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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A greve e o geral

A greve geral de amanhã tem lugar no momento em que a crise na Irlanda chama a atenção internacional para Portugal e Espanha. É uma daquelas coincidências que mais valia não terem acontecido. Saber que Portugal precisa de produzir e ver o país parado, em revolta profunda, não deve ajudar muito os que, por esse mundo fora, estariam dispostos a investir algum capital nestas bandas.

 

Por outro lado, certas empresas, já em grandes dificuldades, vão perder mais uns cobres com a paralisação. No caso da TAP, dizem-nos que a acção laboral vai trazer um prejuízo de 4 milhões. Não sei se este número não estará exagerado. Mas, que a greve vai agravar o défice da transportadora aérea, não tenho dúvidas. E depois, quem tapa mais este buraco? Os contribuintes, claro.

 

Compreendo, sem qualquer tipo de ambivalência, o mal-estar e descontentamento dos cidadãos. A crise da economia portuguesa e das finanças públicas empobrece, nalguns casos, de modo drástico, uma população já pobre à partida. Sempre me considerei do lado dos que trabalham e dos que lutam contra a pobreza. A minha história de vida assim o mostra.

 

Mas, a greve geral, serve para quê, exactamente? Cerca de 80% dos inquiridos por um jornal diário - o Público - pensa que a greve não vai contribuir para a melhoria das condições de vida dos portugueses. É verdade que não se trata de um inquérito científico. Mas, dá um resultado curioso.

 

 

Com pinças

 

Li o acordo entre o governo e o PSD sobre o Orçamento de Estado para 2011. É mais um desacordo que outra coisa.

 

O governo "é da opinião", diz o texto, assim mesmo, opinião, no que respeita às medidas anunciadas em Maio de 2010, "...que as implementou integralmente". O PSD, sobre o mesmo assunto, e cito o texto assinado por ambas as partes, "...exprimiu um entendimento diverso quanto à implementação das medidas do lado da despesa e fez uma avaliação muito crítica em relação à derrapagem muito significativa das contas públicas em 2010".

 

O resto tem um ou outro ponto concreto, sobre o IVA a 23%, e vários para serem estudados, mais tarde, provavelmente no dia de São Nunca. Tudo muito apressado, como para confirmar que este acordo é o que é, resultado de pressões externas aos dois signatários, um acordo em que se mexe com pinças e o nariz tapado.

 

Como é que se diz "du bout des lèvres", em terras lusas? Será, para Inglês ver?

Do snobismo e dos intelectuais

Três americanos em cada quatro consideram, nos dias de hoje, que o Presidente Obama é um snob intelectual. Mesmo aqueles que continuam a apoiar as suas políticas estão divididos sobre o assunto.

 

Esta é uma das questões de imagem que Obama terá que corrigir rapidamente.

 

Em Portugal, temos uma realidade bem diferente. Os dirigentes serão snobs. Duvido, no entanto, que sejam intelectuais.

Nevoeiros

Depois de 2270 km de estrada, só me falta ler algumas das chachadas da imprensa lusa, para ficar completamente fora de jogo.

 

Continua a haver muito fascínio na nossa imprensa e na nossa sociedade pelos senhores das grandes famílias e pelas gentes que enchem as colunas sociais. É próprio do bacoquismo aldeão que define o nosso nevoeiro político e mental.

 

 

A Europa e a África

No VII Congresso sobre Estudos Africanos, que acaba de decorrer no ISCTE, defendi com pormenor seis teses:

 

1.   A UE não considera as questões africanas como uma prioridade da política externa europeia

 

2.   A influência política da Europa em África é pouco relevante.

 

3.   A Europa não está apetrechada, do ponto de vista institucional, para fazer o seguimento das Cimeiras Europa – África. 

 

4.   A UE não tem uma estratégia coerente em relação `a cooperação Sul-Sul

 

5.   A reflexão estratégica sobre os cenários das próximas décadas, equacionando desafios e oportunidades, é insuficiente, no momento actual.

 

6.   A UE não compreende que as relações Europa – África do futuro terão dois sentidos, com ambas as partes em condições de beneficiar da parceria, como também não entende os riscos e as oportunidades da proximidade geopolítica com o continente africano.

 

 

 

Memórias, viagens e ataques

Um percurso ou uma viagem, que mais é uma vida?

 

Tony Blair acaba de publicar as suas memórias de homem público com muitas confissões privadas. De tudo o que o que escreve sobre a sua viagem pessoal, sobressai a personalidade de um político que pensa que o mundo deveria girar à sua volta, que não perdoa nem se autocritica, que está convencido que sempre teve razão. Mas o mais feio, são os ataques pessoais a um outro político, de quem foi muito amigo, companheiro de vitórias eleitorais,  e que agora atraiçoa. Talvez porque atacar os outros seja uma maneira de desviar as atenções das nossas insuficiências e erros.

 

Também, porque ajuda a vender papel. 

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