns metros desta árvore tão linda.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

<meta name=

My title page contents

Links

https://victorfreebird.blogspot.com

google35f5d0d6dcc935c4.html

  • Verify a site
  • vistas largas
  • Vistas Largas

www.duniamundo.com

  • Consultoria Victor Angelo

https://victorangeloviews.blogspot.com

@vangelofreebird

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D