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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Amargura e desconfiança

A crise que rodeia Mariano Rajoy e a direcção do seu partido é mais uma machada profunda na credibilidade da classe política espanhola e em geral. A percentagem dos que ainda acreditam nos políticos, sobretudo em certos países europeus mais fragilizados, é cada vez menor. 

 

Tudo isto tem um impacto muito negativo sobre a saúde da democracia. Assim se prepara o terreno que é favorável à emergência de ditadores. Há, por isso, motivo para preocupações reforçadas. 

 

Duvidar faz bem à imaginação

Cheguei à conclusão, mais uma vez, depois da discussão estratégica de hoje, que as grandes mentes são as que sabem colocar as questões que contam, as interrogações que tocam no cerne dos problemas. São as que são capazes de identificar as questões que, se resolvidas, transformam uma sociedade.

 

Temos que aprender com essas pessoas e, nos momentos importantes, nas alturas de crise, saber decidir quais são as perguntas que interessam. Depois, é uma questão de nos focarmos na resposta, tão completa quanto possível, a cada uma dessas perguntas. 

 

Já dizia o velho Descartes, o pensador da interrogação metódica que vale sempre a pena ler, que "Dubium sapientiae initium", que a dúvida está na origem da sabedoria. Ou, como dizia um amigo meu, que estudou em Oxford, a primeira coisa que convém aprender é como pôr em causa as ideias feitas. No Alentejo, diriam "aprender a evitar a carneirada".

 

Somos todos muito versáteis

Os pensadores que têm porta aberta para a via pública da política portuguesa, sejam eles, jornalistas, autores de blogs, escritores de opiniões ou de poemas, economistas ou comerciantes de favores, bispos ou oficiais na reserva, cantores de fado ou activistas de causas alternativas, especializaram-se todos, nas últimas semanas, em questões constitucionais. Os jornais e as televisões, a net, as assembleias e outras tertúlias transformaram-se em mini Tribunais Constitucionais.

 

E ainda há quem diga que os portugueses não sabem adaptar-se à crise. 

Orçamento 2013

Ao decidir enviar o Orçamento Geral do Estado de 2013 para o Tribunal Constitucional (TC), após promulgação, para que o TC proceda à verificação sucessiva da constitucionalidade de algumas das medidas orçamentais, o Presidente da República fez o que um político sensato teria feito. Nas circunstâncias actuais, não havia outra solução, apesar do que dizem muitos dos constitucionalistas. Não promulgar não era solução.

Cabe agora ao TC tomar posição.

 

Caberá, depois, ao governo aceitar o que venha a ser decidido, com seriedade e serenidade. Não poderá nem deverá, no entanto, criar uma crise política. Bem basta a que já temos, que se traduz num problema muito sério de credibilidade junto da população. Talvez seja altura, então, uma vez conhecida a decisão do TC, de pensar numa remodelação profunda da equipa do governo. 

Horizontes

A crise fecha-nos os horizontes. Ora, sem uma visão ampla das possibilidades não há saída. Não podemos deixar que nos limitem as vistas e nos cerceiem as opções. 

 

Entretanto, foi uma boa notícia saber que a decisão do Tribunal Constitucional alemão é favorável ao mecanismo europeu de apoio financeiro. 

 

Mas as más notícias continuam a predominar. A enorme manifestação na Catalunha pela independência é uma demonstração massiva contra a solidariedade entre as regiões de Espanha. O valor da solidariedade está a ser atacado em todas as frentes, por essa Europa fora.  As eleições de hoje na Holanda poderão ser um outro sinal no mesmo sentido. Veremos.

Momento grave

Seria um erro subestimar a crise política actual. É certamente a mais grave de que há memória. 

 

Também estaria errado não querer ver que o que está a ser posto em causa é o funcionamento das instituições, a confiança no sistema político, o consenso colectivo.

 

Tudo isto a acrescentar ao desespero de muitas famílias.

 

E à loucura de muitos que por aí andam.  A que se junta a demagogia de outros. Mais a irresponsabilidade, muito flagrante ao nível de quem tem acesso à comunicação social. 

 

Perante isto, aparece cada vez mais gente a perguntar se o modelo político actual ainda é viável. É, em democracia, um pergunta legítima. 

 

 

 

 

Saber criar optimismo é uma virtude política

O primeiro-ministro, na sua comunicação ao país, não soube explicar por que razão é precisa mais austeridade, nem dar uma perspectiva temporal, um horizonte que abra alguma esperança. Dizia-se ontem, na convenção democrata nos Estados Unidos, que ninguém quer ter um líder que não tenha uma visão positiva do futuro e que não consiga criar esperança.

 

Também me pareceu errado tentar ligar as novas medidas à promoção do emprego. A questão do emprego cabe numa perspectiva de crescimento económico, não de novas taxas e contribuições dos privados para os cofres públicos. Precisa de ser apresentada como uma estratégia económica, bem articulada, não como uma componente meramente fiscal.

 

Hoje à noite o país ficou mais pessimista. 

A má qualidade do debate público

Estive no início da semana em Espanha e a crise era o tema de conversa, um pouco por toda a parte. Lá, como cá, falta informação, as pessoas não entendem as opções tomadas. A confusão é geral. Mas falta, sobretudo, confiança em quem dirige o país. Esse é hoje o grande défice. Um défice que pode levar a grandes catástrofes políticas. A extremismos, de ambos os lados.

 

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