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Quem pode telefonar a Erdogan?

A União Europeia deveria transmitir ao Presidente da Turquia uma mensagem clara. A situação actual, nas fronteiras da UE, justificaria uma conversa firme com Recep Tayyip Erdogan.

Não seria necessário perder muitas palavras numa discussão sobre a crise em Idlib. Essa matéria deve ser tratada entre Erdogan e Putin. Está previsto, aliás, que esses dois compadres se encontrem, lá mais para o fim da semana, para falar de Idlib. Mas os europeus têm que lembrar ao Presidente turco o acordo que existe entre as partes, no que respeita à imigração em massa e aos refugiados. E deverão acrescentar que as pessoas em situação de desespero não podem ser utilizadas como peões num tabuleiro de jogos políticos.

Infelizmente, não vejo quem possa pegar no telefone para ter essa conversa com Erdogan. Charles Michel, o Presidente do Conselho Europeu? O seu estatuto faria dele o interlocutor mais adequado. Mas parece andar desaparecido, a resguardar-se talvez, para não apanhar o vírus que por aí anda. Ursula von der Leyen? Não a vejo com a autoridade necessária para o fazer. E não se pode pedir a um Chefe de Estado que o faça, sem ferir protocolos, e sem esquecer que a Croácia é o Estado que teoricamente ocupa este semestre a presidência da União. O líder croata não seria atendido por Erdogan, creio.  

Entretanto o Alto Representante para a Política Externa, Josep Borrell, resolveu convocar uma reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE. Não é má ideia, mas não chega.

 

 

 

 

 

 

A Cimeira da União Africana

Começou a Cimeira da União Africana, um encontro anual que não deve ser ignorado. O Presidente da Comissão Africana, Moussa Faki, um Chadiano de grande valor, de quem sou amigo e por quem tenho um grande respeito, fez um excelente diagnóstico dos principais problemas que o Continente enfrenta. Referiu-se, nomeadamente, às acções terroristas no Sahel, na Bacia do Lago Chade e no Corno de África. Lamentou, igualmente, que se tenha estado a assistir a uma proliferação dos conflitos entre comunidades. E pôs a acento tónico na procura da paz e na criação de oportunidades para a juventude africana.

A União Europeia esteve bem representada neste dia de abertura. Foi importante ver  Charles Michel e Ursula von der Leyen em Addis Ababa. Espero que os seus conselheiros lhes tenham dito que vale a pena trabalhar em cooperação com Moussa Faki. Este é o último ano do mandato de Moussa Faki e o primeiro dos dirigentes europeus. Há que aproveitar o tempo disponível.

Alianças com extremistas são inaceitáveis

Tenho defendido nos meus escritos e nas minhas intervenções públicas que qualquer tentativa de aliança com extremistas ideológicos é um erro político grave. Esta posição assenta na experiência que tenho de muitas décadas de trabalho em várias partes do mundo.

Ontem assisti a mais um exemplo. O novo primeiro-ministro da Bélgica esteve no parlamento do país, para tentar obter a confiança política da assembleia. Foi um caos. Charles Michel, o novo PM, um jovem centrista da direita moderada e francófona, havia constituído uma coligação que integra, entre outros, extremistas de extrema-direita de língua flamenga. A imprensa, na véspera do debate parlamentar sobre o programa do novo governo, revelou que dois membros dessa organização extremista – um ministro e um secretário de Estado – haviam expressado “simpatia e compreensão” pelos belgas que haviam colaborado com o nazismo. Michel tentou passar por isso como um cão por vinha vindimada. A sua preocupação era a de salvar a coligação governamental a todo o custo.

Foi um pandemónio.

Mas mais que o caos, o caso revelou que quem faz alianças com extremistas fica numa situação de grande precaridade política, altamente fragilizado e, acima de tudo, prisioneiro desses talibãs de ideias inaceitáveis. Assim acontece, por muito boas, puras, moderadas e patrióticas que sejam as intenções de quem defende esse tipo de acordos.

Os extremistas entram neste tipo de alianças para ganhar terreno, para promover a sua visão fundamentalista e linear da vida em sociedade e da política.

A única receita que funciona em relação aos extremistas de todos os bordos é o combate político sem tréguas.

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