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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Risco de abandono

A Guiné-Bissau está de novo numa fase de crise aguda. A violência latente voltou a explodir.

 

Um dos resultados desta nova explosão: a comunidade internacional, incluindo a União Europeia, está farta das repetidas crises na Guiné. O risco de ver a comunidade internacional perder a esperança numa transição democrática nesse país é cada vez maior. 

Síria, urgente

No dia em que foram mortos, em Homs, na Síria, dois jornalistas internacionais, Marie Covin, uma mulher de grande coragem, correspondente de guerra veterana, e Rémi Ochlik, um jovem de 28 anos, mas já com vários prémios no currículo, a discussão sobre uma possível intervenção militar estrangeira tornou-se mais intensa. Uma operação desse tipo, diria quem sabe, está fora das hipóteses. Mesmo uma operação com objectivos muito limitados, por exemplo, o estabelecimento de zonas de protecção de civis, é impossível, nesta fase e imprevisível, no futuro. 

 

O que é possível é o treino, acompanhamento e o fornecimento de meios aos grupos armados que se opõem a Assad. Essa parece ser uma via que está a ser explorada por alguns países, os suspeitos do costume. 

 

Mas, para a comunidade internacional, a questão fundamental mais urgente é a de pôr fim à violência contra civis. Como o conseguir? Como chegar a um acordo? Por onde começar?

 

Este tem que ser o ponto de partida para as negociações entre os principais actores internacionais. Sem mais demoras.  

Uma imagem ruim

Os jornais escrevem hoje que o antigo PM de Portugal disse, recentemente, numa sessão pública, em França, que pagar a dívida é "coisa de crianças". Como se trata de uma personalidade que esteve seis anos à frente do governo do nosso país, eu não queria acreditar que tal afirmação tivesse sido proferida. Seria de uma irresponsabilidade sem limites, que só agravaria a posição externa de Portugal, que já não é das melhores.

 

Procurei na blogosfera que sempre defendeu o antigo PM e não encontrei qualquer referência ao assunto. Procurei declarações do partido que o PM dirigiu durante anos e também não vi qualquer menção de esclarecimento. 

 

Fiquei mais descansado.

 

Pelo sim, pelo não, fui ver o vídeo sobre o assunto. É um filme de má qualidade. Na penumbra,  ao fundo de um anfiteatro, aparece um homem sentado, com uma voz que poderia ser reconhecida, mas quem pode estar seguro, a dizer umas coisas estranhas, incluindo essa sobre as crianças e sobre estudos de teoria económica.

 

Que pena a qualidade da imagem ser tão ruim. Não dá para entender.

Um exemplo

Yves Leterme, o PM belga em exercício de funções, num governo de gestão, que dura há quase um ano e meio, pediu à população que subscrevesse uma nova emissão de obrigações do tesouro. Evitar-se-ia, assim , o recurso aos mercados internacionais, que estão a penalizar a Bélgica. Apelou ao patriotismo, num país em que esse sentimento parece estar muito esfrangalhado, pediu pelo menos 200 milhões de euros de subscrições, num empréstimo a cinco anos, com uma taxa de juro de 4%. 

 

Ontem, uma semana após o apelo, os belgas haviam comprado mais de 5 000 milhões de euros dessas novas obrigações. Ou seja, 25 vezes mais do que Leterme esperava que pudesse acontecer. 

 

Este exemplo faz reflectir. Muito.

Imprimir euros

O voo da tarde para Bruxelas estava a abarrotar. Os passageiros, no avião belga, eram sobretudo gente estrangeira, que aproveitara um bilhete barato, para vir passar um fim-de-semana ligeiramente prolongado, em Lisboa e arredores. Assim me pareceu. 

 

Entretanto, a crise tem o vento em popa. Os grandes bancos do centro da Europa continuaram, hoje, a perder capital. Fica-se com a impressão que já se esgotou o manancial de ideias novas, em Bruxelas, Paris e Berlim. É como se estivessem todos à espera, para ver onde param as modas.

 

Nos EUA, a situação não será muito diferente. Só que, por lá, vão-se imprimindo uns dólares.

 

Por aqui, não vejo como isso possa ser evitado. Quanto mais cedo se começar a imprimir euros, melhor, assim o creio.

Que confusão!

A confusão de ideias, em Portugal, e a confusão de ideias, na Europa, vão a par e passo. Cada caso tem as suas razões, mas confusão é confusão. Só complica. Só serve para atrasar a resolução dos problemas.

 

Em Portugal, certos intelectuais e certa comunicação social acham uma delícia os disparates que um velho senhor da política profere com alguma regularidade. Cada vez que o velho raposo abre a boca, sai uma de caixão à cova. E a malta gosta.

 

Querem um melhor indicador da nossa pobreza intelectual?

 

Só se forem buscar os textos de um pensador social, um baralhado de pensamentos, que escreve a partir das margens do Mondego. Esse também diz coisas que fazem aflição

 

Na Europa, a confusão à volta da preparação da cimeira de domingo vai ficar nas memórias de quem ainda se lembra das coisas.

 

Ontem, em Frankfurt, ainda houve uma tentativa de acordo, que não deu faísca. Hoje, à noite, fala-se uma cimeira seguida, uns três dias depois, por uma nova cimeira. Entretanto, a economia da UE vai desacelerando. Não é apenas a questão da solvência dos bancos, ou do risco para as pequenas poupanças, ou as incertezas dos mercados financeiros. É a economia e o emprego a sofrerem em virtude da confusão e da incerteza.

 

No meio de tudo isto, teve lugar ontem em Bruxelas um debate sobre o movimento dos "Indignados". Viu-se que não estão apenas indignados. Estão, igualmente, confusos.

Alternativas...

Não teria sido possível pagar os subsídios de férias e de Natal do próximo ano com títulos do tesouro ao portador, por isso, negociáveis, a redimir dentro de cinco a seis anos?

 

Esta opção teria um impacto menor sobre as famílias e, ao mesmo tempo, aliviava as despesas públicasem 2012. Quem estivesse muito apertado de finanças poderia vender esses papéis no mercado secundário.

 

Será que terá sido equacionada?

É preciso esclarecer

Portugal está em estado de choque, após ter tomado conhecimento das medidas orçamentais que vão ser aplicadas em 2012.

 

Durante o dia foram feitas uma série de declarações, até bispos vieram dizer das suas, incluindo o das Forças Armadas, o que parece inaceitável, que mostraram que não há ainda consciência da extrema gravidade da situação em que se encontra o Estado português e a economia do país. Foram poucas as vozes serenas, e menos ainda os que mostraram entender o que se passa e o que nos pode acontecer no futuro próximo. 

 

Vi vários programas de ajustamento estrutural serem aplicados noutras terras. A designação não é inteiramente correcta, pois não se trata de ajustar, mas sim de modificar, de raiz, muitas das práticas que, por haver uma crise económica profunda, se tornaram insustentáveis, inviáveis, impossíveis de financiar. Nesses programas, como agora, o que sempre faltou foi uma linguagem clara, por parte dos que estão no poder, que explique, sem ambiguidades nem disfarces, as razões que justificam as medidas penosas que terão que ser postas em execução. 

 

Como também é importante explicar qual é o papel do sector privado e a importância de atrair investimento estrangeiro, quando a crise é desta profundidade. 

 

Uma análise objectiva

O discurso de Cavaco Silva sobre a governação da UE, hoje proferido em Florença, merece ser lido com muita atenção. Trata-se, na minha opinião, de uma reflexão inteligente e objectiva sobre o estado actual da União. 

 

Seria importante que a imprensa internacional o mencionasse com algum destaque.

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