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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

As elites gostam da rotina

De novo na Suíça, para uma reunião sobre iniciativas de paz na região do Médio Oriente e Norte de África, na Ásia Central e em Myanmar.

 

Entretanto, no jantar de hoje, discutiu-se a como forçar certas elites a ir para além da sua zona de conforto e aceitarem o desafio dos que pensam de um modo diferente. Não foi uma discussão fácil, pois as elites, em geral, preferem resguardar-se de confrontos, mesmo quando são apenas lutas de ideias. Preferem não ser postas em causa. Assim se entra na rotina e na adopção de soluções que já são conhecidas e já revelaram que não levam a parte alguma. 

Argélia

O ataque contra um campo de extracção de gás na Argélia, propriedade da BP, e o subsequente rapto de um número ainda indeterminado de estrangeiros que trabalhavam nessa base estão a deixar muitos governos profundamente preocupados. É um acontecimento de grande gravidade, que pode ter um impacto enorme no fornecimento de gás ao Sul da Europa e levar também a uma quebra significativa da produção de petróleo na Argélia e na Líbia. Pode igualmente fazer diminuir as receitas do governo da Argélia, numa altura em que a paz social é comprada todos os dias, pelos dirigentes desse país, com o dinheiro proveniente da exploração do petróleo e do gás. Se esses fundos falharem, a probabilidade de uma revolta social nas cidades argelinas é enorme.

 

Tudo isto precisa de ser monitorizado com muita atenção. 

Primaveras ...no Inverno...

O texto que publiquei na revista Visão de de 20 de Dezembro de 2012 está finalmente on line no sítio oficial do magazine:

 

http://visao.sapo.pt/primaveras-instaveis=f704491

 

Aqui fica o convite de leitura para quem ainda não teve a oportunidade de o fazer. 

Primaveras, boas ou más?

Estou a pensar no meu próximo texto – esta semana – para a Visão.

 

Vou tentar fazer um balanço rápido das Primaveras Árabes.

 

E a questões que se põem são as seguintes. Primeiro, que papel pode a Europa desempenhar nesses diferentes processos de transformação política? Segundo, devemos ser optimistas ou pessimistas em relação ao que se está a passar no mundo árabe?

 

Se conseguir dar alguma resposta a estas duas interrogações penso que terei contribuído para o debate que não pode deixar de ser feito. 

Mulheres árabes

Passei o dia no Centro Ismaelita de Lisboa, um edifício construído de raiz, num estilo islâmico moderno, magnífico, mas onde, nesta altura do ano, faz um frio de rachar. Os delegados vindos dos países árabes e os participantes vindos do Norte da Europa, gelavam pelos cantos das grandes salas e corredores. Assim é Portugal no Inverno.

 

Era o primeiro dia do encontro anual do Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, desta vez com o objectivo de tentar fazer um balanço das Primaveras Árabes. Algumas dessas “Primaveras” mais se parecem com as salas do Centro, estão a atravessar um “Inverno” rigoroso. Sobretudo quando se trata dos direitos das mulheres. Um pouco por toda a parte, a Sul do Mediterrâneo, de Marrocos ao Egipto, esses direitos estão a ser cerceados. Este é um dos desafios que não pode ser ignorado.

 

Só que alguém disse que a UE não está a ajudar. Uma delegação europeia de alto nível, que esteve recentemente na Tunísia, colocou em cima da mesa várias condições políticas. Nenhuma delas se relacionava com a defesa dos direitos das mulheres tunisinas. 

Portugal continua a perder influência

O Centro Norte-Sul do Conselho da Europa, que tem a sua sede em Lisboa, está em risco de fechar a porta. Hoje foi anunciada a saída do seu director executivo, que durante cerca de cinco anos fez um trabalho de mérito que permitiu a expansão do âmbito da instituição na direcção do Norte de África e de Cabo Verde, entre outros.

 

Mas o triste da história é que nos últimos doze meses, cinco estados membros, todos da Europa do Norte, resolveram deixar de ser membros do Centro. Para complicar mais a situacao, o Secretário-geral do Conselho da Europa, que é norueguês, não tem dado o apoio necessário à continuação do Centro. E o MNE de Portugal tem deixado o assunto nas mãos de funcionários diplomáticos, sem o empenho a sério do ministro. Como se o nosso país estivesse em condições de perder mais esta batalha, como já havia perdido a da NATO em Oeiras. 

 

 

Sahel para fazer de conta

Participei numa discussão sobre a Estratégia da UE para a Região do Sahel.

 

Fiquei com a impressão que a estratégia não é estratégica, não entende as causas profundas da insegurança nessa parte de África, não inclui um estado fundamental, o Chade, e tem um número excessivo de objectivos. 

 

Pareceu-me, também, que os burocratas da UE estão, também neste caso, mais preocupados em mostrar aos estados membros que não se esquecem do Sahel do que em obter resultados duráveis. 

 

E os políticos europeus, como de costume, vivem na ilusão e num mundo que tem pouco que ver com a realidade. 

 

Norte de África: depois da esperança?

Escrevo na minha coluna de hoje, na Visão, sobre a Primavera Árabe, com um foco muito especial no Norte de África. Escrevo para defender duas ou três teses e combater o pessimismo e a ausência de uma visão estratégica. 

 

Defendo que a prioridade política é, para todos, incluindo no que diz respeito à cooperação da comunidade internacional, consolidar a democracia. Isto passa pelo combate aos extremismos, embora reconheça a identidade cultural específica dos países da região e o peso relativo da religião na vida pública.

 

Quanto à economia, avanço a ideia que é preciso fomentar a integração económica no Norte de África. Esta será a via mais rápida para o crescimento, o bem-estar e a estabilidade dos países em causa. Defendo o estabelecimento de um mercado comum no Norte de África.

 

A região vai conhecer altos e baixos. Os desafios são imensos. Mas poderá ultrapassar muitas das dificuldades que existem, se mantiver uma política de respeito pelos direitos humanos e procurar incentivar um crescimento económico equilibrado.

 

Sei que muitos leitores pensarão que sou demasiado optimista. Talvez não seja bem assim...

 

O texto está disponível em:

  

http://aeiou.visao.pt/depois-da-primavera=f630103      

 

 

 

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