Portugal é grande quando abre horizontes

13
Dez 14

O Presidente Putine aposta no apoio aos partidos da extrema-direita europeia. Vê-os como um instrumento importante da sua estratégia de enfraquecimento e, mesmo, de destruição da União Europeia. Para o presidente russo, a eliminação da UE responde a dois objectivos de grande relevo: a retaliação pela queda da União Soviética e o enfraquecimento estratégico da parte ocidental da Europa.

Tudo isto é claro. Excepto para alguns esquerdistas portugueses e de outras nacionalidades, que confundem a Rússia de hoje com o regime comunista de outrora. Essa confusão leva-os a tomar partido e a alinhar-se com Putine. Quando falam ou escrevem baseiam-se nas mesmas fantasias e teorias conspirativas que dão sustento ao Kremlin de hoje. A sua visão obtusa não lhes permite ver que Putine e os seus são meros representantes de uma perspectiva passada, ainda por cima autocrática e abusadora do poder, que mais tarde ou mais cedo será posta de parte, incluindo na própria Rússia.

publicado por victorangelo às 20:48

15
Out 14

Tenho defendido nos meus escritos e nas minhas intervenções públicas que qualquer tentativa de aliança com extremistas ideológicos é um erro político grave. Esta posição assenta na experiência que tenho de muitas décadas de trabalho em várias partes do mundo.

Ontem assisti a mais um exemplo. O novo primeiro-ministro da Bélgica esteve no parlamento do país, para tentar obter a confiança política da assembleia. Foi um caos. Charles Michel, o novo PM, um jovem centrista da direita moderada e francófona, havia constituído uma coligação que integra, entre outros, extremistas de extrema-direita de língua flamenga. A imprensa, na véspera do debate parlamentar sobre o programa do novo governo, revelou que dois membros dessa organização extremista – um ministro e um secretário de Estado – haviam expressado “simpatia e compreensão” pelos belgas que haviam colaborado com o nazismo. Michel tentou passar por isso como um cão por vinha vindimada. A sua preocupação era a de salvar a coligação governamental a todo o custo.

Foi um pandemónio.

Mas mais que o caos, o caso revelou que quem faz alianças com extremistas fica numa situação de grande precaridade política, altamente fragilizado e, acima de tudo, prisioneiro desses talibãs de ideias inaceitáveis. Assim acontece, por muito boas, puras, moderadas e patrióticas que sejam as intenções de quem defende esse tipo de acordos.

Os extremistas entram neste tipo de alianças para ganhar terreno, para promover a sua visão fundamentalista e linear da vida em sociedade e da política.

A única receita que funciona em relação aos extremistas de todos os bordos é o combate político sem tréguas.

publicado por victorangelo às 17:11

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