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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Somos todos iguais

Os Portugueses foram a votos. Uns escolheram de um lado, outros do outro e mais alguns, assim-assim. Houve mesmo um bom número que decidiu não se aproximar das urnas.


Tudo isto são escolhas. Em democracia, há que respeitar as preferências de cada cidadão. É deste modo que se chega a uma sociedade responsável e sazonada. Dizer que uns são burros e outros são clarividentes só mostra que ainda estamos longe de uma convivência tolerante. Os cidadãos são todos iguais, no dia do voto. E cada um decide como melhor lhe parece. E ganham todos, neste caso.


Isto independentemente das opções políticas que o leitor ou eu possamos ter. E também do julgamento que façamos sobre cada um dos programas partidários. Respeitar os outros não quer dizer que se está de acordo com cada um dos partidos. Mas a luta política não deve impedir que respeitemos cada um dos nossos concidadãos, com excepção, claro, daqueles que abusam da democracia e do poder e que violam as leis.

 

A minha campanha eleitoral

Neste tempo de campanhas políticas, convém que recordemos que o verdadeiro líder é o que sabe identificar quais são os desafios mais significativos que a nação confronta. Apesar do risco que existe, quando se reduz a lista dos problemas fundamentais a dois ou três de particular importância, parece-me essencial focar as atenções e ser claro quanto aos objectivos a atingir nessas áreas consideradas de maior prioridade.


Na minha opinião, Portugal enfrenta dois desafios muito significativos.


O primeiro diz respeito à pobreza e à fragilidade social de largos segmentos da nossa população. Combater a pobreza e atenuar a insegurança económica que define a vida de muitas famílias são imperativos de justiça social, de ética pública, bem como um requisito básico para assegurar um maior nível de coesão social e de cidadania responsável. Exigem um pacote de medidas que deverá ir muito além do serviço nacional de saúde – que é para muitos, sobretudo nos distritos de maior densidade populacional, uma frustração, uma concha vazia, que lhes possibilita ouvir o mar, em pano de fundo, mas não lhes permite beneficiar da força das ondas – e da assistência social. Tratar-se-á, isso sim, de um plano integrado que mostre resultados às famílias e lhes dê a possibilidade de acreditar que, em Portugal, vale a pena ter ambições e lutar por elas.


O segundo desafio tem que ver com a expansão, a diversificação e a modernização da economia portuguesa. Aqui, as linhas do futuro passam pela reorganização do sistema educativo, incluindo mais aplicação, mais disciplina, mais profissionalismo, e melhor formação profissional, e por outro lado, pelo fomento do investimento na economia, incluindo o investimento estrangeiro, a expansão da agricultura e da pecuária, a reorganização do sector das pescas – com uma incidência a sério na aquacultura.


O meu plano de campanha e de governo seria construído na base destes dois pilares.


Não sei se teria muitos votos. Teria, no entanto, posto o dedo na ferida. E é assim que os problemas começam a ser equacionados e, depois, resolvidos

Aprender sempre

Vi uma boa parte da primeira intervenção de Jeremy Corbyn em Westminster, como líder trabalhista, e pareceu-me muito bem. Pode não se estar de acordo com muitas das suas ideias, mas o estilo sério, ponderado e modesto inspira confiança e sabe a modernidade. As preocupações que levantou, nas Perguntas ao Primeiro-ministro, vieram directamente das pessoas, tratavam de assuntos reais e preocupantes, com as questões do acesso à habitação a preços controlados ou a falta de cuidados de saúde para os doentes mentais.

Deixem-se de lengalengas

Cheguei a Riga já depois do fim do famoso debate nas televisões portuguesas. Mas, pelo que tenho ouvido, parece que António Costa passou melhor este importante teste. E acrescento que assim não poderia deixar de ser. Jogava ao ataque, não tinha contas de governação recente para prestar e à sua frente estava um oponente que não percebe o impacto nefasto das lengalengas, das explicações intermináveis que nada esclarecem. As pessoas querem respostas directas e claras. É assim que se faz política nos dias de hoje. Grandes conversas não levam água a nenhum moinho, não convencem. Nem dão a impressão de sinceridade. Só servem para aumentar a desconfiança e os anticorpos.

 

Um pedido no Dia de Portugal

Mais um Dia de Portugal que passo no estrangeiro. Já nem sei quantos são, depois de mais de três décadas a andar pelo mundo. É isso ser emigrante – ao fim e ao cabo, é essa a minha condição na vida. A emigração é, aliás, uma das características definidoras de uma boa parte dos portugueses. Por isso, o dia de hoje é igualmente o Dia das Comunidades Portuguesas.

