Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Uma oposição em falência

É óbvio que a oposição política ao governo de Portugal não sabe fazer oposição. E que isso contribui para enfraquecer a nossa democracia. Uma oposição medíocre deixa o governo à rédea solta. Com o tempo, perdemos todos.

Sobre um Estado forte

Advogo o reforço da autoridade do Estado. Acrescento, porém, que seria um erro confundir a ideia de um Estado forte com a promoção da burocracia. Sou contra a burocracia inútil e tentacular, omnipresente e burra. O excesso de regras e regulamentos, de actos administrativos absurdos, consome recursos, complica a vida dos cidadãos, favorece as práticas corruptas e desvia o Estado do seu papel estratégico que é o de criar as condições para que a criatividade e o progresso floresçam.

Sou a favor de um Estado eficaz naquilo que devem ser as suas funções estratégicas de ordenação e protecção da vida da nação bem como na defesa dos interesses colectivos na arena internacional. Um Estado capaz de proteger cada cidadão dos diabos que sempre existem, de promover a igualdade de oportunidades e de projectar uma imagem positiva daquilo que somos enquanto povo.

Não se trata de uma deriva autoritária. Nem a defesa de um regime centralizador. Antes pelo contrário, na minha concepção, o reforço do Estado passa pela descentralização da autoridade administrativa, pela transferência de competições para níveis próximos do quotidiano das pessoas, pelo reforço do poder autárquico e pela criação de espaço e poder para as organizações de cidadania, para a sociedade civil. Sem esquecer, claro, o empreendimento económico e empresarial.

Também sou contra a apropriação do poder do Estado por um partido político, por mais hábil que o seu grupo dirigente possa ser. A “mexicanização” da vida política, com um partido a ganhar sucessiva eleições, leva, sempre, à corrupção, ao nepotismo, às teias de familiares e amigos que passam a controlar vastas áreas da governação, ao descrédito da acção política. A alternância partidária faz parte do reforço do Estado. Quando a oposição anda anos e anos pelas ruas da amargura, à procura do tempo perdido, em nítido desnorte, fico profundamente preocupado. Apetece-me, então, gritar que sem partidos à altura não pode haver um Estado como deve ser.

 

O PM está a ganhar o apoio do meu gato

Hoje foi o meu gato quem começou a conversa. Normalmente, não é assim, eu falo e ele finge que ouve. Mas esta tarde, foi diferente. Fez-me saber que está a chegar à conclusão que é uma injustiça antidemocrática não deixarem os gatos votar nas legislativas.

Fiquei a olhar para ele, à espera do resto. Que veio de seguida, sem demoras. É que, tendo em conta a maneira hábil e progressiva como o governo está a responder a uma greve tão séria e por tempo indeterminado, como é a dos combustíveis, ele gostaria, em Outubro, de votar por António Costa. E faria campanha junto dos outros gatos, para que assim fosse.

Como é um gato esperto, primeiro promete, com prudência. Depois vê como evoluem os próximos dias. Se o governo continuar assim, o bicho acabará por confirmar a intenção. Se não conseguir chegar às urnas, pensa que muitos eleitores poderão fazer a mesma análise que ele. Isso dá-lhe algum consolo.

Entretanto, espero que os meus amigos do PSD continuem de férias e não tenham disposição, e maneira, de ler este meu blog de hoje. Incomodar os amigos durante Agosto, não se faz.

 

Quando a incompetência controla a política

Lembrei esta tarde ao meu amigo Mário que o número de funcionários públicos aumentou de 26 000, nestes anos da governação de António Costa.

Este aumento não é ficção, é um facto comprovado por dados provenientes da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP). Por isso, justificar a ineficiência e os atrasos que se verificam em certos serviços da administração pública com base na falta de pessoal não me parece correcto.

A verdade estará noutras razões. Um delas, e talvez a mais forte, terá que ver com a incompetência político-administrativa de quem exerce o poder. De qualquer modo, o governo não pode sacudir a água do capote. As ineficiências actuais não são órfãs. São, isso sim, filhas de uma fraca capacidade para dirigir o país.

A Espanha e as suas fraquezas

Não me parece razoável comparar a situação política espanhola que resultou das eleições de domingo com a portuguesa. Estamos perante duas realidades nacionais distintas. A espanhola é muito mais complexa, em virtude das autonomias e dos movimentos independentistas, sobretudo o catalão, mas também o basco. Há que saber manter vários tipos de equilíbrios políticos. Na verdade, a Espanha tem um xadrez político muito frágil. Ou, dito de outra maneira, é uma castelo de cartas.

Por tudo isso, compreendo a posição muito cautelosa de Pedro Sánchez e dos dirigentes do seu partido socialista.

Neste momento, penso ser fundamental que Sánchez não feche as pontes possíveis, quer à esquerda quer ao centro. Deverá, ainda, procurar conseguir uma vitória razoável, no final do mês, aquando das eleições europeias, autonómicas e municipais, que terão lugar em simultâneo.

Embora tudo seja urgente, não pode haver pressas.

As listas europeias: que palavra usar?

