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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

O deus da Europa é Janus

Muita gente importante, por essa Europa fora, está de tal modo preocupada com o petróleo e o gás da Líbia, que fica sem coragem para uma tomada de posição clara. Impera o silêncio, que o Cão Raivoso de Trípoli interpreta como uma licença para matar.

 

É verdade que os popós da malta não funcionam com base em declarações de princípio. Mas, sem princípios, a Europa deixa de ter autoridade moral. Não pode ser pela democracia no Zimbabwe, onde não tem interesses estratégicos, e pela estabilidade da ditadura na Líbia, onde uns barris de petróleo falam mais alto.

Coitados dos esquimós e dos líbios

A Baronesa Ashton, em nome dos Estados membros, ao pronunciar-se sobre "os Líbios", apelou, solenemente, à moderação. Como quem diria, o que é preciso é calma e pé ligeiro.

 

Esta foi a única manifestação de vida de uma União que não sabe o que são princípios universais e convenções internacionais.

 

Com uma Europa assim, nem os esquimós, que estão lá bem para o Norte, se escapam.

 

Tratou-se de uma declaração típica dos curtinhos.

 

Sem mais comentários.

A UE é uma ilusão

O Presidente da Comissão Europeia discursou hoje perante o Parlamento Europeu - uma casa onde há de tudo - sobre o "Estado da União".

 

Este tipo de discursos, em que se procura fazer um balanço e apontar pistas para os próximos 12 meses, não são fáceis de escrever. O fundamental é terem três ou quatro frases curtas, que permitam aos media fazer títulos e focar as atenções do público. Embora o discurso estivesse bem escrito em inglês, este aspecto do "sound bite" não saiu como seria de esperar. Podia ter dito que uma União monetária sem uma politica económica comum é insustentável. Mas não foi tão directo, que o assunto não é pacífico entre os Estados membros. Ou poderia ter afirmado que sem políticas de emprego dos jovens -- um problema muito sério -- não há inovação. Sem inovação fica-se para trás.

 

Procurando ser positivo, sublinharia que JM Barroso nos lembrou que a burocracia está a asfixiar as PME. O que é bem verdade, quando toda a gente sabe que são as PME que geram emprego e que constituem o tecido económico que dá vida à economia.

 

Disse que Comissão tem cinco prioridades em cima da mesa: resolver a crise económica, o emprego, a liberdade e a segurança, um novo tipo de orçamento para a CE e, por último, uma política externa que corresponda ao peso económico da Europa.

 

Ninguém vai disputar a validade dessas prioridades. O que é objecto de dúvida é a capacidade de Bruxelas de levar avante acções coerentes nessas áreas. Bem como uma outra interrogação: será que certos Estados vão deixar a CE pegar nesses assuntos a sério? Há cada vez mais a convicção que a União é uma ilusão. 

Refúgios

 

Passei o dia a andar de um lado para o outro, em Bruxelas. A cidade está cada vez mais internacional, diriam os que vivem à volta das instituições europeias. Mais pubs, mais europeus do Norte, mais inglês a ser falado nas ruas, nos restaurantes, nos escritórios, até mesmo nas consultas hospitalares. Mais recursos financeiros, poder de compra. Mas quem vive nos bairros mais afastados da zona UE vê as coisas de outra maneira. Pensa em termos de véu integral, de bairros imigrantes, do Islão que se torna cada dia mais visível, dos africanos que fazem barulho nas ruas, das gentes que não têm um ar local. Descurtina pobreza, violência e insegurança. O cidadão sente que a cidade se transformou numa torre de Babel, numa selva estranha. A cidade passa a ser uma aglomeração de ghetos, em que cada identidade procura refúgio no seu bairro  e aí encontra força para recusar os outros. É uma caracteristica nova, que se está a tornar frequente em certas urbes desta parte da Europa.

 

 

Noivados sem amor

 

Escrevo hoje na Visão sobre as relações entre a União Europeia e a Turquia. É um texto que procura dar um novo enfoque a uma questão que se está a tornar velha. Há anos que se anda a negociar, sem que haja sinceridade nem vontade de avançar, sem que se queira colocar o acento nas questões que são verdadeiramente importantes.

