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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Armas e mais armas

Convido os leitores a ler e comentar o meu texto de hoje na Visão. Está disponível no site: 

 

http://aeiou.visao.pt/da-paz-ou-da-guerra=f642290 

 

Faço uma análise sucinta, mas realista, da nova estratégia de defesa dos Estados Unidos. 

 

Além de muitas outras coisas, fica bem evidente, para quem tiver a paciência de me ler, que os americanos têm um nível total de despesas militares que mais ninguém consegue ter. Além disso, as indústrias bélicas e a investigação com elas relacionadas são dos sectores mais importantes da economia do país.

 

Convém ler estas coisas com serenidade, para que possamos compreender em que mundo nos estão a meter.

 

 

Reflectir sobre o futuro

A convite da Visão e da EDP, almocei hoje no Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade. Mas, como todos sabemos, não existem almoços gratuitos, quando se trata de empresas ou de políticos. Tive que proferir uma palestra sobre a segurança alimentar e as questões mais vastas da segurança. 45 minutos de discurso para uma sala cheia de gente bem informada , não é tarefa fácil dizer algo que possa parecer novo. 

 

Expliquei como as instituições ocidentais que se ocupam de problemas de segurança vêem os próximos vinte anos, numa era de incertezas e em que vários tipos de choques estratégicos são possíveis.

 

Um dos mais importantes está relacionado com as inovações tecnológicas em matéria de armamentos, incluindo a possibilidade de avanços científicos enormes no que respeita às armas químicas e biológicas, à aplicação da nanotecnologia na fabricação de uma nova geração de armas, bem como toda a investigação científica que certos países hostis aos nossos interesses estão a desenvolver para poderem decifrar os nossos sistemas de codificação e a criptografia de defesa. 

 

Outro choque estratégico possível terá que ver com o colapso de um estado de importância estratégica - o Paquistão ou a África do Sul são dois exemplos - e o impacto geopolítico que tal facto provocaria. 

 

No domínio da segurança alimentar, o desafio que enfrentamos é quase impossível mas tem que ser realizado: acabar com a fome, produzindo mais alimentos em menos hectares, com menos água, menos adubos e pesticidas, utilizando menos energia e sendo capazes de tornar a comida acessível a todos. 

 

No fundamental, o meu objectivo não era o de dar lições, mas sim chamar a atenção para a necessidade de se reflectir sobre o futuro de um modo completo, integrado e realista. 

 

Terei conseguido?

Declarar a guerra através dos jornais

Ao ler o editorial que os Presidentes dos Estados Unidos e da França, mais o Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha, publicaram hoje em três jornais de referência, compreendo que a diplomacia se faz agora de outro modo. Já não tem nada que ver com o que aprendi na minha longa vida na ONU. Nestes tempos de hoje, faz-se diplomacia através de editoriais de opinião. É a diplomacia na praça pública.

 

Lendo o documento com cuidado, chego mesmo à conclusão que agora, a guerra é declarada através das páginas dos jornais. 

 

E ninguém acha estranho.

 

 

Segurança e incerteza

Este ano, os temas da Conferência de Munique sobre as questões de segurança internacional, são os seguintes:

 

- O impacto da crise financeira sobre a estabilidade e a segurança globais;

 

- A não-proliferação, o controlo e o desarmamento;

 

- A segurança cibernética;

 

- A situação no mundo árabe.

 

A conferência, que decorre de Sexta a Domingo, reúne algumas das personalidades mais influentes na cena internacional. Enquanto Davos trata da economia e dos negócios multinacionais, Munique, logo a seguir, discute as questões da guerra e da paz. É um encontro de referência, sem dúvida.

 

Continua, no entanto, a ser um acontecimento entre gente do hemisfério Norte. A razão parece estar ligada ao facto deste ciclo de conferências vir do tempo da Guerra Fria, surgindo, na altura, como uma tentativa de ponte entre o Ocidente e o Leste Europeu. Assim, por exemplo, o painel sobre o Norte de África e o Médio Oriente era composto por gente oriunda da zona NATO, acompanhada por um representante de Israel e outro da Turquia. Ou seja, não havia nenhuma voz árabe.

 

Curioso também que a problemática da estabilidade continue a ser um assunto prioritário. Ora, no mundo de agora, o verdadeiro dilema é o de saber como gerir as incertezas.

Um separar de águas

A actualidade internacional está focada na divulgação, pelo sítio internet Wikileaks, de centenas de milhares de documentos militares sobre as operações de guerra no Iraque. Os documentos revelam sérias violações dos direitos humanos, das leis da guerra, e silêncios altamente comprometedores. É uma bomba que abala a opinião pública.

