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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Parabéns

O SAPO, que aloja este blogue desde o início, faz hoje 18 anos. É dia de parabéns! Pelo que é – uma plataforma multifacetada e um grande sucesso informático – e também por mostrar que em Portugal existem pessoas com ideias e conhecimentos modernos, que lhes permitem competir com o resto do mundo.

 

Trata-se, na verdade, de um exemplo de excelência num sector de ponta. Este é o tipo de Portugal que queremos ver. 

A má qualidade do debate público

Estive no início da semana em Espanha e a crise era o tema de conversa, um pouco por toda a parte. Lá, como cá, falta informação, as pessoas não entendem as opções tomadas. A confusão é geral. Mas falta, sobretudo, confiança em quem dirige o país. Esse é hoje o grande défice. Um défice que pode levar a grandes catástrofes políticas. A extremismos, de ambos os lados.

 

Perdidos, populistas, curtinhos e atrevidos

Esta manhã, ao conduzir de casa para o aeroporto, segui um programa de rádio sobre a carta aberta que os oficiais das forças armadas estão a fazer circular. A carta sobre o mal-estar. Os ouvintes telefonavam ao programa e diziam o que lhes ia na alma.

 

Achei estranho. Primeiro, por que as opiniões expressas era, na maioria dos casos, mera ignorância atrevida, embora bem intencionada, numa ou outra intervenção. Mas sobretudo, por me parecer que um debate a sério sobre o papel dos militares na sociedade portuguesa precisa de ser tratado com serenidade e recato. Não é assunto para chamadas telefónicas ao vivo.

 

Pensei que o ministro da tutela tem sido pouco cuidadoso na maneira como tem tratado do assunto. Os média não parecem querer ficar atrás. E alimentam, deste modo, as divisões e a ignorância popular sobre uma questão que é fundamental, em termos de soberania e do nosso relacionamento com os aliados de segurança que temos. 

 

Não conheço nenhum outro país europeu onde este tipo de insensatezes esteja a ser debatido na praça pública.

 

Parece que perdemos o sentido e a importância das coisas. 

Maçonaria e segurança do Estado

Este blog tem várias vezes escrito que a ligação entre a maçonaria e as agências de segurança do Estado, SIS e SIED, bem como com os organismos de coordenação das informações estratégicas, é inadmissível em democracia.

 

A maçonaria é uma rede anacrónica, com crenças de outros tempos, que utiliza o secretismo para benefício pessoal dos seus membros. É uma teia de contactos clandestinos e de tramas de influência, fechada ao escrutínio legal e mediático, conspirativa, retrógrada e protectora de interesses ocultos, inspirada em práticas do passado. 

 

Quem se ocupa da protecção do estado e da segurança nacional não pode ser membro de uma organização desse tipo. Por razões óbvias. 

 

A maçonaria, por seu lado, procura penetrar as agências de segurança. Faz parte do seu desígnio de controlo de tudo o que possa dar poder sobre os outros cidadãos. 

 

Hoje, voltou a falar-se publicamente sobre este assunto. O líder parlamentar do PSD é acusado de pertencer a uma loja que englobaria igualmente o antigo chefe supremo do SIED. E gente importante do PSD na Assembleia da República é acusada de ter manipulado registos oficiais sobre as ligações entre a maçonaria e as chefias da segurança nacional. 

 

É por isso altura de repetir que tudo isto é inaceitável, nos tempos de agora.

Comunicar faz parte do negócio

O PM de Portugal deveria explicar ao país a posição que defende, no que respeita ao que foi decidido na cimeira da UE.

 

Esse seria um sinal inequívoco de liderança e uma atitude de consideração pela democracia. Seria igualmente um esclarecimento necessário, face a tudo o que se tem dito e escrito nos últimos dois dias, sobre a reunião de Bruxelas.

 

A população precisa de ouvir os dois lados da medalha. Caso contrário, ficamo-nos pelas narrativas que dizem que não, sem se entender as razões de quem diz que sim. 

Falta de sensibilidade ou de bom senso?

 

 

Copyright V. Ângelo

 

A rua pode ser estreita, mas a questão fundamental é outra: chegaremos lá?

 

É isso que não está a ser explicado aos portugueses.

 

Os gabinetes ministeriais têm muitos e variados especialistas dos medias mas parecem não saber falar às pessoas.

