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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A cooperação à deriva

A cooperação portuguesa deixou de ter importância política. É, na melhor das hipóteses, uma espécie de saco azul que o Ministério utiliza para fazer favores e uns malabarismos nas ex-colónias.


Agora, com a chegada de um novo Secretário de Estado que sabe tanto da poda como eu sei de mitologia esquimó, a coisa ficou ainda mais linda. A única vantagem, no entanto, é que este tem a confiança absoluta do ministro, que tratou o anterior titular como um chinelo.


Mas a confiança serve para quê, quando não há linha de orientação nem uma visão coerente da coisa?

 

 

A Cooperação e as derivas do MNE

O IPAD, que é o instituto português que apoia a cooperação para o desenvolvimento, está a dois passos de ser reorganizado pelo governo. O decreto-lei está pronto para ser aprovado em Conselho de Ministros, talvez já nesta próxima semana. Tem como objectivo fundir o IPAD com o Instituto Camões, uma instituição com uma vocação completamente distinta do órgão que se ocupa da cooperação internacional.  

 

É um erro. Com vários tipos de consequências. Incluindo no relacionamento com Bruxelas. 

 

Entretanto o pobre do Secretário de Estado da Cooperação ainda anda à procura de uma oportunidade para poder falar com o seu Ministro, Paulo Portas, e perceber qual poderá ser o seu papel no meio de um MNE que vive à deriva das improvisações do chefe.

 

 

Corpos pouco diplomáticos

Lisboa é única capital que conheço --e vocês sabem que eu já estive em muitas-- onde as "meninas da noite" e os seus "dedicados protectores" operam, com toda a liberdade, nas ruas em que vivem alguns dos embaixadores estrangeiros.

 

Temos um bairro diplomático bem animado, de facto. Veja-se, à noite, a avenida do Restelo, junto às residências oficiais do Japão, da Coreia do Sul, do Irão, das embaixadas de Cabo Verde, da Argélia, da Noruega, e outras. Ou a das Descobertas e zonas afins. Imaginem o que é ir a um jantar oficial numa dessas residências, com toda a animação de rua que por ali vai, todos os serões.

 

Aparentemente esta situação, que incomoda os diplomatas estrangeiros e os seus convidados, parece não ser considerada digna de nota nem nas Necessidades nem na Administração Interna. Ou então, finge-se, uma vez mais, que se não vê.

 

 

 

Mais um dia no Egipto

Os acontecimentos no Egipto continuam a dominar as atenções internacionais. Washington mostrou, hoje, uma vez mais, estar muito preocupado com a situação. Voltou a fazer pressão para que o Presidente Mubarak anuncie, publicamente, um plano de transição democrática. Angela Merkel também telefonou ao Presidente. Sem contar que, umas horas antes, havia assinado uma declaração conjunta com Nicolas Sarkozy e David Cameron, a marcar posição. A Europa que conta, expressou-se, dirão os mais cínicos.

 

Falando da Europa, os Italianos haviam sugerido, ontem, que uma delegação de alto nível fosse despachada, de Bruxelas, para fazer pressão sobre a liderança egípcia. A ideia não é má, mas tem havido objecções, em Bruxelas, sobre quem deveria ir, se deveria ir alguém, e com que mensagem. Houve, também, o receio que essa démarche poderia ser utilizada para dar credibilidade a Hosni Mubarak. Os Italianos que engulam a proposta. 

 

A reunião de amanhã, em Bruxelas, com os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da União, presidida pela Baronesa Ashton, vai debater a situação. Veremos que decisões irão ser anunciadas, no final do dia.

 

Com o arrastar da situação, com a continuação do impasse actual, Mubarak vai tentar recuperar a cartada. Não sei se será possível, tudo depende do controlo que consiga manter sobre os chefes militares. Mas a possibilidade é hoje maior.

De Doha a Goa

Ao que parece, as exportações portuguesas para o Qatar, em 2010, totalizaram um volume simplesmente insignificante: 19 milhões de dólares. Não há dúvidas que se trata de um mercado que ainda está por explorar, pelo menos pelos empresários portugueses.

