Portugal é grande quando abre horizontes

06
Ago 13

O Secretário de Estado que faz os chamados “briefings” à comunicação social tem todo o ar de quem não está à altura da tarefa. Além disso, a sua falta de experiência política é demasiado evidente. Até aqueles jovens jornalistas que lhe aparecem pela frente parecem estar mais à vontade do que o governante.

 

Apenas não vê esta miséria quem não quer ver. E dir-se-ia que o Primeiro-ministro é um dos que não está a ver o dano que tais manifestações de incompetência acarretam. 

publicado por victorangelo às 21:59

04
Ago 13

Em política, como na selva, os predadores oportunistas lançam-se sempre ao animal que, na manada, tem o aspecto mais fraco. 

publicado por victorangelo às 23:20

21
Abr 13

A política é uma questão de escolhas entre várias opções. Por isso, dizer que não há alternativa é um erro. É claro que existem, sempre, alternativas. Podem é ter custos sociais e económicos mais elevados. Ou pôr em causa certos valores constituintes da nação.

 

O líder deve ter a coragem e a sabedoria de discutir publicamente as alternativas existentes. Ganhará se souber convencer os cidadãos que a opção que advoga é, de facto, a melhor.

 

Isto quer dizer que o líder não tem medo do debate público. E que só se manterá à frente dos destinos colectivos se souber convencer a maioria que a sua proposição é a que faz mais sentido.

 

Coragem e comunicação eficaz são dois ingredientes fundamentais da liderança. 

publicado por victorangelo às 22:02

13
Abr 13

Uma palavra positiva, neste fim de dia, para a comunicação social portuguesa.

 

Porquê?

 

Por se terem apercebido da loucura que era a da referência ao regicídio, feita por um doente da política portuguesa. Esse paralelismo com o assassinato de D. Carlos, e a sugestão que algo parecido pudesse acontecer agora, era quase que um apelo à violência assassina, inaceitável em democracia.

 

A comunicação social parece ter entendido isso. Por isso, fez desaparecer dos títulos e das notícias de relevo essa declaração inaceitável. Declaração que, noutras democracias do mundo teria, igualmente, levantado uma onda de indignação. 

publicado por victorangelo às 21:26

09
Abr 13

A comunicação social portuguesa está em crise, como vários outros sectores da economia portuguesa. Os anúncios publicitários são cada vez menos. E as agências de publicidade que compram espaço nos jornais e nas televisões têm conseguido impor tarifas muito abaixo do que era usual. A concorrência entre os órgãos de comunicação social é hoje mais severa que nunca.

 

Neste clima, cada um tenta explorar ao máximo cada oportunidade que surja. O comentário extremo, a notícia alarmante, a “novidade” cujo fundamento não foi confirmado, tudo serve para criar títulos apelativos e tentar captar audiências. Numa situação destas, a imprensa cai facilmente em ciladas, fica mais vulnerável à instrumentalização por forças próximas do governo ou das oposições, deixa-se arrastar na onda de radicalização da vida politica que está em curso. 

publicado por victorangelo às 21:03

17
Mar 13

Os últimos dias foram de viagens e de contactos. Estou agora de volta à base. E à escrita regular. Embora não tenha ilusões sobre o impacto da minha escrita, creio que é importante continuar a reflectir com quem me lê, numa perspectiva não-alinhada e numa tentativa de procurar novas pistas.

 

Notei uma vez mais, nos dias recentes, que existe uma procura genuína de ideias novas – em Portugal andam todos a repetir o mesmo, a repetirem-se uns aos outros – e, igualmente, um desejo de ouvir quem fala de modo independente, quem não tem interesses particulares para defender, nem se limita a repetir as declarações institucionais que são, na melhor das hipóteses, meias verdades.

 

E quem não tem medo de dizer coisas que possam parecer inconvenientes.

 

Por outro lado, não podemos cair na tentação do bombástico, da agressão sem fundamento, das afirmações lançadas ao ar. Que é o que acontece, na maior parte das vezes. Basta ouvir os cronistas que andam pelas televisões, para se entender a pobreza do argumento que prevalece na terra dos pirómanos auto-suficientes. 

publicado por victorangelo às 22:08

19
Jan 13

Desde os meus tempos de Moçambique, na primeira metade da década de oitenta, sempre considerei Joaquim Chissano como um homem inteligente e sem papas na língua.

