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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Portugal precisa de reflectir sobre si próprio

 

Portugal encontra-se numa situação de grande complexidade e muito preocupante.

 

O caso Face Oculta esconde muita coisa, mas também revela ligações estranhas entre a justiça e a política. Ao ponto de se dever perguntar quem julga a justiça, quem investiga a Procuradoria-geral da República? Passam-se coisas de pasmar nestas instituições, não há dúvida. A justiça serve a política, diz muita gente, e os políticos não querem que a justiça funcione.

 

Os partidos políticos estão a voar baixinho. Parecem estar a enveredar por uma fase de conflito e de obstrução, sem que se vislumbre qual é a estratégia.  Eleições em breve, logo que possível? O que se passou ontem na Assembleia da República, uma coligação de facto, objectiva e interesseira, dos que estão fora da governação, foi apenas uma indicação do que nos espera nos próximos tempos. A escolha parece ser a de encurralar o governo, apostar na demagogia e na irresponsabilidade sem consequências de maior, por ser barata para quem está na oposição.

 

A identificação partidária cega-nos o discernimento. Vemos o país e os seus problemas pelo prisma da cor do partido que nos é próximo, sem independência nem equilíbrio de raciocínio. Somos cada vez mais sectários. Mais curtinhos na análise dos desafios. Mais estreitos na resposta.

 

O Presidente continua em Belém.

 

A economia está a perder o dinamismo e a confiança nas instituições. Sem confiança não há desenvolvimento. Não há investimento, nem se atrai os melhores cérebros.

 

Socialmente, temos mais desemprego, mais desespero, mais pobreza, e mais espírito de funcionário. A mentalidade de assistido social e de misericórdia, tão própria de outros tempos, está de novo a ganhar terreno. Em vez de se pensar em qualificação profissional, pensa-se em subsídios. Mesmo sendo estes uma miséria.

 

Os media vão dando uma no cravo e outra na ferradura. Mas, para além da televisão, pouco contam. Os jornais e as revistas de referência circulam sempre entre os mesmos, e pouco mais. Não pesam, não são capazes de influenciar o rumo que se deveria adoptar. Só os canais televisivos podem fazer a diferença. Mas existe receio. E há negócios a salvaguardar.

 

Resta a net. Hoje, muitos dos portugueses estão ligados à rede. Há que gerar um movimento de levantamento nacional através da net. Escrever sobre a mudança, falar do futuro com os olhos abertos e apostando em horizontes mais amplos. A net pode também criar espaço para os novos líderes.

Um povo muito especial

 

Domingo de eleições. As listas eleitorais a crescer, que quem morre não é apagado. Com o tempo, e com a falta de seriedade que nos anima, teremos um caderno eleitoral nacional com mais gente do que o total da população residente. Somos, de facto, muito especiais.

 

 

Os corruptos da vida

 

O meu texto da VISÃO, disponível on-line, sobre as práticas corruptas, nalguns casos, e abusivas, noutros, dos membros do Parlamento inglês e' meramente ilustrativo da falta de moralidade e de sentimento do dever cívico que, nos últimos anos, se generalizou entre os que detêm algum cheirinho de poder. Os políticos, os banqueiros, os autarcas, os senhores com algum tipo de autoridade pública sobre os outros, passaram a guiar-se pela filosofia do ganho pessoal. E dos compadrios 'a volta de pequenos grupos de interesse.

 

Só um movimento de cidadãos, tipo ONG, e uma imprensa liberta dos favores do poder poderão contribuir de um modo eficaz contra esta tendência que a todos prejudica e que traz consigo outros males, como a quebra da solidariedade social, o cinismo, o individualismo doentio, a morte do civismo, que e' um capital fundamental e' qualquer sociedade.

 

Penso que há razões para preocupações. Como também penso que não ajuda nada fingir que não se vê.

Ainda sobre as escolas e a educação

 

Passei a manhã a ouvir falar dos problemas da educação pública secundária. Incluindo dos falsos cursos de formação profissional, que existem nas escolas secundárias só para Bruxelas ver, para as estatísticas, para o show-off.

 

Foi uma manhã preocupante. Ouvir os profissionais da educação, gente sem partido, experiente e séria, é perceber a ilusão que é a actual política educativa. Que disfarça e procura escamotear a falta de conteúdo e de resultados no sector público da educação com a proliferação dos gadgets tecnológicos. Como se os quadros interactivos e os computadores fossem um substituto para a má qualidade do ensino que se pratica em muitos estabelecimentos. Ou para a falta de preparação e de disciplina dos alunos.

