Portugal é grande quando abre horizontes

01
Jan 09

Depois dos votos de bom ano, o primeiro dia de 2009  leva-nos, inevitavelmente, à crise na Palestina.

 
Após seis dias de bombardeamentos da Faixa de Gaza, e de muito sofrimento humano, as máquinas diplomáticas mantém-se emperradas e, por isso, incapazes, de tomar a iniciativa. Continuam a ser os militares e os falcões da guerra, quem fixa a agenda. Quando os diplomatas hesitam, os senhores das armas tomam a dianteira e os líderes fracos escondem-se por detrás de decisões bélicas, para fazer esquecer as suas incapacidades políticas.
 
Entretanto, os ministros dos negócios estrangeiros da União Europeia reuniram-se em Paris a 30 de Dezembro. A posição que aprovaram está teoricamente correcta. Exige um cessar-fogo imediato, uma ajuda humanitária sem entraves e um recomeço do processo político.
  
Mas falta a acção para além das palavras. Não se entende que perante uma crise grave, que exige acções imediatas, não se tenha despachado sem mais demoras o senhor Solana e mais um ou dois ministros para a região. Uma decisão deste tipo enviaria um sinal forte a Israel e ao Hamas,  bem como a outros protagonistas importantes na região. Seria apreciada pelo povo da Palestina e pelos Árabes, em geral. Significaria que a Europa leva a questão muito a sério e não se limita apenas a palavras sem consequências , que mais parecem escudos para esconder uma posição de preferência em relação a Israel.
 
Ficou, para além do comunicado dos ministros , a promessa de uma visita para a semana de uma delegação ministerial europeia. É uma decisão frouxa, que deixa espaço ao Presidente francês para se deslocar à região antes dessa visita e retirar uma vez mais todo o protagonismo a Bruxelas.
 
Para que serve então a máquina europeia de diplomacia que se construiu em Bruxelas à volta de Solana e na própria Comissão?
 
 
 

 

 

publicado por victorangelo às 20:53

28
Dez 08

Mais um dia dramático, na Faixa de Gaza. Apesar do apelo do Conselho de Segurança das Nações Unidas.  E das muitas vozes que se elevaram um pouco por toda a parte, a lembrar que não há uma solução militar para a Questão Palestiniana.

 

A situação actual, com o uso desproporcionado de força por parte de Israel, vai certamente levar a uma radicalização do lado palestiniano. A reacção israelita tem muito que ver com as próximas eleições gerais no país. É preciso mostrar aos eleitores que não se hesita. Que se tem a coragem de se ir para o fogo, desde que os mortes sejam na porta ao lado.

 

Mahmoud Abbas e a ala palestiniana moderada  vão sair ainda mais fracos desta crise. As acções extremas de Israel vão dar mais militantes ao Hamas, novos suicidas,  e a todo o tipo de terrorismos que proliferam na região do Médio Oriente e noutras áreas islâmicas que já estão hoje fora de controlo.

 

A Europa poderia desempenhar um papel fundamental de mediação na crise, mas não tem a coragem política que seria necessária, nem quer desagradar aos americanos. Javier Solana limitou-se a emitir um comunicado de algumas linhas, sem qualquer efeito prático. A Presidência da UE já entrou, entretanto, de férias, à espera da chegada dos Checos...

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:45

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