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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Chissano e a CPLP

Desde os meus tempos de Moçambique, na primeira metade da década de oitenta, sempre considerei Joaquim Chissano como um homem inteligente e sem papas na língua.

 

Hoje, na entrevista que dá ao Expresso, volta a mostrar que vale a pena prestar atenção ao que ele diz. Instado a falar sobre o futuro da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o Antigo Presidente disse: ”Há quem veja na lusofonia uma maneira de perpetuar a nostalgia do império”.


Muitos irão achar que Chissano exagera. Que na realidade será contra Portugal e que esta afirmação resulta de pesadelos coloniais de que não conseguiu libertar-se. Seria um erro pensar assim, tentando diminuir uma posição que conta e que é, provavelmente, partilhada, embora nalguns casos subconscientemente, por outros líderes das antigas colónias.

 

Vejo muita verdade nessa opinião. Noto, com frequência, que vários dos que falam, em Lisboa, da lusofonia têm em mente a apologia de um passado que há muito que deixou de existir. Estão a tentar justificar uma ideia de grandeza que tem mais de lírico do que de real. A língua é importante não só quando é falado por milhões, mas sobretudo quando nos permite uma maior aproximação com os outros povos que, em certa medida, a partilham. A língua é um instrumento de comunicação. No caso da CPLP, o objectivo deve ser o de transformar o português num veículo de entendimento entre povos muito diversos, uns com raízes lusitanas, mesmo que míticas, outros com antepassados e valores bantus, e mais outros, como no caso do Brasil, com raízes complexas, misturadas, ou ainda, pensando em Timor-Leste, com os pés assentes numa variante da cultura malaia.

 

Conviria pensar nisto. 

Um estrategista no deserto do quotidiano

A minha rua está hoje deserta. A maior parte das famílias que são minhas vizinhas estão fora de Bruxelas, algumas mesmo fora do país. Nesta altura do ano, vive-se a um ritmo lento e despreocupado. Ninguém está interessado em discutir coisas muito sérias. Do lado nas instituições europeias, é o vazio completo. A Europa fechou para férias, durante quase duas semanas. O mesmo aconteceu com a NATO: a “guerra” foi suspensa até ao Ano Novo.

 

No meio de tudo isto, dei comigo a estudar as últimas reflexões vindas dos EUA sobre estratégia. E a lembrar-me, então, que a principal função de um estrategista é a de dar significado aos factos que observa. Mesmo quando se trata de ruas desertas.

 

Burrices com piada

Falei há pouco com a directora do Público sobre o pretenso "coordenador de um observatório" do PNUD. Disse-lhe que esta historieta era, desde o princípio, desde que apareceu no Expresso há oito dias, que foi quando soube dela pela primeira vez, absurda e inacreditável. E lamentei não ter tido tempo para tratar dela antes, por ter estado muito ocupado com outros afazeres, fora e longe do país. Mas se me tivessem perguntado logo na altura o que pensava sobre o assunto, ter-se-ia evitado o embaraço em que alguns órgãos da comunicação social se encontram actualmente.

 

Quem poderia ter acreditado que a ONU --ou o PNUD, mais especificamente -- decidira criar uma unidade especial para seguir a situação de Portugal e da Europa do Sul? Essa região está inteiramente fora das preocupações centrais do sistema onusiano. Ainda não somos uma ameaça para a paz e a segurança internacionais...Por muito burros que alguns jornalistas possam ser, claro...

 

 

Cérebros

A falta de inteligência é compensada, em muitos casos, com a certeza das opiniões emitidas. Quanto menos cérebro, mais opiniões definitivas. 

Ou estarei enganado? 

 

Pergunto, por que eu vivo de incertezas.

Preocupações

Andamos, muitos de nós, um bocadinho confusos. A confusão só acarreta mais desgraças.

 

Ainda hoje, um amigo meu, homem especialmente inteligente, arguto e com boa formação académica, à qual se somam muitos anos de de prática das leis, me dizia, sem hesitações, "...que tem razão a corrente das forças armadas que vai dizendo que é preciso intervir."

 

Quando pessoas como ele pensam assim, e acham natural que os militares tomem conta das coisas, temos que nos interrogar sobre o ponto a que o país chegou. E também sobre o que o futuro nos vai trazer. 

 

 

Convém pensar nestas coisas

Discutia esta tarde o tema central que é a crise grega.

 

Alguém me dizia que a situação está tão má que dificilmente poderá piorar. Respondi que não é assim. Infelizmente, a queda não tem limites. Num caso como este, existe o risco de ver entrar em colapso sectores importantes da economia: a produção de energia, por exemplo, por falta de dinheiro para as peças de substituição, os sobresselentes; ou os transportes públicos, por não haver dinheiro para o combustível; a saúde, sem meios para funcionar e prestar o mínimo de cuidados; e assim sucessivamente. 

 

Nestas situações, aprendi eu noutras terras, nunca se bate no fundo. Continuamos a perder recursos, a ver os serviços essenciais desaparecer e a miséria a agravar-se. É o caminho para a falência do Estado e da economia. Uma crise nacional.

 

 

O desafio é enorme

Na viagem para Stavanger, perdi o telemóvel no voo para Frankfurt. Estava já no autocarro de ligação ao terminal quando um homem de meia-idade começou a perguntar aos passageiros se o telefone era de algum deles. Era, sim, senhor!

 

No terminal, comi uma sandes e a rapariga que me serviu tentou enganar-me com o troco. Em vez de 10 euros, devolveu-me uma nota de 5, mais as moedas. Disse-lhe que estava errado. Esperta, pegou numa das moedas e trocou-a por outra. Tive que chamar a atenção para a falta.

 

Em ambos os casos, os incidentes aconteceram com gente vinda do Médio Oriente. A diferença de comportamento entre os dois foi no entanto clara. Ficaram os médio-orientais empatados na minha consideração de hoje.

 

Depois, falei com os colegas alemães que se juntaram à minha viagem. Estavam muito preocupados com as notícias mais recentes sobre a economia portuguesa. Nesta parte da Europa dizem todos que somos bem comportados mas que estamos a perder a batalha. Os mercados e os investidores tradicionais estão a fugir do nosso país. Já ninguém acredita que Portugal consiga superar a crise sem um programa de ajuda diferente.

 

Que pensa o governo?

 

E que opinam os nossos intelectuais, quando não estão a discutir as questiúnculas que os ocupam ou a dar as cacetadas do costume nos bombos habituais da festa política portuguesa?

 

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