Portugal é grande quando abre horizontes

09
Nov 09

 

As ONG francesas são as que mais criticam a MINURCAT, a missão da ONU na RCA e no Chade, bem junto ao Darfur.  Dizem que a missão, que tem como função fundamental a segurança dos humanitários, não conseguem mobilizar todos os soldados de que que precisa, que os que chegam são fracos -- não são tropas europeias, é verdade...-- e que a insegurança no Leste do Chade é cada vez maior.

 

Tudo para dizer que o trabalho das tropas da UE, no quadro da EUFOR, era bem superior. 60% dessas tropas eram constituídas por contingentes franceses.

 

Agora, não temos praticamente nenhum soldado francês. Critica-se, mas onde está a contribuição gaulesa?

 

publicado por victorangelo às 21:18

14
Jul 09

 

 

Visitei hoje a quinta, em Belas, onde estão instaladas as várias secções da Unidade Especial de Polícia da PSP. 

 

São secções de elite, com homens e mulheres que gostam do que fazem, dedicados e prontos a todos os sacrifícios pessoais, para assegurar o bem comum e a segurança de todos os cidadãos.

 

São gente de grande mérito, com um sentido muito agudo do dever e da disciplina, num Estado de Direito. Fazem parte das novas gerações de portugueses de que Portugal tanto precisa. Devem servir de exemplo a muitos dos nossos jovens.

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 23:02

18
Abr 09

 

 

São 23:00 horas. A temperatura no meu jardim, aqui na minha cidade de N'Djaména,  esta' na casa dos 36 graus. Na minha sala de estar, tenho 43.

 

Quem se pode queixar, nestas terras, de que o preço do aquecimento central esta' pelas horas da morte? Nesta cidade, morre-se de calor a um preço muito acessível. São terras em que morrer sai barato.

 

Os piratas do Golfo de Aden, de quem falo na Visão on line desta semana, têm pelo menos a brisa do mar a seu favor. Vejam, por favor

 

http://aeiou.visao.pt/piratas-e-preconceitos=f504842

 

Enjoy the breeze!

 

 

publicado por victorangelo às 23:29

18
Fev 09

 

A economia portuguesa teve um crescimento negativo de 2,1% no último trimestre de 2008. A tendência é para a continuação da contracção económica em 2009.  Estamos perante um ano de crise. O consumo diminuirá, mais empresas entrarão em dificuldades de tesouraria e de mercados, e a segurança do emprego é, para muitos, um sonho que parece impossível.

 

Mais ainda. Números agora publicados revelam que  61% das famílias portuguesas conhecem um alto grau de precariedade financeira. Assim o diz o Diário Económico, na sua edição de hoje. É a maior taxa de vulnerabilidade, quando 12 países europeus são postos lado a lado.  O valor duplicou, quando comparado com a situação existente em Portugal em 2007. 

 

Esta é verdadeira face do país: um agravamento da insegurança económica das famílias.

 

Por isso, e de imediato, a questão do emprego é a prioridade número um. As políticas de resposta à crise têm que passar por políticas activas de emprego, quer através da salvaguarda do que possa ser mantido, quer ainda pela reconversão profissional dos trabalhadores. 

 

Haverá que combinar respostas de curto prazo, como a abertura de linhas de crédito excepcionais a empresas viáveis mas com dificuldades de tesouraria, com soluções que passem pelo investimento na qualificação profissional dos portugueses.

Não é tempo para palmadas no peito, que os auto-satisfeitos gostam de exibir. É, sim, tempo de acção, de realismo político e de vistas largas, que permitam ver o horizonte e definir o rumo para lá chegar.

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 19:49

16
Jan 09

A insegurança continua a ser o prato forte da vida quotidiana em Portugal.

 

Incluindo a insegurança ligada 'a crise económica, com perca de empregos e de rendimentos familiares. Para já nao falar da falta de segurança que os nossos políticos revelam, face a uma crise que não compreendem.

 

Quantos governos, por esse mundo fora, não perderam as eleições por não conseguirem responder a esta necessidade básica das pessoas, a de se sentirem seguras?

 

publicado por victorangelo às 21:25

13
Jan 09

Depois de ter passado o dia a discutir aeroportos, planos de operações e destacamentos militares, tropas e nacionalidades, as que podem ser aceites e as outras, mais os 58 camiões a cair de podre em coluna no deserto, a avançar a uma média de 15 quilómetros por hora, dois deles já deixados para trás, irreparavelmente avariados, com a comida para os refugiados a estar cada vez mais atrasada, e eu, meio falido de ideias, a perguntar 'a deusa das inspirações o que poderia ser o destaque de hoje, e a deusa a falar no medo e na insegurança em Portugal, nos multibancos que atraem os amigos do alheio, nas ruas em que não e' bom andar 'a noite, no frio que atravessa a espinha de todos os portugueses, nos professores em reflexão de Inverno, e o Cristiano a receber as honras do mundo, mas com todos os bloguistas a escrever sobre o génio da Madeira, este, o da bola, não o dos disparates calculados, nada parece importante, digno de destaque, dir-se-ia a silly season de um Janeiro que não quer entrar no ano novo.

 

Ate' a fotografia dos verdes dos trópicos, que havia sido programada para dar cor a esta prosa sem matizes nem contrastes de sol e sombra,  parece pálida demais para ser publicada.

 

Há' de facto, dias, em que os bloguistas não deveriam abrir os sapos vivos que estão sempre a engolir.

