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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Os "banqueiros" da trafulhice

As contas do BES – Banco Espírito Santo – que hoje foram divulgadas revelam, de modo claro, que a anterior administração do Banco, a que fora presidida por Ricardo Salgado, era uma associação de suspeitos criminosos financeiros. Alguns deles ainda continuam na administração actual. Vamos ver por quanto tempo. Iremos também ver o que a justiça fará de toda esta gente. E que medidas vão ser tomadas pelo Banco de Portugal, para apuramento das responsabilidades criminais desta linda colecção de “banqueiros”.

 

Entretanto, em certos meios do PSD e PS, nomeadamente, há quem pense que tudo isto deve ficar em águas de bacalhau. É que, ao longo dos anos, foram muito ajudados pelo Ricardo e pela sua trupe.

Viva a bagunça

A confusão que reina no topo da administração do Banco Espírito Santo (BES) revela, uma vez mais, que uma certa elite portuguesa acha que pode fazer o lhe der na real gana, incluindo com o dinheiro dos outros. Acha e acha bem, pois a verdade é que nada lhes acontece, quando se sabem as verdades. Não há investigação criminal, ninguém é arguido de nada, não se responsabiliza quem quer que seja.

 

Por isso dizia hoje, em Bruxelas, ao saber que o director para a Bélgica do banco suíço UBS fora detido esta manhã, acusado de branqueamento de capitais, ajuda à fuga fiscal de modo organizado e outras amabilidades que tinha como hábito fazer aos grandes clientes da casa, que o fulano foi burro. Depois de vários anos a ganhar comissões chorudas pela prática desses actos, deveria ter emigrado para o Sol de Portugal, para se aproveitar dos nosso ares e dos brandos costumes que protegem quem tem muito poder económico ou influência política.

 

E à hora a que escrevo, o nosso banqueiro belga viu a sua prisão preventiva confirmada. No mesmo momento em que os administradores do BES foram combinar umas coisas com o Governador do Banco de Portugal, para que tudo seja resolvido entre cavalheiros.

 

Temos um país que sabe que a bagunça é uma forma muito sublime da liberdade.

A ilusão bancária

Creio ser importante sublinhar que vista de fora, a banca comercial portuguesa é definida em duas linhas: primeiro, tem um peso financeiro insignificante, reflectindo assim a fraca dimensão do mercado bancário nacional; segundo, está tecnicamente às portas da falência.

 

Lembrei-me disto ao ver os resultados de hoje da Bolsa de Lisboa: os principais bancos perderam, ao longo do dia, cerca de 800 milhões de euros em termos de valor de mercado. O BCP perdeu 10,84%, o BES 8,2% e o BPI 5,89%.

 

Para poderem sobreviver, estes bancos precisam rapidamente de aumentar o seu capital. O que não será fácil. E será apenas um adiar do problema. A banca portuguesa precisa de uma reestruturação profunda. Viver de vapores e de ar quente não é solução. Temos que ter um sistema bancário privado que seja adequado ao tipo de economia que existe.  

A tecla da economia

O leitor não saberá quem é Bill Gross, que na próxima semana festejará os seus 70 anos de idade. Bill é o director-geral de PIMCO, um dos maiores fundos de investimento financeiro do mundo. Americano, e muito conhecido nos meios bolsistas, soube-se agora que recebe um salário anual de 200 milhões de dólares dos EUA. É um montante que ultrapassa todos os comentários que possam ser feitos sobre o assunto.

 

Acrescento que não faz parte das minhas relações. Lembrei-me dele quando ouvi Jerónimo de Sousa dizer que é uma vergonha, um exagero inaceitável, que a remuneração mensal do dirigente do novo banco do Estado, o chamado de fomento, esteja fixada em 13 500 euros brutos. Jerónimo terá certamente razão para falar assim, dirão muitos e bons.

 

Mas lembro que este blog, desde o princípio, criticou a criação de um novo banco de Estado. Portugal não precisa de mais bancos de burocratas. Precisa, isso sim, de ver as instituições financeiras existentes mais activas em termos de financiamento da economia privada. Precisa, também, de uma economia privada que seja ágil, capaz de responder às exigências dos consumidores e de competir com outras economias. É assim que se gera riqueza, empregos e impostos. É nessa tecla que temos que bater.

 

 

Os nabos da banca

Sabendo que sou emigrante há dezenas de anos, o meu banco português enviou-me uma lista das casas e outros imóveis que tem à venda. No entender deles, quem está no estrangeiro há tanto tempo deve estar com imensas saudades e ter, ao mesmo tempo, dinheiro suficiente para comprar um bem no país natal. É uma hipótese de trabalho como qualquer outra. Terá, por isso, o seu fundamento. Só que os bens disponíveis eram esteticamente de um gosto muito discutível mas acima de tudo, com preços bem superiores ao que seria de esperar. Falo dos preços mais altos. Elevados, mas sem qualquer correspondência com a qualidade da construção, os materiais empregues, o tipo de ambiente circundante. A esses preços compra-se melhor e de mais qualidade noutros sítios da Europa.

 

Há aqui algo que não entendo. Como também não percebo a razão que levou o meu banco português a emprestar dinheiro a quem comprou em primeira mão esses imóveis ou a quem os mandou construir. Quem financia nabos como se fossem espargos não sabe o que anda a fazer.

