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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Joe Biden e o Príncipe saudita

A administração Biden, no seguimento do relatório da CIA sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, decidiu esta sexta-feira banir 76 adjuntos do Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, proibindo-os de entrar nos Estados Unidos. Mas não tomou nenhuma medida contra o Príncipe, embora tenha ficado claramente estabelecido que o crime foi cometido por ordem sua. Esta decisão pode ter uma explicação geopolítica e espero escrever sobre ela nos próximos dias. Mas tem um custo político enorme no que respeita à credibilidade do Presidente Biden. Precisa de ser vista desse ponto de vista também. Como também deve ser considerada sob o prisma da ética e dos direitos humanos.

Na realidade, o comportamento criminoso de bin Salman é apenas uma dimensão de um regime que é inaceitável – como vários outros – no mundo actual. Esta é uma discussão que continua em aberto: como tratar regimes anacrónicos, violentos e desumanos.

Dizem-nos que amanhã haverá uma comunicação complementar sobre o caso. Veremos o que Washington nos irá dizer. Será certamente algo que merecerá uma reflexão a sério.  

O julgamento do número 45

Começou o julgamento da acusação contra o antigo presidente Donald Trump. É improvável que venha a ser condenado pelo Senado. Não parece haver nenhuma hipótese de se conseguir uma maioria de dois terços, que é o número mínimo de senadores necessário para confirmar a acusação.

Mesmo assim, é importante que este processo tenha lugar. O que Trump disse e fez antes e durante o dia do assalto ao Capitólio é de uma gravidade extrema. Quem decidir ignorar esse comportamento criminoso terá de responder perante a sua própria consciência – por muito diminuta que esta seja – bem como perante a história. Esta não será ligeira no que respeita à apreciação do que se passou nos últimos meses e dias do mandato do número 45.

Temas, preocupações e alegrias

Se me meter em conversas em que se discutem temas que nos entristecem ou nos pintam uma sociedade à deriva, fico perdido. Estou a pensar nos temas da ineficiência, da manipulação da opinião pública, da corrupção, da ausência de punição para os criminosos com dinheiro e apoios políticos, dos compadrios, e agora – parece que está na moda – da formação de um governo de unidade nacional – não entendo bem o que isso quer dizer nem onde os seus proponentes querem chegar. Não sei o suficiente sobre o nosso quotidiano, depois de quarenta e dois anos de ausência, para me intrometer nesses debates. Mas reconheço a validade dessas questões. E a necessidade de as discutir de uma forma calibrada e sem manchas de clubite partidária.

Entretanto, ao fim do dia, tive duas boas notícias.

Uma, respeitante ao Conselho de Segurança da ONU, que aprovou uma declaração muito clara contra os militares golpistas em Myanmar. No essencial, é-lhes dito que isso de golpes é algo que não é aceitável no mundo de hoje. Foi uma declaração que me surpreendeu pela positiva. E digo isso no artigo que acabo de escrever para o Diário de Notícias de amanhã.

A outra foi o discurso de Joe Biden sobre política externa. Enunciou uma política clara, baseada na diplomacia com princípios e no respeito por todos os membros da comunidade internacional que se conduzam de modo democrático e que promovam os direitos humanos das suas populações. Ouvir o que ele disse fez-me perguntar a mim próprio se ele e Trump vivem no mesmo país. De um lado, temos uma atitude coerente e positiva. Do outro, era a política do imprevisto e do egoísmo nacionalista. A diferença entre um tipo de América e o outro é simplesmente colossal.

 

O tempo de Joe Biden

Joe Biden tomou posse como o 46º presidente dos Estados Unidos e Kamala Harris, como vice-presidente. O discurso inaugural mostrou um presidente cheio de energia, apesar da idade, e com ideias claras. Também revelou que a reconciliação nacional é uma das suas preocupações. Num país que foi em parte intoxicado pelas mentiras de Donald Trump e dos seus acólitos, a reconciliação é certamente uma prioridade.

Abre-se, assim, uma nova página, na cena doméstica e na internacional. Irei escrever na minha coluna do DN de sexta-feira sobre a “nova América”.

Entretanto, felicito e desejo os maiores sucessos à administração Biden.

O infame Trump

Ontem fiz o que milhões fizeram: passei horas a ver o desenrolar dos acontecimentos em Washington. E a perguntar a mim próprio como foi possível deixar acontecer o que aconteceu. Os serviços de polícia dos EUA têm uma enorme capacidade em matéria de análise de informações. Não me conseguirão convencer que o ataque ao Capitólio foi uma surpresa. Qualquer medíocre analista, sabendo o que o infame Donald Trump preparava há dias, poderia prever que haveria confusão à volta do Congresso, durante a cerimónia de confirmação de Joe Biden. E, com base nessa análise, centenas, mesmo milhares de polícias e guardas nacionais, seriam de imediato mobilizados, antecipadamente, para proteger a cerimónia.

Nada disso aconteceu. Os rufias e os primários, radicais de todo o género, puderam invadir o edifício e atacar um processo democrático. Com a bênção e o incitamento do fulano que ainda está na Casa Branca.

Um crime, uma vergonha, um prenúncio do que poderá acontecer no futuro.

Trump precisa de ser destituido de imediato e investigado. Essa será a única maneira de lavar a mancha que ontem ficou no tecido democrático norte-americano.

Rússia e o amigo Donald

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/19-dez-2020/a-russia-a-letras-gordas-13150968.html

Este é o link para o meu texto desta semana no Diário de Notícias. 

Entretanto, o ainda presidente Donald Trump veio contradizer tudo e todos, incluindo o seu querido Mike Pompeo. Veio dizer que talvez não tenham sido os russos que têm andado a espionar os diferentes departamentos estratégicos federais e as grandes empresas americanas. Não há dúvida, como já se sabia, que Trump está no bolso de Vladimir Putin. Também não tenho dúvidas sobre o seguinte: a sua saída do poder, por haver perdido as eleições, é um grande alívio. Trump é um líder muito perigoso. 

Escrevo sobre a China

"O legado que Trump procura deixar nesta matéria também se destina a condicionar os europeus. Já o está a conseguir na NATO. O grupo de peritos criado pelo Secretário-geral para refletir sobre a NATO para o horizonte 2030 é copresidido pelo americano Wess Mitchell, um intelectual tão querido de Trump quão hostil em relação a Beijing. O documento que o grupo produziu, em discussão pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança desde o início deste mês, refere-se à China como um “desafio intenso”.

Este é um dos parágrafos do texto que hoje publico na edição em papel do Diário de Notícias. O texto é sobre as nossas relações futuras com a China. É um texto de opinião, não é uma análise académica. 

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