Segurança

Ontem estive no Porto, para fazer um palestra pública sobre as questões de Segurança Humana e Nacional. Foi uma iniciativa do Instituto de Defesa Nacional. O Instituto tem uma direcção dinâmica, ainda em princípio de funções, que tem levado a cabo iniciativas interessantes, com o apoio de quadros superiores bem preparados e com empenho. É um instituto que abre a porta a debates corajosos e procura recolher opiniões diversas, para ajudar o Ministério da Defesa na tomada de decisões.

 

A conferência decorreu no auditório de uma das fundações sediadas no Porto, a Eng. António de Almeida. Esta fundação tem condições de trabalho e de logística muito boas. Está situada numa zona privilegiada da cidade.

 

A imprensa deu algum destaque ao debate. Só que confundiu "debriefing", o processo de recolha de informações e de experiências, após uma campanha de terreno, com "briefing". O "briefing" faz-se antes da partida para o teatro de operações, de modo a dar uma panorâmica geral, informações genéricas de base, a quem vai estar na frente de combate.

 

Foi curioso ver gente vinda de Aveiro, Lamego e de Vila Real, de propósito, para estar presente na palestra. Como também foi interessante notar a importância dada à capacidade de resposta às calamidades e desastres naturais. Existe uma preocupação sobre o assunto. Muitos pensam que é uma ameaça importante, incluindo no nosso país, e que não se dá atenção suficiente aos meios necessários para uma resposta rápida, em caso de crise. Como também se pensa que a União Europeia não está equipada para responder eficazmente a este tipo de problemas.

GNR e PSP, linhas paralelas

O Grupo de Intervenção de Ordem Pública da GNR, que é um servico semelhante ao Corpo de Intervenção da PSP, organizou um "curso de formação" para jornalistas. A iniciativa durou uma semana, abrangeu 12 jornalistas e contou com a participação do SIS e do SEF. Ou seja, tenho o pressentimento que falta aqui alguém, nesta fotografia. Ou a iniciativa era, apenas, e mais uma vez, para fazer uma acção mediática e ultrapassar a concorrência, pela direita?

Rio das armas

A experiência adquirida pelos militares brasileiros no Haiti, no quadro da missão da ONU, tem sido muito útil para o combate ao crime urbano no Rio de Janeiro. E tem havido uma excelente articulação entre eles e a polícia. Agora, há que levar o trabalho até ao fim.

 

Entretanto, lembro que a experiencia trazida do Haiti foi a do combate ao crime organizado. Gangues de vários tipos, mas todos muito violentos, dominavam sectores importantes de Port-au-Prince. As forças da lei e da ordem pública não podiam entrar nesses bairros. A ofensiva, lançada pelos capacetes azuis, demorou meses e causou muitas perdas, com muitos bandidos mortos de armas na mão.

 

Também aconteceram estórias do arco-da-velha.

 

A determinada altura, a secção de informações da missão da ONU descobriu aquilo que lhe parecia ser o quartel-geral dos criminosos. Era uma espécie de bunker, num dos bairros mais centrais e mais perigosos do centro da cidade. Havia entradas e saídas de gente, a todo o momento, assim o mostravam as fotografias tiradas, a uma certa altitude, dos helicópteros. E parecia mesmo ter fossas subterrâneas, provavelmente para que os bandidos pudessem dispor dos que eram sentenciados.

 

O ataque demorou semanas a ser preparado. Tudo muito secreto. Teve, finalmente, lugar, numa madrugada feia. Foi uma operação estranha. Não houve resistência por parte dos ocupantes. E o bunker era afinal um edifício de latrinas públicas, construído por um consórcio de ONGs. Acabou por ser, na verdade, uma operação de caca.

Um separar de águas

A actualidade internacional está focada na divulgação, pelo sítio internet Wikileaks, de centenas de milhares de documentos militares sobre as operações de guerra no Iraque. Os documentos revelam sérias violações dos direitos humanos, das leis da guerra, e silêncios altamente comprometedores. É uma bomba que abala a opinião pública.

 

Como disse na altura em que Wikileaks divulgou documentos secretos sobre o Afeganistão, a publicação destes relatórios marca uma mudança radical na área da informação. Para além de constituírem uma mina de dados que muitos irão explorar durante longos anos - vão surgir teses académicas sobre os assuntos em causa -, estes relatórios servirão para lembrar aos responsáveis políticos e militares que, nos dias de hoje, tudo acaba por se saber. Por isso, a única maneira aceitável de fazer política é a que passa pelo respeito das regras, das pessoas e da verdade.

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