 

 

 

Assim assim, dos emergentes ao Sul da Europa

Ficou claro, para os que participaram na reunião de hoje no Luxemburgo, que a instabilidade nos países emergentes, em particular na Turquia, no Brasil, Argentina e África do Sul, a que também juntaria a Indonésia, para mencionar apenas alguns, está a afugentar os grandes grupos de investimento financeiro. E que esses capitais, que precisam de estar aplicados, que não têm por hábito estar inactivos, poderão aparecer em parte nos mercados da Europa do Sul, nomeadamente em Espanha, Itália e Portugal. O que faria baixar as taxas de juro das novas obrigações e empréstimos públicos, bem como aumentar o valor em bolsa de certas empresas mais promissoras.

 

Uma outra parte, bem mais importante, teria como destino as economias desenvolvidas do Norte da Europa.

 

Assim pensa a economia financeira.

 

É verdade que a economia real e a financeira andam por vezes muito afastadas, em círculos diferentes. É igualmente verdade que uma maior procura da nossa dívida soberana teria um impacto positivo sobre o afrouxamento da austeridade. Assim o entenda quem manda…

Empresas públicas desastrosas

Tornou-se conhecido hoje que a ministra das Finanças tem estado a pressionar os bancos portugueses para que continuem a financiar seis empresas públicas falidas no período 2014-2016.

 

As empresas são as habituais CP, Carris, STCP, mais a EDIA (Desenvolvimento do Alqueva), a EMPORDEF (indústrias de defesa) e a SIMAB, que trata da instalação e remodelação dos mercados abastecedores.

 

O montante total andará pelos 2,7 mil milhões de euros.

 

Isto acontece numa altura em que os bancos portugueses têm imensas dificuldades operacionais, prejuízos de monta e uma capacidade muito reduzida de pedir empréstimos além-fronteiras. Estarão, além disso, sujeitos este ano a um exame rigoroso de stress financeiro, sob a supervisão do Banco Central Europeu.

 

Os recursos da banca, poucos ou muitos, devem ser utilizados para financiar a economia e para o crédito às famílias.

 

Um governo a sério e com coragem política já teria procedido à reforma das empresas públicas que têm défices crónicos. Não é aceitável, sobretudo num país como o nosso, que precisa de investimentos para o desenvolvimento, que se continue a financiar empresas manifestamente mal geridas e outras cuja viabilidade económica se afigura inexistente.

As perspectivas do sector bancário não são boas

 A crise de liderança no Banco Espírito Santo (BES) e os resultados negativos que a maioria dos bancos portugueses tem estado a acumular em 2013 mostram a fragilidade do sector financeiro privado no nosso país. É de prever, num prazo não muito distante, uma reorganização a sério do sector. Temos bancos a mais para economia que existe. E esses bancos têm uma carteira comercial apinhada de créditos malparados, de projectos inviáveis e de empréstimos de longo prazo numa conjuntura que requer operações rápidas, fluidez e maleabilidade.

 

A fusão entre bancos é inevitável. A prazo, o panorama bancário nacional deverá estar concentrado em dois ou três bancos e pouco mais. Mesmo esses terão uma solidez relativa. Se os testes de stress do Banco Central Europeu forem feitos a sério – o que não aconteceu há dois anos – a pressão sobre a banca portuguesa será ainda maior.

 

Há medo de falar destas coisas. Mas esta é uma das questões de fundo que deveria estar no centro dos debates sobre o período pós-troika.  

Trocas desastrosas

A discussão sobre os SWAPS já cansa. E ainda não se discutiu o essencial, que é o de saber que razões estiveram na base das decisões, tomadas em 2008 e sobretudo em 2009, de recorrer a SWAPS, em condições francamente desfavoráveis para as empresas públicas e muito vantajosas para os bancos estrangeiros que as incentivaram.

 

Sem esquecer que em muitos casos se trocou – “ to swap” quer dizer trocar – ingenuidade nacional por manha, que os operadores internacionais em questão eram – e são – muito sabidos nestas coisas.

 

Os negócios dos partidos

Vossas Excelências propõem a criação de um “Banco de Fomento”? Do tipo Caixa Geral de Depósitos, para financiar projectos sem asas nem hipóteses de serem rentáveis? Projectos dos amigos do partido e das cliques que vos rodeiam, como foi o hábito nos últimos vinte anos, em relação aos vários partidos de governo?

 

Projectos nos quais o sector privado não quer arriscar o seu próprio capital? Projectos que não conseguem financiamento nos mercados, por serem ideias coxas?

 

Disseram “Banco de Fomento”? Numa altura em que o imperativo é reduzir o número de bancos? E tirar o Estado dos negócios, que devem ser a responsabilidade do sector privado, nos momentos de ganho e também nos de perdas?

 

E o capital para constituir esse “Banco” virá donde? Dos impostos? De obrigações públicas?

 

Não acham que é uma ideia de outros tempos, quando o Estado era considerado um actor metido em negócios? Não se tratará de uma visão virada para trás e não para o futuro?

 

Quem vos anda a meter estas coisas na tola? 

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