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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

África, de novo

Hoje volto a terminar o dia falando de África. Uma amiga minha, antiga pupila do velho tutor, acaba de ser nomeada directora da cooperação com as organizações regionais africanas, no Ministério (Norueguês) dos Negócios Estrangeiros. Telefonou agora a agradecer a preparação que fiz com ela, antes da entrevista de selecção por que teve passar. A preparação foi boa e a entrevista foi decisiva. Ainda bem.

 

A Noruega é dos países que mais coopera com África, a título bilateral. Quer agora desenvolver a sua cooperação com a União Africana, e com as outras organizações sub-regionais, como a CEDEAO, na África Ocidental, a SADC, na África Austral, e a East African Community, à volta do Quénia e da Tanzânia. Ainda bem.

 

Talvez fosse altura de mandar o nosso Secretário de Estado da Cooperação dar uma volta por Oslo...Seria útil.

Com frio

Fim de dia horrível na costa da Noruega. Frio, ventoso e chuvoso, Maio ou não, a verdade é que a temperatura nos entra pelos ossos dentro.

 

Dizem-me que é sexta-feira à noite e que a juventude está de saída, que aqui o fim-de-semana é tempo de dar asas à liberdade e ao corpo. A verdade é que a jovem sentada à minha frente, no autocarro de regresso ao centro da cidade, estava vestida a preceito, tudo muito ligeiro e curtinho. A matar. Ai de quem lhe cair nas mãos, este serão!

 

Quando reparei, fiquei ainda mais gelado. Os Vikings são, de facto, um povo ousado. E prontos a enfrentar os elementos.

Há luar no fiorde

Está um luar magnífico, sobre o fiorde de Stavanger. Uma Lua grande, e bem cheia,  foi colocada mesmo por cima das montanhas que definem o horizonte a Oeste. Um céu limpo, num dia que teve quatro estacões, Sol e neve, frio e temperaturas amenas. Um dos meus amigos noruegueses dizia que, nestas terras, é difícil acreditar no aquecimento global...Mas, era só a brincar, claro, que os noruegueses são verdadeiros cidadãos das causas mundiais. O que é, por outro lado curioso, pois não deixam de ter um espírito muito caseiro e patrioteiro. 

O custo do estado de direito

Novamente de viagem, nem sei bem onde. Desde Domingo à noite, tem sido um sem-parar. Hoje, numa reunião com um antigo comandante da polícia da Noruega, falámos do lunático assassino que está a ser julgado em Oslo. Disse-me que o monstro esteve a menos de trinta segundos de ser abatido pela polícia, naquele dia fatídico de Julho do ano passado. Se tivesse demorado uns segundos mais a levantar os braços, teria recebido uma bala na cabeça.

 

O meu interlocutor acrescentou que o caso teria ficado arrumado por menos de um euro. Mas, como se rendeu e as ordens eram para que fosse capturado vivo, se possível, está agora a custar aos contribuintes noruegueses milhões de euros.

 

Assim funciona um estado de direito. A necessidade de salvaguardar a vida humana, mais as necessidades da investigação e a administração da justiça, tudo isto custa muito dinheiro num estado democrático. Tudo isto pesa muito, mesmo num país rico, como a Noruega. Mas é apesar de tudo, a solução que se recomenda.

Caminhadas pausadas

Tentei, por volta das 17:00 horas, disparar umas fotografias, para ficar com umas imagens da zona mais antiga e do porto de Stavanger. Mas, nessa altura, a luminosidade já está fraca e as fotos terão que ficar para uma visita que não seja no pino do Inverno.

 

Stavanger é, na Noruega, a capital do petróleo. O que fora até há vinte ou trinta anos uma localidade minúscula, perdida num fiorde, apenas importante por causa do porto de águas profundas, é hoje um centro de grande actividade económica. Os arredores cresceram e encheram-se de carros e de engarrafamentos. A cidade, para além do porto, tem os hotéis e os restaurantes que servem os trabalhadores itinerantes, o vai e vem do petróleo. E algum pessoal militar, ligado às actividades da base da Aliança Atlântica.