 

Hoje, na entrevista que dá ao Expresso, volta a mostrar que vale a pena prestar atenção ao que ele diz. Instado a falar sobre o futuro da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o Antigo Presidente disse: ”Há quem veja na lusofonia uma maneira de perpetuar a nostalgia do império”.


Muitos irão achar que Chissano exagera. Que na realidade será contra Portugal e que esta afirmação resulta de pesadelos coloniais de que não conseguiu libertar-se. Seria um erro pensar assim, tentando diminuir uma posição que conta e que é, provavelmente, partilhada, embora nalguns casos subconscientemente, por outros líderes das antigas colónias.

 

Vejo muita verdade nessa opinião. Noto, com frequência, que vários dos que falam, em Lisboa, da lusofonia têm em mente a apologia de um passado que há muito que deixou de existir. Estão a tentar justificar uma ideia de grandeza que tem mais de lírico do que de real. A língua é importante não só quando é falado por milhões, mas sobretudo quando nos permite uma maior aproximação com os outros povos que, em certa medida, a partilham. A língua é um instrumento de comunicação. No caso da CPLP, o objectivo deve ser o de transformar o português num veículo de entendimento entre povos muito diversos, uns com raízes lusitanas, mesmo que míticas, outros com antepassados e valores bantus, e mais outros, como no caso do Brasil, com raízes complexas, misturadas, ou ainda, pensando em Timor-Leste, com os pés assentes numa variante da cultura malaia.

 

Conviria pensar nisto. 

publicado por victorangelo às 21:09

07
Jan 13

O Expresso está de parabéns. Pelos seus quarenta anos de existência. E, hoje, também pela conferência que promoveu, para festejar o seu aniversário, sobre “Portugal no Mundo”.

 

Os primeiros ecos que tenho revelam que se tratou de uma conferência com muito interesse, sobretudo devido à participação dos antigos presidentes de Moçambique e de Timor-Leste, Joaquim Chissano e Ramos Horta, do cientista António Damásio, de Henrique Castro da Yahoo, de Miguel Poiares Maduro e do pensador francês Alain Minc, que foi brutalmente crítico da política portuguesa dos anos de noventa.

 

Como eu gosto de dizer, a debater é que a gente tem alguma hipótese de se entender. 

publicado por victorangelo às 22:54

19
Jul 12

Estive no início da semana em Espanha e a crise era o tema de conversa, um pouco por toda a parte. Lá, como cá, falta informação, as pessoas não entendem as opções tomadas. A confusão é geral. Mas falta, sobretudo, confiança em quem dirige o país. Esse é hoje o grande défice. Um défice que pode levar a grandes catástrofes políticas. A extremismos, de ambos os lados.

 

publicado por victorangelo às 21:08

26
Mai 12

Recentemente, num jantar de gente com poder -- e que por isso se considera muito importante -- o orador principal, Javier Solana, dizia que a comunicação entre as elites e as massas está emperrada, não se faz com clareza. Cada um vive, segundo afirmou, no seu círculo, sem verdadeiro diálogo e transmissão de ideias entre eles, sem se ouvirem. E falava, então, da necessidade de utilizar as redes sociais, como meio de comunicação. Ele próprio é um activo utilizador do twitter. 

 

A verdade talvez seja mais complexa. Não é apenas a questão dos meios que está em causa. Ainda hoje vi, durante uns curtos minutos, por não ter paciência para mais, um debate entre eurodeputados transmitido pela BBC World: o meio de comunicação, um canal de televisão com prestígio, era óptimo, mas a conversa era pura e simplesmente banal e confrangedoramente pobre de espírito. Ou seja, a questão dos conteúdos é fundamental.

 

As pessoas estão hoje mais informadas do que nunca. Quando um político procura comunicar com os simples mortais que nós somos, tem que ter algo para dizer, uma mensagem, um ponto de vista, uma perspectiva nova, numa linguagem directa e verdadeira. Se não proceder assim, ninguém tem tempo e disposição para o ouvir. 

 

E os políticos aproveitam os jantares nos palácios do poder de outrora para se lamentarem. Quem tem pena deles?

 

 

publicado por victorangelo às 21:00

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