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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Milhares de palavras difíceis para dizer coisas simples

Quem tem paciência para ler cinco páginas de jornal sobre a ameaça populista? E para que servem essas cinco páginas, quando o populismo extremista está a bater-nos à porta?

Há aqui um certo desnorteio.

Nestes tempos, como Donald Trump nos mostrou, para nossa infelicidade, o poder conquista-se com uma bateria cerrada de “tweets”. Com 140 caracteres por mensagem. O resto é conversa para as elites e para uma meia dúzia de fiéis. Nada mais. Não tem qualquer impacto sobre o povo eleitor e dá novos argumentos aos extremistas, que não se cansam de repetir que as elites políticas estão completamente divorciadas do cidadão comum.

 

Sobre os colégios privados

Os colégios privados britânicos praticam propinas elevadíssimas. Não creio que exista uma situação comparável na UE. Também é verdade que o ensino é adaptado às características de cada aluno, de modo a que todos possam desenvolver as faculdades que lhes são próprias. Isso requer turmas de reduzida dimensão e um acompanhamento individual de cada aluno.

Os custos tornam esses colégios apenas acessíveis às famílias com rendimentos elevados. Existe, no entanto, um sistema de bolsas de estudo, também ele privado, por ser financiado por fundações e outros esquemas de doações, que permite a um muito reduzido número de alunos ter acesso a esses colégios, embora provenham de famílias com poucos recursos.

Assim se criam elites e disparidades sociais para a vida. Essas diferenças distinguem-se perfeitamente na maneira de pronunciar o inglês. E tornam-se ainda mais acentuadas segundo o tipo de universidade que se frequenta.

Também é assim que surge uma maneira muito peculiar de ver o resto da Europa. Uma altivez que toca na desconsideração…

 

Sobre as elites

Durante a estada na Índia, dei comigo a reflectir sobre o papel das elites nos tempos de agora. A reflexão não me levou muito longe, para já, mas permitiu-me chegar à conclusão que há que pensar esta questão de um modo diferente. E começar pela pergunta mais simples: será que ainda se justifica falar de elites? Se sim, que tipo de elites e para que servem?

A ânsia do tachinho

Em geral, o pessoal que por aí anda à volta da política e da imagem na comunicação social procura um tacho, um carguinho público.

Ainda hoje tive a oportunidade de verificar a justeza desta minha apreciação. E do peso que a cunha continua a ter nos círculos de poder. A recomendaçãozinha…

E também me apercebi, uma vez mais, que ninguém compreende que eu não ande, igualmente, à procura de um lugarzinho qualquer. Não acreditam, por exemplo, que escrevo para intervir, para partilhar, e não para andar aos pulinhos, até ser notado.

Assim, aqui fica uma vez mais o aviso: não ando à procura de nenhuma mordomia. Nem espero nenhuma comenda. A minha agitação é outra.

Hoje é sexta-feira, ninguém me lê

Queixam-se amigos meus de António Costa, a quem acusam de falta de genica e de ideias que saiam além das banalidades habituais. Lembro-lhes que, apesar tudo, ainda é dos melhores. Muitos outros, na direcção do partido, são ainda mais superficiais, meramente emotivos nas suas opiniões e, para completar a desgraça, radicais ocos. Ainda ontem tivemos exemplo disso, ao ouvir o que disse o Presidente do PS sobre o Syriza ou ao ler o desabafo inflamado de um membro do secretariado nacional que escrevinha umas tontices no JN.

Perante isto e também face ao que existe do outro lado da mesa, é de facto tempo de procurar dar-se uma volta às elites políticas de Portugal. Mas será, em grande medida, tempo perdido, porque o sistema não deixa entrar gente que possa pôr em causa a mediocridade que controla as máquinas. Antes pelo contrário. O sistema está, isso sim, aberto para os do costume. Que o diga o Miguel Relvas, que desde ontem não pára de brilhar na comunicação social.

Sem contar, claro, com o regresso que se prepara do senhor que esteve em Bruxelas por duas longas épocas. Um regresso com a esperança e o olhar colocados em Belém.

 

Obrigado, José Medeiros Ferreira

José Medeiros Ferreira, que hoje faleceu, foi um intelectual íntegro e um homem inteligente, que soube amar Portugal com os olhos abertos, mas sempre pela positiva. Independente na maneira de pensar e franco de fala, Medeiros Ferreira tornou-se num paradigma do que acontece aos melhores de entre nós: os partidos excluíram-no da governação e da participação na vida política.  Foi, polidamente, marginalizado. Felizmente, Medeiros Ferreira não era um homem que se deixasse abater. Utilizou a escrita, o ensino e a comunicação social como meios de intervenção. E assim contribui para um país melhor.

 

Hoje só podemos dizer-lhe que ficámos muito gratos.

As elites gostam da rotina

De novo na Suíça, para uma reunião sobre iniciativas de paz na região do Médio Oriente e Norte de África, na Ásia Central e em Myanmar.

 

Entretanto, no jantar de hoje, discutiu-se a como forçar certas elites a ir para além da sua zona de conforto e aceitarem o desafio dos que pensam de um modo diferente. Não foi uma discussão fácil, pois as elites, em geral, preferem resguardar-se de confrontos, mesmo quando são apenas lutas de ideias. Preferem não ser postas em causa. Assim se entra na rotina e na adopção de soluções que já são conhecidas e já revelaram que não levam a parte alguma. 

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