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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Lisboa abandonada

 

Copyright V. Ângelo

 

Até da minha janela se nota que este monumento, emblemático como é, está sujo e pouco cuidado. Ora, todos os que visitam Lisboa são levados a ver esta obra e depois ficam sem perceber que país é este.

 

 Em seguida, atravessam o túnel, para o jardim em frente dos Jerónimos e ficam a perceber melhor. As escadas que conduzem ao túnel e o corredor estão sujos e manchados de porcaria. A única consolação é o cantor ceguinho que aí passa os dias e a quem se daria uma fortuna para que deixasse de cantar. Tem, no entanto, bons pulmões, que a sujidade que o rodeia não é tóxica.

 

Chegados ao jardim, os nossos visitantes podem constatar que os "jardineiros" que se ocupam de o manter não sabem o que é jardinagem. Mas devem ter umas cunhas boas, o que lhes permitiu arranjar emprego na Câmara de Lisboa, que é, por si mesma, diz-se e fala-se, será verdade?, um porto de abrigo de dirigentes  incompetentes, desleixados e sem espírito de missão.

 

Mais, o lago dos nenúfares parece um tanque velho de uma quinta meio abandonada. Será que as plantas aquáticas precisam de lixo para ganhar mais vigor?

A praça pública

 

Quando os tribunais deixam de funcionar, em sociedades como a portuguesa, abre-se a porta para os julgamentos na praça pública. Os jornalistas, os comentadores, a opinião, todos nos transformamos em juízes. Os autos da fé, nas manchetes dos jornais ou nas imagens das televisões, passam a fazer parte da justiça popular. Os jornalistas passam a ser os novos heróis.

 

É uma situação de caos. De grande fraqueza institucional. Que acaba por ter grandes repercussões na economia, no investimento, no emprego. Gente séria não pode funcionar num clima em que a justiça está subvertida.

 

Em sociedades onde a opinião pública não pesa, como é o caso em muitos sítios de África, a porta que se abre é a do refúgio nas identidades, na segurança que a etnia parece fornecer, nas milícias armadas, na violência privatizada. Fractura-se o Estado. Desmembra-se a nação.

 

Em ambos os casos, não convém esquecer que a justiça é um dos princípios básicos da vida, um dos pilares da civilização e do progresso. Um poder político que não põe a justiça a funcionar é um fracasso.

Que diz o Ministro da Justiça?

 

O recém-eleito presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público reconheceu que existem pressões políticas sobre a magistratura. No Público de 28 de Março afirma que..."as pressões sobre os magistrados estão a atingir níveis incomportáveis".

 

Referiu-se também às recentes medidas legislativas do governo. Disse que são "constrangimentos ao funcionamento da justiça". Propositados ou por incompetência, não esclareceu. E que o novo Estatuto do Ministério Público "é restritivo da independência" dos magistrados. Ou seja, tenta instrumentalizar, para fins políticos, diria eu, esta componente fundamental do sistema de justiça.

 

Tudo isto é muito sério. Preocupante. De arrepiar. Inadmissível num país democrático.

 

Tenho a certeza que o Ministro da Justiça se sentirá na obrigação de vir à praça explicar de sua justiça. Não pode fingir que não é nada com ele. O silêncio, neste caso, será muito comprometedor.

 

 

 

 

 

 

Portugal a arder

 

Estamos em Março, mal saídos do Inverno, e já aparecem incêndios florestais por toda a parte. É uma vergonha nacional, um indicador forte da incompetência dos poderes políticos, um deixar andar que tem a figura de um crime de negligência, de falta de protecção do património nacional.

 

Não podemos aceitar que o país continue a arder. Temos que ir à raiz do problema e ter a coragem de tomar decisões. Não aceitamos desculpas de quem não tem unhas para tocar a viola pública. Precisamos de ver executadas as medidas, que são conhecidas, que impedirão que Portugal continue a arder.

 

Chega de preguiças políticas, de indiferenças, de medos e de falta de consciência nacional. E de subdesenvolvimento intelectual.

 

Um novo Partido

 

Com vários dirigentes políticos, nacionais e locais, a viver na zona cinzenta que define a corrupção, o ideal seria que se juntassem todos num partido único, uma nova formação, que poderia ter Alcochete como sede, Felgueiras como centro de estudos, Oeiras como campo de treino, a conta estaria no BPN, o símbolo seria o loureiro, a árvore, a supervisão estaria a cargo do Banco de Portugal, e assim sucessivamente, que membros activos não faltariam a este partido de gente esperta, que o medo seja louvado, e a falta de justiça nos assegure a vida eterna.

 

 

Lisboa porca e mal gerida

 Copyright V. Ângelo


As notícias que me trouxeram de Lisboa dizem que a cidade está  cada vez mais suja, mais desordenada, mais mal gerida, a cair de podre e de incompetência.


É a porta de entrada em Portugal.


Segundo parece, muitos dos portugueses de Lisboa passam ao lado. Terão outras preocupações, ou tornaram-se cegos...


E a Câmara Municipal serve para quê?  Só para atribuir casas baratas aos senhores influentes da política?
 

Epidemias de pobres

Os corredores dos hospitais portugueses, com doentes em macas por toda a parte e canto, são uma imagem de país subdesenvolvido.

 

A epidemia de gripe não tem igual na Europa Ocidental. Convém perguntar porque será que existe uma epidemia em Portugal e não nos outros países da nossa região?

 

E agora fala-se de pneumonias e outras complicações respiratórias. Vai-se de mal a pior.

 

Tudo isto não são mais do que índices bem cruéis e crus do atraso do nosso sistema de saúde pública e da falta de condições que prevalecem na maioria das pobres habitações dos pobres portugueses que somos.

 

Santos a mais

A entrevista do Rodrigues dos Santos ao Santos das Finanças, hoje na RTP, foi surrealista. Uma espécie de pugilato no mundo da fantasia.

 

O Santos da TV, uma instituição falida que vive 'a custa dos impostos dos cidadãos, quando já devia ter sido declarada em falência financeira e substantiva, atirava-se 'as canelas do Santos "O pior Ministro das Finanças da Europa', com a fúria habitual do cão que morde a mão de quem lhe dá o osso. E o enjaulado cavalheiro das finanças lá ia repetindo que a crise anda mais depressa que os pobres ministros e e', por isso, difícil de prever.

 

O entrevistador em fúria contra o governante sem pedalada para a situação.

 

 

Estamos de facto cada vez mais patéticos.

 

Com Santos assim, nem uma nova aparição nos salva.

 

Reorganizar as polícias

A manutencao da segurança e ordem internas é uma das funções essenciais do Estado. Quando os cidadãos têm o sentimento de que o desempenho dessa função está a falhar, há que tirar todas as consequências políticas e ter a coragem de tomar as medidas que se impõem.

Neste momento, em Portugal, falta a coragem política bem como percepção, o entendimento, da gravidade da situação de segurança, tal como é vista pelo cidadão comum.  A responsabilidade primeira recai sobre o chefe do governo. Duas medidas de resposta imediata seriam a substituição do Ministro da Administração Interna e a execução de patrulhas conjuntas entre a PSP e a GNR. A médio prazo, a resposta passa pela reorganização das forcas policiais, incluindo a progressiva fusão da PSP e da GNR.

 

 

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