Enquanto português e membro das “comunidades no exterior”, é como se fosse um dia duplo, dois em um. Um dia em cheio, que para mais nos faz lembrar o Luís, aquele que andou também por várias partes do mundo. E que no fim do percurso voltou à Pátria, sem grandes meios mas rico de experiências e mais capaz de falar de outros mundos, de coisas de assombrar e de culturas diferentes.

Perante isto, transformar a lembrança do dia em conversa de partidos e de sectários não é aceitável. Dêem folga ao arremesso, caros senhores e senhoras da elite. Há muitos outros dias para falar daquilo que nos divide e antagoniza, para lançar pedras e atacar a torto e a direito o lado oposto.

Seria bom ficar acima do quotidiano rasteiro um dia por ano. Seria uma maneira nova de celebrar Portugal. Sei que não é fácil, mas aqui fica o pedido.

Manobras eleitorais

As eleições britânicas vieram confirmar várias tendências, sobre as quais deverei escrever no próximo texto a publicar na Visão. Para já, quero apenas lembrar que a estratégia eleitoral dos Conservadores foi concebida e dirigida por um especialista australiano, Lynton Crosby, a quem o partido de David Cameron pagou uma fortuna. Crosby aproveita-se das divisões internas que possam existir no partido adversário. Explora-as de um modo muito hábil, acentua-as, de modo a fazer crer ao eleitorado que esse partido é um saco de gatos assanhados que não se entendem e em quem não se pode confiar, ou, pelo menos, um partido com uma liderança fraca, incapaz de se impor e que por isso não tem garras para dirigir o país. O objectivo último consiste em desgastar e descredibilizar a imagem do líder oposto. É uma táctica que é jogada, em simultâneo, de modo aberto e de maneira subtil, para aumentar a credibilidade dos ataques. Pressupõe a existência de uma equipa que, na sombra, só trata disso.

 

Um vendedor de ar quente

Um optimista acaba por escrever, com mais ou menos frequência, sobre causas perdidas.

Não sei se Portugal é uma causa perdida. Mas a verdade é que procuro escrever pouco e espaçado sobre o nosso país. Mas hoje, volto à carga, o que fará de mim, talvez, um optimista arreigado ou, no pior dos casos, palerma.

Assim, depois de ver o que passa no meu bairro, aqui junto ao estádio do Belenenses, e noutras partes da cidade de Lisboa, onde a incompetência e o desleixo do município nos entram pelos olhos dentro, fico a pensar no que irá acontecer ao pobre do país, quando as eleições forem ganhas, como parece que poderá ser o caso, por quem tem mostrado provas tão evidentes de desinteresse pelas coisas públicas e pouca capacidade para discernir o que devem ser as prioridades de uma população. Sem contar com o pouco jeito para fazer funcionar as coisas.

Fico, mais ainda, que gostamos de eleger quem por aí anda a vender ar quente. Como tantas vezes tem acontecido.

 

Guterres com os olhos postos em Nova Iorque

Anda por aí gente a queixar-se de António Guterres, que não se define, que não diz se sim ou sopas, no que respeita às eleições presidenciais de 2016.

Mas a verdade é que Guterres está a jogar claro. Gostaria de ser o próximo Secretário-geral da ONU. Esta função é incomparavelmente mais interessante que a de Presidente da República portuguesa, mesmo escrevendo presidente com um P grande. Enquanto ele pensar que tem hipóteses, ao nível das Nações Unidas, não vai mostrar nenhum outro interesse que possa pôr em causa as suas chances. E, para já, Guterres tem algumas probabilidades a seu favor. É um nome possível.

Não haverá clareza em relação às candidaturas a Secretário-geral nos próximos tempos, excepto no caso de um acontecimento que desagrade profundamente a um dos cinco países permanentes do Conselho de Segurança e que tenha Guterres como protagonista. Ora, ele é prudente e sabe bem quais são as regras e contornos da corrida. Isto significa que Guterres não estará disponível, nem pouco mais ou menos, para ser candidato em Portugal. Mais ainda. É provável que nos próximos meses tenha um cuidado muito especial, uma espécie de afastamento, para que ninguém pense que ainda alimenta, lá no fundo do seu peito, alguma ambição relacionada com o início do ano de 2016 em Portugal.

 

 

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