 

publicado por victorangelo às 22:25

01
Jan 09

Depois dos votos de bom ano, o primeiro dia de 2009  leva-nos, inevitavelmente, à crise na Palestina.

 
Após seis dias de bombardeamentos da Faixa de Gaza, e de muito sofrimento humano, as máquinas diplomáticas mantém-se emperradas e, por isso, incapazes, de tomar a iniciativa. Continuam a ser os militares e os falcões da guerra, quem fixa a agenda. Quando os diplomatas hesitam, os senhores das armas tomam a dianteira e os líderes fracos escondem-se por detrás de decisões bélicas, para fazer esquecer as suas incapacidades políticas.
 
Entretanto, os ministros dos negócios estrangeiros da União Europeia reuniram-se em Paris a 30 de Dezembro. A posição que aprovaram está teoricamente correcta. Exige um cessar-fogo imediato, uma ajuda humanitária sem entraves e um recomeço do processo político.
  
Mas falta a acção para além das palavras. Não se entende que perante uma crise grave, que exige acções imediatas, não se tenha despachado sem mais demoras o senhor Solana e mais um ou dois ministros para a região. Uma decisão deste tipo enviaria um sinal forte a Israel e ao Hamas,  bem como a outros protagonistas importantes na região. Seria apreciada pelo povo da Palestina e pelos Árabes, em geral. Significaria que a Europa leva a questão muito a sério e não se limita apenas a palavras sem consequências , que mais parecem escudos para esconder uma posição de preferência em relação a Israel.
 
Ficou, para além do comunicado dos ministros , a promessa de uma visita para a semana de uma delegação ministerial europeia. É uma decisão frouxa, que deixa espaço ao Presidente francês para se deslocar à região antes dessa visita e retirar uma vez mais todo o protagonismo a Bruxelas.
 
Para que serve então a máquina europeia de diplomacia que se construiu em Bruxelas à volta de Solana e na própria Comissão?
 
 
 

 

 

publicado por victorangelo às 20:53

31
Dez 08

 

O senhor ministro que manda nas polícias afirmou ontem que " o combate 'a criminalidade violenta e grave continuarà a ser a prioridade da estratégia de segurança para 2009 ".

 

Aprecio a afirmação  " continuará ".

 

Talvez seja melhor " continuar "  com mais força do que em 2008.

 

Com uma estratégia mais clara.

 

Como o senhor ministro também prometeu que " oportunamente será  apresentada ... a estratégia e medidas para 2009", ficamos à espera desse momento oportuno, para que se possa fazer uma ideia.

 

Mas a verdade é que o combate eficaz  à criminalidade violenta tem que ser uma prioridade em 2009.

publicado por victorangelo às 17:37

26
Dez 08

 

 
O incidente que ocorreu recentemente na Escola Secundária do Cerco do Porto, e cujo vídeo circulou na internet, imagens que falam por si,  com os alunos a apontarem uma pistola de plástico à professora e um deles à mover-se  à sua volta, com a pose de um boxista pronto a soquear, não é de modo algum " uma brincadeira de mau gosto ", como foi dito pela Directora Regional de Educação do Norte. Nem os alunos, na casa dos 17 e 18 anos, podem ser considerados, como quem desculpa,  " uns miúdos ". Mais, não é por serem de origem social modesta que não  devem ser responsabilizados.
 
É um caso de indisciplina grave e de intimidação e assalto moral e físico. A sociedade portuguesa não pode deixar passar estes casos em branco. Nem o sistema educativo pode tolerar este nível de agressão,  um comportamento que hoje começa nas escolas e amanhã estará a ser praticado na vida corrente.
 
É mais uma vez oportuno levantar a questão muito séria da disciplina e do respeito pela integridade física e moral dos participantes no sistema educativo, quer sejam professores, empregados ou os outros alunos. Queremos um Portugal onde haja respeito por todos.
 
Quando se tem a idade que estes alunos têm já não se é uma criança, nem se pode brincar com coisas sérias. A impunidade leva ao caos, à insegurança, à falta de um mínimo de  civismo. Quem, como eu, andou por esse mundo fora, percebe que fechar os olhos apenas conduz ao desastre social, à acumulação de problemas,  que a partir de determinada altura se tornam parte da estrutura da sociedade e, por isso, muito mais difíceis de resolver.
 
As sanções adequadas, que podem passar por condenação a trabalhos em benefício da  comunidade e por um registo provisório na certidão cadastral,  têm que ser impostas. É um caso de justiça e também de legalidade democrática.
 
Quem leva estas coisas com ligeireza, como a directora o fez, é um brincalhão muito perigoso. Que a senhora continue a ser  directora regional é outra " brincadeira " que o Ministério deverácorrigir sem tardar.
  
 
 
publicado por victorangelo às 20:38

25
Dez 08
 
A PSP confirma que nas últimas 24 horas, que incluem a noite de Natal, ocorreram mais de trinta assaltos a residências na zona de Lisboa. E' um número elevado, que faz pensar. Tem, politicamente, o peso que todas as questões de insegurança trazem consigo. 

A problemática da segurança é  sempre central em qualquer debate sobre a eficiência da governação, sobretudo quando há um sentimento de insegurança e de impunidade -- será o caso hoje em Portugal -- que se instala no seio das populações. Ignorar este facto tem riscos políticos muito significativos.
 
Antigamente eram os Pais Natal que entravam em casa das pessoas nestas alturas de festas.  Agora, são outros os visitantes.  Andam à procura de prendas. Mas quem acabará por ficar sem prendas será talvez o Governo.
publicado por victorangelo às 17:19

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