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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Disfuncionalidades

Embarquei recentemente através do aeroporto Charles de Gaulle (CDG), em Paris.

 

Havia mais de dois anos que não passara por CDG. Os serviços de apoio aos passageiros estão agora menos eficientes. Para quem viajava para fora da Europa, da Ásia às Américas, incluindo os muitos que seguiam para África, havia apenas um sector de check-in aberto, com meia dúzia de balcões, no terminal 2E. O meu voo partia do terminal 2F, bem afastado que está, outros passageiros, com outros destinos, teriam que embarcar noutros terminais, mas todos tínhamos que fazer o registo das malas e obter o cartão de embarque num desses seis miseráveis balcões, no 2E. A fila de espera era tão longa que demorou uma hora e vinte minutos a ser percorrida, apenas para deixar as malas. Isto em Classe Económica. Para quem viajava em Executiva ou Primeira, havia um sector logo ao lado, também com cerca de seis balcões, mas praticamente sem passageiros. Mas de acesso interdito aos simples mortais que se deslocam em "Classe Sardinha". 

 

A concentração de todos os check-ins num só sector é uma medida de poupança, percebi…

 

Claro que isto atrasou toda uma série de voos de longo curso, incluindo o meu. Saiu, no que me respeita, uma hora após o horário. Estes atrasos têm custos muito elevados. Muito maiores do que as miseráveis economias efectuadas na área do registo de bagagens.

 

Não dá para entender, à primeira vista.

 

Mas a verdade é simples: o check-in é da responsabilidade de uma empresa, Aéroports de Paris; os voos são por conta das companhias aéreas…

 

Ou seja, poupo eu, pagas tu!

Fim de página

Uma noite serena na cidade velha de Riga. É sexta-feira à noite, está tempo seco, 14 graus, a juventude veio para o centro da cidade. Trata-se de hábito que surgiu após a queda da União Soviética. Dá prazer ver as pessoas a desfrutar a tranquilidade de uma capital bonita, limpa e bem restaurada. E ver a beleza desta juventude. Há muita gente muito bela.

 

Dei a ultima volta, depois de dezassete dias na cidade, pela urbe antiga. Amanhã, a direcção é Frankfurt e assim sucessivamente. 

 

Quando cheguei, no início desta estada, e voltei à Academia de Defesa da Letónia, o edifício cheirava a pintura fresca. De facto, embora tivesse sido pintado há um ano, voltaram a faze-lo agora, antes do começo do nosso exercício. Para que tudo esteja apresentável e para honrar quem vem de fora. Lembrei-me, então, da rainha de Inglaterra. Elizabeth II quando sai do palácio em visita a qualquer ponto do reino fica sempre com a impressão que a Grã-Bretanha cheira a tinta...Creio que achará, ao fim de tantos anos de reinado, que assim é. Na verdade, é penas um país pintado de fresco, antes da chegada da rainha. 

 

Em Portugal, como as coisas estão agora, penso que seria assobiada. E talvez levasse com uma lata de tinta na cara. Andamos com as estribeiras perdidas, diria gente com um pouco de bom senso...É ou não é verdade?

 

 

Falta de entendimento

A sorte da RTP é há dias o assunto dominante na comunicação social. O tema deixa-me preocupado. É que não consigo ver, nem de perto nem de longe, a razão da importância dada a este assunto. Fico a duvidar da minha capacidade de entendimento do nosso país. 

 

Se se desse a mesma relevância ao futuro da agricultura em Portugal, da economia do mar, da economia tout court, do emprego, entenderia melhor os meus queridos compatriotas.  

 

Estarei fora de jogo?

Um bispo incendiário

Logo pela manhã, um amigo enviou-me cópia das declarações do bispo das Forcas Armadas a uma televisão nacional, numa entrevista de ontem à noite. Depois vi o vídeo.

 

Achei tudo isto muito primário. O homem é um exaltado e diz coisas como se fosse um panfletário sem preparação intelectual e sem ter em conta a sua posição oficial, institucional. Dava um excelente deputado, como há muitos na Assembleia da República...

 

Digo isto, com toda a independência de quem não é do partido do governo.

 

Digo-o por achar, com muita pena, que este é mais um contributo para a falta de nível da política em Portugal. Também, por me dar pena que tanta gente com cabeça tenha considerado as declarações do bispo como algo com algum sentido. 

 

 

Temos dois grandes problemas

Ao ler a imprensa portuguesa, fica claro quais são os grandes problemas do nosso país: as "secretas", que caíram no ridículo que é habitual em Portugal, e o ministro "lapa", que se agarra à rocha e não quer pedir a demissão, apesar de ter feito algo que é inadmissível em democracia, tentar limitar a liberdade de informação. 

 

Sendo esses os problemas que contam, não deverá ser difícil encontrar um "salvador da pátria"....Parece que já estão a fazer bicha às portas das televisões...

Qual é a mensagem?

Recentemente, num jantar de gente com poder -- e que por isso se considera muito importante -- o orador principal, Javier Solana, dizia que a comunicação entre as elites e as massas está emperrada, não se faz com clareza. Cada um vive, segundo afirmou, no seu círculo, sem verdadeiro diálogo e transmissão de ideias entre eles, sem se ouvirem. E falava, então, da necessidade de utilizar as redes sociais, como meio de comunicação. Ele próprio é um activo utilizador do twitter. 

