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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Votar a favor de Ursula von der Leyen

Ursula von der Leyen vai a votos amanhã. O Parlamento Europeu decidirá se a confirma como sucessora de Jean-Claude Juncker ou não. Neste momento, é difícil de prever o sentido da votação. Mas a verdade é que Von der Leyen veio hoje a público para assumir uma série de compromissos em matéria ambiental, de Estado de direito e de política de igualdade entre os homens e as mulheres que fazem todo o sentido. Nessa base, e tendo presente a seriedade da candidata e o seu posicionamento ao centro do espectro político, penso que faz todo o sentido votar a favor da sua nomeação.

Há quem a acuse de fraqueza política, em termos de capacidade de liderança, e de um certo conservadorismo. Penso que não está correcto. E lembro-me de um certo Jacques Delors, que chegou a Bruxelas em 1985, para ocupar o mesmo posto que Ursula von der Leyen deverá assumir. Muitos diziam então coisas parecidas com o que se diz agora sobre a candidata alemã. Depois, aconteceu o que todos sabemos.

Espero que a votação de amanhã seja clara e favorável.

Notas para uma agenda europeia

A agenda do próximo Presidente da Comissão Europeia deveria dar uma importância maior às questões do meio ambiente e do clima, da paz e da segurança nas diferentes vizinhanças da UE, bem como ao desenvolvimento económico e social dos Estados membros e à segurança dos cidadãos.

Isso passaria por um esforço mais intenso, quer internamente quer no exterior, na aplicação do acordo de Paris sobre o clima. Também significaria um aprofundamento da diplomacia comum. Igualmente, tratar-se-ia de conseguir chegar a mercado único, no espaço europeu, em matérias de telecomunicações, banca e transportes, incluindo a ferrovia. E, finalmente, a prossecução passo a passo de um programa de defesa e de segurança.

Tratar-se-ia de uma agenda ambiciosa, mas realista e suficientemente clara. Mostrar-se-ia, assim, aos cidadãos europeus o que significa uma União Europeia. A qual, a título simbólico, porém altamente significativo, deveria pôr em cima da mesa a possibilidade de um passaporte único, que reconhecesse as várias nações, mas que investiria na criação de uma cidadania comum e partilhada.

 

A França e a Alemanha têm que se entender

Numa altura em que continua a não haver visibilidade sobre quem será o sucessor de Jean-Claude Juncker, noto que a questão está a abrir um fosso muito grande entre duas nações pilares da União Europeia, a França e a Alemanha. É uma situação inédita e muito séria. A opinião política alemã e certos meios de comunicação social vêem o desacordo como um ataque frontal do Presidente francês contra Angela Merkel e a sua possível herdeira na chefia do partido CDU/CSU, Annegret Kramp-Karrenbauer. Para além, claro de Manfred Weber, o candidato do centro-direita à chefia da Comissão Europeia.

A verdade é que Emmanuel Macron não tem sido prudente na maneira de comentar a candidatura de Manfred Weber. Nem mesmo na observação sardónica que fez sobre o Presidente do Bundesbank, o Banco Central alemão. Macron tem que ser menos arrogante em vários dos comentários que faz. A arrogância dá maus resultados políticos.

Neste caso, abriu uma crise com a Alemanha. Espero que entenda que vai ser necessário um gesto público da sua parte para a ultrapassar. A União Europeia precisa de consensos. Precisa, igualmente, de um Presidente francês que os saiba construir.

Eleger o Presidente da Europa

A possibilidade de uma eleição directa pelos cidadãos europeus do Presidente da Comissão Europeia é uma ideia que faz medo a muitos chefes de Estado e de governo. Terá, mais tarde ou mais cedo e se o projecto europeu quiser avançar, que ser discutida um dia.

E essa discussão deverá também considerar a fusão dos dois cargos de topo: juntar as funções de Presidente da Comissão às de Presidente do Conselho Europeu. Passaria a haver um só número de telefone, quando o Presidente russo ou americano quissesse telefonar para Bruxelas.

Isso sim, daria um sentimento de maior unidade ao projecto comum. Aumentaria a visibilidade da União, dar-lhe uma cara, uma personalidade. Significaria mais força.

