Portugal é grande quando abre horizontes

22
Fev 11

A Baronesa Ashton, em nome dos Estados membros, ao pronunciar-se sobre "os Líbios", apelou, solenemente, à moderação. Como quem diria, o que é preciso é calma e pé ligeiro.

 

Esta foi a única manifestação de vida de uma União que não sabe o que são princípios universais e convenções internacionais.

 

Com uma Europa assim, nem os esquimós, que estão lá bem para o Norte, se escapam.

 

Tratou-se de uma declaração típica dos curtinhos.

 

Sem mais comentários.

publicado por victorangelo às 21:52

19
Fev 11

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, William Hague, disse, com clareza, ao fim da tarde, que o uso de violência, pelo governo da Líbia, contra manifestantes pacíficos, é inaceitável. Tem que cessar e que haver quem pague por isso.

 

É de acreditar que outras vozes se juntem à sua. Sem mais demoras, que a gravidade dos acontecimentos assim o exige.

 

Mal andaria o mundo ocidental se assim não fosse... Se os valores deixassem de orientar o labirinto internacional. Se os crimes contra as pessoas fossem, apenas, avaliados pela bitola dos interesses dos Estados.

 

Mas será que haverá por aí gente dirigente com coragem para o fazer?

publicado por victorangelo às 19:24

18
Fev 11

Djibuti foi hoje atingido pela onda de choque que está a percorrer as ditaduras árabes. O país tem eleições presidenciais marcadas para Abril. O Presidente cessante, Ismael Omar Guelleh, conseguiu a habilidade de alterar a constituição, para se poder candidatar a um terceiro mandato. A rua disse-lhe, esta tarde, que já chega.

 

O caso de Djibuti vem confirmar a teoria do contágio democrático.

 

Entretanto, a situação está a agravar-se na Líbia. Há um numero de vítimas elevado. As indicações que vão surgindo, poucas, tendo em conta a censura e as restrições à entrada de jornalistas estrangeiros, mostram um crescendo da violência. Há motivos para sérias preocupações.

 

O Ocidente ainda não disse nada de monta sobre a crise na Líbia. E tem revelado uma timidez de voz, no que respeita ao Bahrein.

 

Em Bruxelas, por exemplo, existe um silêncio que faz pensar. Ainda haverá alguém com autoridade em matéria de política externa?

 

A grande questão, de imediato, é a seguinte: qual deve ser a política da União Europeia e dos Estados Unidos em relação à vaga de fundo que varre o mundo árabe?

publicado por victorangelo às 21:10

04
Mai 10

 

Viajei ontem com um grupo de alunos de Fafe, estudantes do 12º ano, que vinham a Bruxelas por um dia, em visita ao Parlamento Europeu. Hoje à noite, voltaram para Portugal. As raparigas pareciam mais adultas, os rapazes eram, em geral, ainda muito adolescentes. E mal enjorcados. Elas vestiam com mais aprumo. As raparigas liam revistas para mulheres jovens, eles nada liam que se visse, apenas falavam e muito. De coisas insignificantes.

 

Teria sido interessante ver que perguntas esta juventude fez, nas horas passadas no Parlamento. 

 

Numa outra linha, além de enviar uma pequena delegação de eurodeputados a Atenas, para ver a crise -- anteriormente, ia-se lá por razões dos monumentos -- o PE tem estado muito silencioso sobre a situação económica e social na Grécia e noutros Estados membros. É estranho, pois este seria o local apropriado para um debate mais ajuizado sobre a crise e as interrogações que ela levanta.

 

 

publicado por victorangelo às 20:33

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