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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Loucuras

Acabo de ler um testemunho que descreve o percurso, verdadeiro, de uma loucura. Um homem de Belfast traumatizado, quando criança, pelas explosões, a violência entre as comunidades, as tentativas de assassinato contra o seu pai, vai em missão ao Ruanda, depois ao Iraque, e que acaba por se deixar ir abaixo, esfrangalhar-se.

 

Já numa outra missão, um outro homem, também de Belfast, meteu uns tiros nos camaradas que com ele estavam de guarda, num momento de fractura psicológica. Aconteceu numa das missões de paz das Nações Unidas, no Médio Oriente.

 

Num ambiente de grande tensão, conhecer cada personalidade, cada percurso, a história de cada um dos intervenientes, é fundamental. Permite antecipar, prever e evitar.

 

Na política, onde as tensões são o pão quotidiano, passa-se o mesmo. Há muitas loucuras. Temos, por isso, que dar mais atenção às psicologias de cada dirigente. Caso contrário, corremos riscos de grande vulto.

 

 

 

 

Honestidade intelectual

Portugal precisa de intelectuais honestos, preocupados com o bem comum, com o presente e o futuro de todos nós. Gente capaz de propor novas ideias, novas maneiras de encarar a economia, a cultura e a vida em sociedade.

 

Portugal tem muito que recuperar, muito que reflectir sobre o caminho a seguir. Sobre o futuro, meus amigos.

 

A maioria dos nossos intelectuais está apenas preocupada em ocupar espaço, em ter visibilidade, que é isso que traz alguns Euros ao fim do mês. Não reflectem para além da sonoridade das palavras. É uma miséria disfarçada em frases bombásticas e ideias ocas.

 

 

As boas maneiras

Em política é fundamental manter as boas maneiras, agir com base no respeito pelos outros, adversários, aliados ou amigos.

 
Uma atitude que projecte dignidade ajuda a vencer. A dignidade em política é uma atitude de vencedor. De estadista. De líder a sério.
 
Quem corresponde a esta imagem, em Portugal?
 

Como perder popularidade

Gordon Brown tem vindo a perder popularidade. A questão entrou agora numa fase mais crítica, com personalidades importantes do seu próprio partido a pedirem`a luz do dia a sua substituição como líder.

 
Quando, em meados do ano passado, se tornou primeiro-ministro tinha uma quota de credibilidade alta.
 
Perdeu-a rapidamente, por não saber comunicar com os eleitores e os media.  Em política a falta de empatia com o público, o silêncio prolongado,  ou a má comunicação são fraquezas que levam `a perda do artista.  São deficiências fatais.
 
 Aos problemas da comunicação, juntou-se a incapacidade de apresentar uma visão clara do que pretendia atingir a médio prazo, o não querer aceitar que cometera erros, quando de facto os havia cometido, e também o facto da economia da Grã-Bretanha ter entrado numa fase de crescimento muito débil, com derrapagens inflacionistas, custos elevados no crédito `as famílias, e um aumento da insegurança em certas partes do território nacional.
 
A tudo isto, junta-se a vontade de mudança, que o eleitorado sempre acaba por manifestar, após vários anos de governo do mesmo partido.
 
Convém pensar nas lições que se podem tirar dos infortúnios dos outros.
 

Liderar e' servir

 

Sem uma classe de líderes desinteressados, verdadeiramente dedicados `a causa pública, e com uma visão moderna de Portugal e do seu futuro, o nosso país continuara' no marasmo em que se encontra. Continuara' a perder pontos em relação aos nossos concorrentes europeus, e não só.

 

Não e' apenas a questão da dedicação ao serviço público, sem intenções de ganho pessoal, que conta. E' também uma perspectiva que abra Portugal `as novas oportunidades que a globalização e a integração europeia oferecem.

 

Líderes dedicados, mas com ideias do passado, inspirados por velhas grelhas ideológicas, do tempo da guerra fria e da cultura da foice e da chave de fendas, ou pelo conservadorismo da sociedade rural e arcaica, que já fomos, das caminhadas para as fátimas que nos esgotavam, não nos levam a parte alguma.

 

Líderes prenhes de interesses pessoais, verdadeiros gestores de fortunas de família, na caça ao tesouro,  e de grupos de amigos que se repartem o pequeno bolo que existe, são, por outro lado, moeda corrente. Estamos nas suas mãos e a moral política sofre da sua falta de moralidade.

 

Não há dúvidas que temos um sério problema de liderança em Portugal.

 

 

Falta de sensibilidade

A classe dirigente não aparente sensibilidade política no que respeita à pobreza em Portugal. Numa altura em que há cada vez mais famílias em dificuldades, com uma economia incapaz de responder aos desafios de uma Europa moderna, os políticos ignoram pura e simplesmente o desespero dos pobres. Como se uma parte da população portuguesa fosse simplesmente invisível.

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