 

A política nacional de educação precisa de ser revista de alto a baixo. Convém por um ponto final a muitos anos de deriva. O futuro do país exige que se organize, através da sociedade civil, uma conferência nacional para debater a reforma do sistema público de educação em Portugal. 

 

Uma Fundação poderia tomar a iniciativa. A Assembleia da República, que deveria ser o órgão institucional vocacionado para esse tipo de debates, não tem credibilidade suficiente. Nem independência. Os sindicatos, por outro lado, embora devessem participar, têm uma missão diferente. Não lhes cabe tomar a liderança de um processo de reforma.

 

Bonecos animados

 

Certos dirigentes da coisa política têm tendência para confundir movimento com liderança. Pensam que por se mexerem muito estão a marcar a agenda. Confundem agitação e frenesim com dinamismo e resultados. Protagonismo com uma linha de actuação clara. A tudo isso, acrescentam uma garganta cheia de voz grossa, para que se confunda ruído com autoridade.
 
São uns verdadeiros bonecos animados.
 

Mais sobre a humildade

 

 

A humildade em política abre as portas 'a participação popular, faz da política uma responsabilidade partilhada por todos. Da' uma dimensão humana aos dirigentes. Lembra o valor da igualdade entre todos.

 

Com a humildade vem a responsabilidade que se deve assumir. Os lideres têm que mostrar um grande sentido de responsabilidade. O que acontece na vida colectiva do nosso país não e' apenas a consequência de um conjunto de acções individuais. O verdadeiro líder, aquele que se preocupa com o bem comum, vê em cada falha social, em cada problema da sociedade, uma quota parte de responsabilidade pessoal. Não sacode a água do seu capote, não passa a bola a outros, assume a sua parte das responsabilidades.

 

E' esta a vida pública com que sonhamos, para que Portugal possa entrar nos carris do progresso.

Ainda sobre o cinismo

 

Penso que se deve evitar uma atitude cínica quando se trata de avaliar a vida política nacional.
 
O cinismo e' uma maneira de ver que não e' construtiva. Que tende a reduzir tudo e todos 'a mesma bitola, ao eles-são-todos-iguais, ignorando que há, apesar de tudo, gente que esta' pronta a dedicar-se de corpo e alma 'a causa pública, 'a procura do bem comum, 'a construção de um Portugal melhor. Que se preocupa de modo desinteressado e sério com a transformação da nossa sociedade. Uma sociedade que continua a ser subdesenvolvida e injusta, ineficiente e burocratizada.
 
Poderão não ser muitos. Poderão mesmo não estar em lugares de direcção e de influência. Mas existem, e representam a esperança para que se possa sair das areias movediças e enlameadas em que nos encontramos. Temos que acreditar que e' possível mudar de modo radical a má-sorte que define os  dias de agora.
 
E' verdade que e' fácil cair na tentação do cinismo. Sobretudo quando certos dirigentes políticos actuam e se mostram de uma maneira que a população entende como muito pouco ética. Gente de autoridade que exerce o poder para proveito próprio, num agir  meramente oportunista e nada mais. Ou quando os senhores da vida pública pensam que estão acima dos outros, de nós, os simples mortais.
 

Leviandades, falta de juízo e arrogância a mais

O diploma sobre o estatuto dos Açores é não só de constitucionalidade duvidosa, mas também politicamente leviano. A ruptura a que conduz, no que respeita à relação institucional entre o Governo e a Presidência, destabiliza o equilíbrio entre duas importantes sedes de poder. 

 

O equilíbrio de poderes e a cooperação estratégica são indispensáveis para a convivência democrática. Mais ainda, são fundamentais numa altura em que Portugal entra numa crise económica de grande gravidade e em que a classe política está cada vez mais desacreditada pelos escândalos de corrupção, de golpes baixos e de falta de liderança capaz de responder aos desafios de uma sociedade à procura de um destino melhor.

É altura de mostrar um pouco mais de juízo e um pouco menos de arrogância das brenhas.

 

 

 

 

As boas maneiras

Em política é fundamental manter as boas maneiras, agir com base no respeito pelos outros, adversários, aliados ou amigos.

 
Uma atitude que projecte dignidade ajuda a vencer. A dignidade em política é uma atitude de vencedor. De estadista. De líder a sério.
 
Quem corresponde a esta imagem, em Portugal?
 

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