 

Muito se tem escrito sobre este tema. Alguns, mais ingénuos, advogam uma integração sem reservas. Outros, mais conservadores, dizem simplesmente que não.
 

Penso que a minha reflexão é mais abrangente. Objectiva e feita de um modo positivo. O leitor dirá.

 

Pode ser lida no sítio:

 

http://aeiou.visao.pt/um-noivado-de-conveniencias=f551282

O comboio das incertezas

 

Deu-me satisfação escrever o texto que a Visão publica hoje, na revista impressa. Foi um bom exercício de escrita, entenda-se. Por isso me deu prazer.

 

Mas custa-me ter que reconhecer que o projecto europeu está a ficar coxo. As pernas para andar fazem falta. Ou serão os líderes que andam ausentes?

 

O sítio do artigo é o seguinte:

 

http://aeiou.visao.pt/frio-em-bruxelas=f549440

 

Tenham a bondade de o ler.

 

Mais um comentário sobre a Europa e a sua liderança

 

Estou em Entebbe. Acabei de jantar à beira do Lago Vitória, a dois passos da água. O Presidente Obama está em Oslo, para receber o Prémio Nobel da Paz. Um prémio controverso, mas um homem com qualidades carismáticas e de liderança ímpares.

 

Estamos em mundos diferentes.

 

Entretanto, o meu texto na Visão on-line desta semana aborda as questões de liderança na União Europeia. É uma reflexão pessoal sobre algumas características dos líderes. Baseia-se na experiência de quem esteve e continua em contacto com dirigentes provenientes dos diversos cantos do mundo.

 

Um líder é sereno, modesto e inspira confiança. mas acima de tudo, faz sonhar.

 

O meu escrito fala disso. Tem um título ambíguo, que a política está cheia de ambiguidades. Mas é bem claro, ao mesmo tempo, que a falar é que nos entendemos.

 

http://aeiou.visao.pt/uma-europa-de-rabo-na-boca=f539863

 

Convido os meus leitores a dar uma volta pela reflexão que faço.

 

 

Cansaços

 

Depois de uma viagem que me levou, na Sexta a Birao, nos confins do centro de África, no Sábado a Abéché, depois Guéréda, terra das rebeliões, seguida de Gaga, onde o nosso posto de polícia foi atacado por Jenjaweeds, mais o regresso a N´Djaména, passei horas a tentar evacuar o agente que foi gravemente ferido na Segunda-feira.

 

Está em condições de ser evacuado, depois de duas operações de várias horas no nosso hospital militar de Abéché. Neste momento, necessita de 50% dos nossos recursos hospitalares, para se manter vivo. Tem que ser transferido para um hospital maior, com mais especialistas. Se assim acontecer, safa-se.

Estamos a tentar a África do Sul. O hospital militar de Pretória é do melhor que há. E também a Líbia.

 

Como não é funcionário da ONU, é mais complicado. Trata-se de um polícia chadiano a trabalhar lado a lado com as forças das Nações Unidas, na protecção de refugiados. Um homem com coragem, que teve azar.

 

O avião ambulância já está pronto.

 

Tem sido uma canseira, para ultrapassar a burocracia. Horas e horas ao telefone. Em reuniões. Mas lá iremos.

 

Com uma grande fadiga às costas.

Ultrapassar a média

 

Fica-se, muitas vezes, com a impressão que muitos Portugueses são simplesmente trapalhões, preguiçosos, estreitinhos e incompetentes. Esta parece ser uma das nossas características, quando temos as costas quentes e bons padrinhos políticos. Aliás, a cunha continua a ser, como já o fora no tempo do Salazar, o principal factor dos pequenos e grandes sucessos nas vidas de muitos de nós.

 

Junte-se uma pitada de manobrismo, para completar o quadro.

 

Também há os que são competentes, trabalhadores e bons líderes. Poderiam ser mais.

 

 

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