 

A verdade talvez seja mais complexa. Não é apenas a questão dos meios que está em causa. Ainda hoje vi, durante uns curtos minutos, por não ter paciência para mais, um debate entre eurodeputados transmitido pela BBC World: o meio de comunicação, um canal de televisão com prestígio, era óptimo, mas a conversa era pura e simplesmente banal e confrangedoramente pobre de espírito. Ou seja, a questão dos conteúdos é fundamental.

 

As pessoas estão hoje mais informadas do que nunca. Quando um político procura comunicar com os simples mortais que nós somos, tem que ter algo para dizer, uma mensagem, um ponto de vista, uma perspectiva nova, numa linguagem directa e verdadeira. Se não proceder assim, ninguém tem tempo e disposição para o ouvir. 

 

E os políticos aproveitam os jantares nos palácios do poder de outrora para se lamentarem. Quem tem pena deles?

 

 

Um bocadinho complicado entrar por Vilar Formoso

Tenho estado a preparar a minha próxima ida de carro de Bruxelas até Lisboa. Devo dizer que a entrada em Portugal, por Vilar Formoso, me parece complicada, com esta nova modalidade dos pagamentos automáticos das portagens nas antigas SCUTs. A minha viatura tem uma matrícula estrangeira e o sistema que foi posto em vigor é demasiado complicado e punitivo para os carros não registados em Portugal. 

 

Ainda não decidi qual vai ser o percurso. Mas, pela primeira vez, a alternativa de ir de Salamanca em direcção a Cáceres, não a Vilar Formoso,  e de apanhar em seguida a auto-estrada que vem de Madrid, parece atractiva. Não tem custos, na parte espanhola, nem complicações, o gasóleo é mais barato e a entrada por Elvas tem vantagens: a auto-estrada do Alentejo está sempre vazia e a portagem é do estilo clássico, fácil de pagar, sem precisar de alugar um aparelho à semana ou pagar um montante elevado, que não irei utilizar.

 

O impacto destes novos esquemas no turismo...É melhor esquecer. 

Perdidos, populistas, curtinhos e atrevidos

Esta manhã, ao conduzir de casa para o aeroporto, segui um programa de rádio sobre a carta aberta que os oficiais das forças armadas estão a fazer circular. A carta sobre o mal-estar. Os ouvintes telefonavam ao programa e diziam o que lhes ia na alma.

 

Achei estranho. Primeiro, por que as opiniões expressas era, na maioria dos casos, mera ignorância atrevida, embora bem intencionada, numa ou outra intervenção. Mas sobretudo, por me parecer que um debate a sério sobre o papel dos militares na sociedade portuguesa precisa de ser tratado com serenidade e recato. Não é assunto para chamadas telefónicas ao vivo.

 

Pensei que o ministro da tutela tem sido pouco cuidadoso na maneira como tem tratado do assunto. Os média não parecem querer ficar atrás. E alimentam, deste modo, as divisões e a ignorância popular sobre uma questão que é fundamental, em termos de soberania e do nosso relacionamento com os aliados de segurança que temos. 

 

Não conheço nenhum outro país europeu onde este tipo de insensatezes esteja a ser debatido na praça pública.

 

Parece que perdemos o sentido e a importância das coisas. 

Andamos um bocado loucos

Ontem à noite, pessoa amiga disse-me que as gentes do Norte da Europa "odeiam" os do Sul. Já não era a primeira vez que me saía com essa teoria insensata. O que é extraordinário, pois o meu amigo é um dos advogados mais hábeis da praça de Lisboa.

 

Quando gente com a formação e a experiência que ele tem diz coisas dessas, ficamos melhor preparados para as barbaridades que certos políticos repetem amiúde. Por exemplo, hoje, foi dia de retirar certas declarações do Primeiro-ministro do contexto em que haviam sido proferidas, colocá-las em seguida numa perspectiva diferente, como se o homem estivesse a falar sobre os portugueses em geral, e não sobre crianças e jovens em idade escolar, e passar ao ataque. Ou sejam, criando um falso caso e depois gritando aqui d'el-rei.

 

Por falar em rei, há dias apareceram por aí uns divertidos com uma declaração a dizer que a solução dos problemas de Portugal passaria pela restauração da monarquia. É evidente que ninguém os impede de pensar assim e de se vestiram à moda dos cavaleiros andantes. Mas o que é estranho é ver a excitação da comunicação social sobre essa declaração de meia dúzia de D. Quixotes dos Tempos de Outrora

 

 

Seria melhor fechar para remodelação

O Presidente da República diz que a soma das reformas que recebe ou vai receber não chegam para cobrir as suas despesas domésticas. O Vasco, homem de boas letras mas que, enquanto comentador do quotidiano português, tem um longo currículo de escritas desvairadas, vai para chefe-mor do Centro Cultural de Belém. Mas há mais. O camarada da CGTP a pôr o companheiro da UGT em tribunal. O Mário a escrever mais uma ilusão na sua coluna semanal. O pastel de nata a ser promovido a símbolo da economia nacional de ponta.

 

E assim sucessivamente.

 

De facto estamos todos a precisar de um fim-de-semana prolongado.

 

 

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