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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Espionagem e ingenuidades

As revelações de espionagem sistemática praticada pelos Estados Unidos contra instituições da União Europeia – sobretudo contra a sede da Comissão em Bruxelas – estão a deixar muita gente perplexa e indignada. O que é difícil de entender, digo eu. Será que os responsáveis do Berlaymont ou o Presidente do Parlamento Europeu – uma das vozes que mais barulho tem feito sobre o assunto – são simples de espírito, incapazes de imaginar outra coisa, da parte americana? Ou mesmo, de outros serviços de informações europeus, que estão certamente muito “conectados” com o que se diz e passa no seio da Comissão e devem ter “ouvidos e olhos” em vários sítios, a começar pelo gabinete de Barroso.

 

Cabe à Comissão Europeia não ser ingénua e proteger-se. Ou então, fazer como eu sempre fiz na ONU e partir do princípio que nestas organizações internacionais não há segredos, tudo acaba por se saber, hoje ou amanhã.

Ataques cibernéticos

Creio que ficou claro, nos corredores da conferência de Munique, que existem quatro tipos de ataques cibernéticos:

 

- Os provenientes de jovens fanáticos da informática, os chamados "hackers", que pelos mais diversos motivos e causas, todos eles muito anárquicos, resolvem atacar certos computadores;

 

- Os preparados pelos gangs criminosos, que procuram, acima de tudo, roubar contas bancárias e códigos de cartões de crédito; William Hague disse, na sua intervenção, que haverá, por ano, cerca de 13 milhões de ataques desse género;

 

- Os relacionados com a espionagem científica e industrial; a economia chinesa é a maior produtora, de longe, desse tipo de ataques;

 

- Os dirigidos contra os sistemas de computadores militares, de defesa e de segurança, bem como contra alvos de interesse estratégico; estas acções são preparadas por serviços oficiais, de governos hostis; também aqui se fala, nos cantos escondidos da conferência, da China, em particular, mas não só; sabe-se que Israel tem um centro a trabalhar nesse campo.

 

Perante isto, a que se junta os milhões de mails dos particulares, que todos os dias são filtrados pelos serviços secretos americanos, britânicos e outros, fica-se a pensar a internet é muito mais do que aquilo que se vê. É um mundo.

Os telegramas

Os telegramas da Secretaria de Estado, agora divulgados, deram instruções claras sobre os dados que os diplomatas americanos junto da ONU deveriam obter sobre os altos funcionários da Organização.

 

Fui um dos visados.

 

Algumas dessas informações, como por exemplo, o tipo de DNA, e outros dados biométricos, os números dos cartões de crédito, as passwords ou senhas das contas email, e outras questões meramente pessoais, ultrapassam amplamente o que é admissível. Mostram que existe uma cultura de profunda suspeição e de grandes receios, de hipersensibilidade exagerada, no seio da administração americana. Como se fossem os serviços secretos quem determina a agenda.

 

Mais. Revelam, igualmente, que tudo o que não é de origem americana é visto com profunda desconfiança. E com muita arrogância. Pelo menos, por alguns, com responsabilidades importantes.

Um voltar de página, com optimismo

Voltemos aos espiões. A expulsão dos Estados Unidos dos agentes russos, por troca com espiões detidos na Rússia, foi um gesto positivo. Ambos os lados ganharam, prevaleceu a diplomacia e o bom senso. Mostrou que nas duas capitais ha' gente que entende que a cooperação e' mais importante do que a rivalidade.

 

O que teria sido um caso extremamente embaraçoso para o Kremlin acabou por ser um indicador de maturidade. Foi um voltar de página. Hoje, ha' mais esperança no mundo.

Como no cinema

Hoje escrevo na revista Visão sobre espiões, velhos fantasmas, mulheres fatais e as relações entre o Ocidente e a Rússia.

 

Nada mais leve, no começo das férias, que uma boa historieta sobre espionagem. So' que a actual não faz muito sentido.

 

Mas haverá mais enredo. Diz-se que se esta' a preparar uma troca de espias, entre Moscovo e Washington. Tu devolves-me os meus, eu liberto os teus. E' a chamada troca directa. Muito útil, quando as moedas estão fracas. Tal como a espionagem, que já não vale o que valia.

 

O texto pode ser lido neste local:     http://aeiou.visao.pt/espioes-e-fantasmas=f565397

Espiões, comediantes e almoços de fast food

11 agentes secretos, que alegadamente trabalhavam para a espionagem russa, foram esta semana detidos nos Estados Unidos. Li o acto de acusação federal contra essas pessoas. A investigação durava ha' cerca de 10 anos. Depois de um período tão longo, nenhum facto concreto de espionagem pode ser referenciado. Pelo menos até agora. A acusação limita-se ao facto de que trabalhavam para um governo estrangeiro, sem se terem registado oficialmente para tal, como a lei americana o requer, bem como à lavagem de dinheiros, ou seja, por terem recebido pagamentos que não passaram pelo sistema bancário. Talvez venham a ser condenados, também, por motivos de utilização de identidades falsas.

 

Tudo muito ligeiro.

 

O resto, parece um filme barato, mas cheio de truques. O FBI a assaltar as casas dos acusados. Dinheiro a ser enterrado em parques públicos. Tinta invisível. Trocas de "encomendas" ao passarem uns pelos os outros. Computadores com programas especiais. Relatórios sobre temas que podem ser lidos em todos os jornais mais ou menos bem informados.

 

Ou a espionagem já não é o que era, ou deve-se tratar de uma diversão com traços de comédia, numa altura em que os Presidentes dos dois países almoçam hamburgers no restaurante expresso da esquina mais próxima da cimeira do dia.

 

Dá para reflectir.

 

 

 

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