Sobre as eleições europeias

As eleições europeias são uma ilusão perigosa. Na maioria dos países, os eleitores votarão por razões de política interna. Muitos dos votos serão actos de protesto contra o presidente, o primeiro-ministro ou o governo no poder. A escolha pouco ou nada terá que ver nem com o projecto comum nem com os grandes desafios que a UE deverá enfrentar nos próximos cinco anos. Talvez os populistas anti-Europa e os liberais federalistas sejam os únicos a votar por um motivo europeu, uns com o objectivo de destruir a União Europeia, outros porque acreditam na força do destino comum.

O resultado é claro, mesmo antes da votação. O Parlamento Europeu vai estar mais fracturado do que nunca. E ainda mais preocupado com as agendas nacionais do que o Parlamento que agora cessa funções.

Nada disto é de bom agoiro. E não se vê liderança capaz de se erguer acima deste panorama fragmentado e de vistas curtas. A grande esperança era Emmanuel Macron. Mas o movimento Coletes Amarelos criou uma clima de oposição e de desconfiança que o enfraqueceu. Os outros partidos franceses vão aproveitar a onda para a tentar surfar a seu favor. É um jogo oportunista e irresponsável, mas assim é a política, de um modo geral.

Mesmo assim, a família centrista que Macron representa vai conhecer um acréscimo do seu número de deputados no Parlamento Europeu. Não será suficiente para fazer inflectir as grandes escolhas. Poderá, todavia, ter um impacto na escolha das personalidades que irão ocupar os cargos de importância. Na Comissão Europeia, no Conselho, na sucessão de Federica Mogherini, como também no que respeita a Mário Draghi.

 

A campanha para as europeias

A campanha eleitoral para as eleições europeias é, uma vez mais, uma desgraça. Por toda a parte, não apenas em Portugal.

Os candidatos são, de um modo geral, políticos de segunda escolha. Não voam muito alto. E quando o fazem, é para dizer umas banalidades sobre a Europa e para falar da política interna dos seus países de origem.

Não aparece ninguém, para além de Emmanuel Macron, que é um candidato indirecto, que fale do projecto europeu, do futuro da segurança comum, da nossa autonomia política perante as grandes potências, da economia de amanhã, digital, neutra em matéria de carbono, independente no que respeita à energia, da reforma das instituições europeias e de muitas outras dimensões que deveriam ser tidas em conta para reequilibrar os diferentes estados membros.

Que lástima!

Dia da Europa, mas falta contar a história

Neste dia em que se celebra a União Europeia, reconheço os enormes progressos que o projecto comum já conseguiu realizar. Não é uma questão de querer ser convenientemente positivo ou politicamente correcto. É saber ver.

Não será entendido assim por muitos. Os dirigentes europeus não têm sabido explicar o trabalho, os grandes projectos e os sucessos da UE. Incluindo, os grandes constrangimentos, que a medalha tem sempre duas faces.

A Comissão Europeia não têm uma estratégia clara de comunicação. Confunde porta-vozes e conferências de imprensa com comunicação estratégica. Toma os meios e as técnicas como se fossem os resultados. Como se houvesse uma correlação entre comunicados e comunicação política.

Se há algo que precisa de levar uma grande volta, é esta área da comunicação com os cidadãos europeus. Para começar, deveria haver um Comissário com uma pasta dedicada à comunicação estratégica e à informação dos cidadãos europeus.

Prever o insólito

Ontem à noite surpreendi alguns, quando, depois do novo chumbo em Westminster do projecto de acordo de Brexit, falei da possibilidade de uma terceira volta. Ou seja, do regresso ao Parlamento do projecto, depois de mais um ou dois retoques cosméticos, para uma votação final, uma possível aprovação, nesse momento.

A verdade é que estamos a percorrer paisagens políticas inéditas, nunca dantes exploradas. Assim, pode-se imaginar tudo, todo o tipo de opções políticas, pensar no inimaginável. Não por diversão ou para dizer algo diferente do que outros dizem. Sim, porque é no interesse de todos encontrar uma solução a um processo particularmente complexo. Um processo em que o habitual deixou de fazer sentido.

Mais uma análise semanal para os ouvintes em Macau

O programa desta semana na Rádio TDM de Macau sobre a Europa, um programa em que participo há quase três anos, tratou das questões da segurança na Europa, da reunião do Conselho Europeu, da escolha do futuro Presidente da Comissão Europeia, das listas transnacionais e da situação da social-democracia na Europa, numa altura em que esta corrente política parece estar em crise e continua a perder apoio, nos diferentes países da Europa.

O link para o programa é o seguinte:

http://portugues.tdm.com.mo/radio/play_audio.php?ref=9936

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