 

Entretanto ouvi dizer, dos lados de Londres, que estão a chegar à Grã-Bretanha uma série de Indianos com passaporte português. Estes novos imigrantes, que não falam a nossa língua, são, curiosamente, todos naturais de Goa, de onde saíram recentemente, pela primeira vez na vida. Como obtiveram o passaporte, não se sabe.

 

Foi-me sugerido que se desse uma vista de olhos no que se passa no Consulado-geral de Portugal em Goa.

Uma voz trémula

Por falar em medo, como ontem falei, conheci um ministro dos Negócios Estrangeiros -- o nome não é para aqui chamado, nesta altura da história --que ficava sem fala quando tinha que falar com Javier Solana. O temor era tão evidente que Solana o tratava com muito carinho, como um pai trata um filho ainda pequeno. Entretanto, o país que esse ministro representava ia sendo, sistematicamente, ultrapassado pelo Javier, na altura de fazer nomeações para cargos importantes na UE. Nenhuma recomendação de peso, feita pelo ministro, foi aceite por Solana.

 

Pensei, depois, que talvez não haja nada de estranho numa situação dessas. Um ministro é quase sempre um yes-man da política. Habituou-se a fazer carreira com base na aceitação cega da autoridade de quem está por cima, quer seja no interior do seu partido quer seja a do primeiro-ministro. Com esse tipo de reflexo bem interiorizado, como ousaria falar de igual para igual com uma pessoa de personalidade forte, como Solana? Sobretudo, num salão de Bruxelas, num francês ou inglês trémulo?

 

E assim vão certas políticas...E assim são defendidos os interesses nacionais...

Ainda sobre o seminário diplomático

O seminário diplomático deste ano, que decorreu ontem e hoje, mostrou, uma vez mais, que é preciso alterar o paradigma da diplomacia portuguesa, para a tornar mais proactiva, como agora se diz, ou seja, com maior capacidade de iniciativa, com agilidade para participar na definição das agendas internacionais.

 

A máquina, que tem grandes competências, continua a ser muito burocrática. O que significa que os embaixadores têm medo de tomar iniciativas sem terem recebido, previamente, orientações precisas da casa-mãe.

 

Mais ainda, é preciso preparar melhor os quadros diplomáticos na área da promoção dos interesses económicos de Portugal no estrangeiro. Diplomacia e política económica externa devem estar mais ligadas. Só que aí há outro problema. O nosso Ministério da Economia tem muita falta de genica em matéria de internacionalização das empresas portuguesas. O próprio ministro parece não se sentir à vontade fora de portas.

 

No plano interno, da realidade nacional, o MNE ganharia se organizasse um briefing semanal para a imprensa portuguesa. Deixei essa sugestão em cima da mesa. Volto a repeti-la, por me parecer importante e por achar que continua a haver timidez no relacionamento do ministério com os media. 

 

 

 

Seminário diplomático

O seminário diplomático de 2011, que decorre amanhã e Terça, tem como temas de fundo a questão de Portugal nas Nações Unidas e a situação económica e financeira do país. Vai ser igualmente uma oportunidade para discutir as perspectivas de funcionamento do Ministerio dos Negócios Estrangeiros em 2011.

Vêm aí os Russos

O Presidente Dmitry Medvedev confirmou hoje que estará em Lisboa a 20 de Novembro, para participar numa cimeira com a NATO. É uma boa notícia. O desanuviamento entre as duas partes ainda tem muito caminho a percorrer. Ainda existem muitas suspeições. Se o futuro das relações passar por Lisboa, terá valido a pena todo o investimento feito com a realização da cimeira.

 

A abolição dos vistos entre a UE e a Rússia deveria ser, no meu entender, o próximo passo. Não é nada do outro mundo, não tem custos, não compromete a segurança, nem de um lado nem do outro. Permitiria, isso sim, um maior intercâmbio económico e turístico. Que seria vantajoso para ambas as partes.

 

A questão dos vistos poderia ser um cavalo de batalha da diplomacia portuguesa. Quando vierem a ser abolidos, Portugal estaria, assim, associado a essa medida. Ganharia em termos de imagem e de interesse, num país tão rico como a Rússia, um país que vai ser um dos grandes investidores do futuro.

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