 

As águas do fiorde oferecem abrigo a uma série de cisnes, patos e outras aves aquáticas, que migraram, com a chegada do gelo, do lago do centro da cidade para o mar. São cerca de duzentos metros de distância, ou seja, é uma migração que não dá para grandes voos.

 

De resto, há uma certa tranquilidade por toda a parte, que as receitas do petróleo foram postas num fundo público de longo prazo, a pensar nas gerações futuras. Aqui ninguém vive à custa do futuro. Os de hoje constroem o presente e o futuro.

 

Como seria bom dizer o mesmo noutras partes da Europa. Sobretudo hoje, com a publicação dos novos dados sobre o desemprego, estatísticas que mostram que 21,3% dos jovens da UE não têm emprego. Na Grécia (47,2%) ou em Espanha (48,7%), na Itália (31,0%), em Portugal (30,8%) e na Irlanda (29,0%), os dados são assustadores. Mas não só. Em França (23,8%), na Bélgica (20,7%), na Finlândia (19,9%), um pouco por muitos sítios, o futuro dos jovens está mal encaminhado. Essa questão deverá ser, na minha opinião, a prioridade das políticas governamentais. Tal como na Noruega, é preciso pensar no futuro transformando o presente.

Outros andam a dormir na forma

Hoje teve lugar em Washington uma conferência internacional de apoio ao Sul Sudão. Este novo país, independente há menos de 6 meses, ocupa uma posição estratégica no centro de África. Possui recursos naturais muito importantes, incluindo petróleo. É um país em construção, sem infra-estruturas, sem administração pública, com enormes problemas de desenvolvimento, mas, ao mesmo tempo, com um potencial extraordinário. 

 

A Europa foi a grande ausente da conferência. O Reino Unido, que tem ambições na região, não tem deixado espaço para a UE. Esta é uma constatação importante.

 

Fora da UE, a Noruega e os EUA são os parceiros por excelência do Sul Sudão. Para além destes três doadores, a Turquia é o outro interveniente de peso. Esta é a segunda constatação importante. A Turquia pesa cada vez mais em certas regiões do globo. A liderança em Ankara tem como objectivo alargar ao máximo as áreas de influência da Turquia. Estão a consegui-lo.

 

 

Da Noruega, das secretas e dos grupos bizarros

Já está disponível on-line o meu texto desta semana na revista Visão: 

 

http://aeiou.visao.pt/terror-num-pais-modelo=f615254  

 

O meu trabalho insere-se num conjunto bem pensado de notas e informações, sob a responsabilidade do editor da secção internacional da revista, sobre a Noruega e os atentados da semana passada. As primeiras reacções ao meu texto são muito positivas.

 

Faço igualmente, na parte final, uma breve reflexão sobre aspectos lusitanos da questão.

 

O texto é um convite ao debate. 

 

 

 

Um dia tranquilo

Domingo calmo. Dia de escrita. A actualidade internacional continua focalizada nos atentados na Noruega e nas discussões orçamentais em Washington. As notícias vindas de Washington não são boas. Os Republicanos estão dispostos a tudo, para tornara reeleição de Obama impossível, no próximo ano. A política na capital americana está totalmente personalizada. Poucas ideias e muitas rasteiras.

Intranquilidades

O dia voltou a ser dominado pelos trágicos acontecimentos na Noruega. Entre outras coisas, para que não nos esqueçamos que as questões de segurança têm uma prioridade absoluta, mas não devem ser pretextos para nos fazer pôr de parte os ideais e os valores da democracia e da tolerância. 

 

Também hoje, o Expresso voltou a falar de fugas de dados nos serviços de informações de segurança de Portugal. É um assunto que precisa de ser investigado. Já o deveria ter sido, que para isso existem os serviços do Secretário-geral da Segurança Nacional. Só o fazer depois da peça sair num jornal dá a impressão que anda por aí muita gente a dormir na forma. O que não nos deixa tranquilos. 

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