Patético. Esse é o adjectivo que me vem à mente, ao ver os nomes dos políticos que deverão encabeçar as listas ao Parlamento Europeu dos dois partidos do centro – o PS e o PSD. Ainda pensei em ridículo, como palavra-resumo. Ou, em medíocre. Mas, patético traduz melhor a minha apreciação. E a minha preocupação, não escondo, pois é grande o desassossego que me inquieta.

Cada uma dessas personalidades é uma escolha lamentável. Pior ainda, numa altura em que a União Europeia se defronta com desafios existenciais, quer na frente interna quer nas suas relações estratégicas com três dos seus grandes vizinhos – os Estados Unidos, a Rússia e o Norte de África/Sahel –, para mencionar apenas o que me parece particularmente importante, na área das relações exteriores. E também num momento em que Portugal precisaria de reflectir sobre os seu papel no futuro de uma UE mais forte e mais coesa.

Vazio de ideias.

Patético, sim. Confirmo.

 

Leviandades

O deputado é um insensato radical. Felizmente, a direcção do seu partido, o PS, veio pô-lo nos eixos. E o rapaz teve que dar o dito por não dito. E ele tem muito jeito para trocar os pés pelas mãos.

Para já, tudo bem.

Ou quase, pois esse radical do verbo continua a participar activamente e de modo regular em debates televisivos. Ou seja, tem uma plataforma adicional, para além da Assembleia da República. Quem o convida e lhe paga para que apareça todas as semanas num programa emitido por um canal de cabo, pratica uma política editorial com a qual não concordo.

Não há problema em dar tempo de antena a esse tipo de tresloucados políticos. Mas há, sim, quando isso é feito com o vedetismo que um programa semanal de debates lhes proporciona. 

Costa, Congresso e Caixa

António Costa fez um discurso de encerramento do Congresso do Partido Socialista mais equilibrado do que a maioria das intervenções dos principais dirigentes, feitas ao longo dos últimos três dias. Os outros oradores falavam para dentro do partido e não se privaram de mostrar as suas preferências por políticas mais próximas do simplismo extremado. Costa falava para fora. Tinha necessariamente que transmitir um conjunto de mensagens mais conciliatórias, nomeadamente em relação à Europa. Creio que o conseguiu.

Entretanto, talvez fosse útil repensar na imagem que a decisão de aumentar o número de administradores da Caixa Geral de Depósitos projecta. Passar de 14 membros do Conselho de Administração para 19, como agora foi decidido, é um erro de palmatória. A Caixa não tem uma dimensão que justifique tanta gente à sua frente. Só irão aumentar a confusão reinante na instituição, quando esta precisa de uma direcção clara, homogénea e mais competente. E por falar em competência, alguns dos novos nomes são de gente que já andou por estas andanças, no passado, e que deu provas de pouca objectividade profissional. Exactamente o contrário do que é preciso nesta fase.

O primeiro-ministro tem agora mais tempo livre para rever esta decisão. E tomar posição.

 

 

À volta do sucesso da COP21

O acordo sobre o clima, que foi aprovado este fim de tarde em Paris, constitui um importante passo em frente. Permite ter um quadro de referência oficial, que deverá guiar as acções de cada Estado no que respeita à luta contra as alterações climáticas. Assim, a atitude correcta consiste em reconhecer o valor desse acordo. Não deve haver aqui lugar para cinismos. Depois, tratar-se-á da sua implementação. Nem sempre será fácil, mas a existência de um ponto de partida globalmente aceite conta muito.

Curiosamente, o acordo foi concluído poucas horas antes da abertura das urnas em França. Amanhã terá lugar a segunda volta das eleições regionais francesas. O Presidente Hollande e os seus poderão retirar algum proveito do sucesso da conferência de Paris. É verdade que François Hollande se empenhou pessoalmente e várias vezes no processo negocial que levou a conferência a bom porto. No entanto, a sorte do partido de Hollande não será muito grande. Os dados foram lançados no domingo passado, na altura da primeira volta, e o Partido Socialista de François Hollande não terá amanhã grandes hipóteses. Mesmo se recuperar alguns votos por causa da projeção que a conferência deu aos seus dirigentes.

Também é um facto que as negociações colocaram Laurent Fabius, o ministro dos Negócios Estrangeiros da França e presidente dos trabalhos da COP21, numa posição muito forte. Se não tivesse a nacionalidade francesa, Fabius passaria agora a ser um candidato de muito peso ao posto de Secretário-Geral da ONU. Só que um cidadão dos Cinco Permanentes não pode ser eleito Secretário-Geral.

O que é a Esquerda?

Sejamos claros. Um partido que inscreve na sua lista de exigências negociais uma série de medidas programáticas absolutamente incomportáveis, do ponto de vista da capacidade da economia portuguesa de hoje, ou seja, um menu de medidas incompatíveis com a boa gestão do orçamento do Estado, só pode ser uma de duas: ou demagogo ou irresponsável. De esquerda, certamente não será, que a esquerda quere-se com os pés bem assentes na realidade.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

<meta name=

My title page contents

Links

https://victorfreebird.blogspot.com

google35f5d0d6dcc935c4.html

  • Verify a site
  • vistas largas
  • Vistas Largas

www.duniamundo.com

  • Consultoria Victor Angelo

https://victorangeloviews.blogspot.com

@vangelofreebird

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D