 

Como disse na altura em que Wikileaks divulgou documentos secretos sobre o Afeganistão, a publicação destes relatórios marca uma mudança radical na área da informação. Para além de constituírem uma mina de dados que muitos irão explorar durante longos anos - vão surgir teses académicas sobre os assuntos em causa -, estes relatórios servirão para lembrar aos responsáveis políticos e militares que, nos dias de hoje, tudo acaba por se saber. Por isso, a única maneira aceitável de fazer política é a que passa pelo respeito das regras, das pessoas e da verdade.

As novas guerras

Com o mundo cada vez mais computorizado, uma situação que torna a vida moderna totalmente dependente do bom funcionamento dos sistemas informáticos, as guerras do futuro passar-se-ão nas salas de programação software, com centenas de jovens na casa dos vinte anos a desenhar emaranhados complexos de vírus destinados a atacar os sistemas informáticos inimigos.

 

É a guerra cibernética. Uma guerra sem uniformes, de gente vestida com jeans e t-shirts, alimentada a hambúrgueres e coca-colas. Estas serão as rações dos combatentes dos tempos que se aproximam. As trincheiras serão as mesas dos computadores, as armas, a matemática, a programação, a engenharia de sistemas, as ligações em rede, os fire walls e a sofisticação das senhas de acesso aos programas. Os novos combatentes não vão precisar de se ausentar de casa. Continuarão a ter uma vida de família normal, a entrar para o emprego a horas regulares, a ir ao cinema à noite e aos dancings ao fim-de-semana. Saem da guerra a horas certas e desligam, psicologicamente falando.

  

Esta nova frente de conflito, este novo tipo de ataques preventivos, defensivos ou malignos obrigará a repensar por completo os sistemas de defesa. Os meios clássicos passarão a ter menos peso. Serão ainda necessários, como é óbvio. Mas estarão, muito provavelmente, mais voltados para o combate contra as rebeliões e os grupos terroristas ou piratas. Para fazer frente às ameaças assimétricas, ou seja, provenientes de combatentes irregulares, estruturados de maneira simples e constituídos em pequeno grupos. No entanto, mesmo este tipo de intervenções estará cada vez mais informatizado. Basta ver o que se passa com os pequenos aviões sem piloto - os UAV - para entender que se pode ter um centro de comando dessas máquinas no Algarve, à beira da praia, e fazer voar os ditos objectos, mesmo se estacionados no pólo oposto. E, assim, atacar com uma precisão cada vez maior os alvos seleccionados.

 

Bombardear uma central nuclear, num país hostil, por exemplo, terá um outro significado. Não serão mobilizados aviões e mísseis. Nem comandos especiais. Serão bombardeados com programas de computação que criem o caos nos sistemas de gestão informática da central.

 

Dizem que é o que já está a acontecer no caso concreto do Irão. Penso que é cedo para tirar conclusões sobre o que se está a passar numa das centrais desse país. Mas a notícia mostra claramente que já estivemos mais longe de uma ofensiva desse tipo.

Como no cinema

Hoje escrevo na revista Visão sobre espiões, velhos fantasmas, mulheres fatais e as relações entre o Ocidente e a Rússia.

 

Nada mais leve, no começo das férias, que uma boa historieta sobre espionagem. So' que a actual não faz muito sentido.

 

Mas haverá mais enredo. Diz-se que se esta' a preparar uma troca de espias, entre Moscovo e Washington. Tu devolves-me os meus, eu liberto os teus. E' a chamada troca directa. Muito útil, quando as moedas estão fracas. Tal como a espionagem, que já não vale o que valia.

 

O texto pode ser lido neste local:     http://aeiou.visao.pt/espioes-e-fantasmas=f565397

Fora de mim

 

Passei o dia a percorrer, de avião, carro e helicóptero, a região do Dar Sila, a Sudeste do Chade, junto à fronteira com o Darfur. Apanhei muito Sol, fiquei encharcado de poeira, sobretudo quando parámos para inspeccionar o local onde ocorreu a emboscada de 20 de Dezembro contra uma coluna das Nações Unidas, uma zona onde a areia mais parece farinha de fina qualidade, pronunciei quatro discursos, visitei uma série de locais que não lembram nem ao Diabo que Deus tem, e acabei o dia furioso. Na verdade, enquanto estava no Dar Sila, houve uma revolta mais a Norte, os refugiados do campo de Gaga resolveram atacar o nosso posto de polícia adjacente, queriam linchar um casal de presos que havia cometido, na noite passada, diziam eles, um homicídio voluntário no campo. A polícia teve que disparar contra os refugiados, um deles deixou de perceber o que é a vida, tive que enviar tropas como reforço, a pista não dava para o helicóptero aterrar, havia muito pó, lá tiveram os militares que ir por estrada, a uma média de 17 quilómetros por hora, mais não é possível, aqui não há excessos de velocidade, nestes caminhos de pedras soltas e rios secos, podíamos ter enviado mais helicópteros, para mostrar a nossa força, ninguém pensou nisso, fiquei fora de mim. 

 

Isto de manter a paz é uma verdadeira guerra de iniciativas de dissuasão.

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