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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

No meio do fogo

 

Copyright V. Ângelo

 

Lá fui a Goz Beida, para tranquilizar a comunidade humanitária. Os rebeldes estão na zona, um ou outro campo de refugiados já foi visitado pelos homens armados. O governo organizou esta tarde uma ofensiva aérea, o que atrasou a minha partida de Goz Beida  -- não convém voar quando está a chover metal, metralha grossa, a cair de forma bem cerrada.

 

A aterragem ainda esteve para ser a  pique, para minimizar os riscos. Levantámos voo virando logo para Oeste, que a Leste está a fronteira, a Norte, a base aérea do governo e a Sul, a zona onde estavam a cair prendas do céu.

 

Mais um dia com uma certa agitação. Sobretudo, porque andar de avioneta onde os caças andam à procura de presa faz um bocadinho de comichão atrás das orelhas.

 

 

 

O mundo passa ali ao lado

 

Copyright V. Ângelo

 

Este bicho, apanhado ao acaso dos meus andares, passa a vida à janela, como qualquer senhora dos prazeres, no distrito vermelho de Amesterdão. Mas tem um modo de vida mais ingénuo. Mais ainda. Não é candidato às eleições europeias, embora pense que a abertura das fronteiras tornou a vida de cão que muitos de nós vivemos um pouco mais fácil. Quando se está farto de sofrer em Portugal, na miséria da nossa ignorância que se ignora, tenta-se recomeçar a vida noutros Luxemburgos, à trela dos interesses locais. É tudo uma questão de andar à procura do osso, que o bife está pelas horas da morte.  

Ambição de formiga

 

Conta-se nas terras secas que as formigas estavam cansadas de ver o seu formigueiro espezinhado, com regular frequência, por manadas de elefantes. É verdade que o formigueiro ficava muito à beira do trilho habitual dos elefantes.

 

Um dia, uma formiga mais ousada e expedita, certamente um bicho com cabeça, mas agindo à revelia das suas colegas, resolveu aproveitar a passagem da manada para subir por uma das pernas do elefante alfa. Tinha que chegar à orelha do líder do grupo e explicar-lhe, bem no ouvido, que certos líderes têm dificuldades em ouvir, que o caminho que esses grandalhões estavam a seguir era contra o interesse das formigas. Tudo seria uma questão de o aconselhar a desviar de rumo.

 

A vida é como é. Mesmo para uma formiga sem medo, caminhar ao longo de um elefante é um percurso longo e com riscos. Nesta lenda, conta-se que a dada altura o paquiderme resolveu, como acontece muito frequentemente, roçar-se contra uma árvore. É uma maneira de limpar a pele, matando os parasitas que todos os animais de porte atraem, e escovando a lama que entretanto, seca, se colara ao corpo. A lama faz parte da vida do bicho grande.

 

Segundo parece, a formiga foi apanhada entre o tronco da árvore, um pau duro como é usual encontrar nestas terras sem dó, e o lado esquerdo do elefante alfa. Quando este tipo de acidente tem como protagonista uma formiga, os pormenores do acontecimento não fazem parte da história.

 

O recado nunca chegou à orelha do líder. E as formigas continuam a reconstruir o seu formigueiro de tempos a tempos.

 

 

Copyright V.Ângelo

O cavalo da liberdade

 

Copyright V. Ângelo

 

No Dia da Liberdade, é importante dar asas à imaginação e montar o cavalo que nos faz sonhar. Portugal precisa de gente que tenha a coragem de pensar em novas conquistas. Gente sem medo, capaz de cavalgar para além de Alcochete e dos escândalos que nos consomem e nos distraem

Primavera sem políticos

 

 

 

 

 

 

 

Fotos Copyright V. Ângelo

 

Estas são imagens do meu bairro no Norte. Tiradas ontem, antes da viagem para África. Deixei a Primavera na Europa. Um tempo que faz bem à tranquilidade do espírito. A estação dos sonhos que se renovam. Os políticos precisam de voltar a aprender a ver a Primavera.

 

Hoje não há política

 

Copyright V. Ângelo

 

Em tempos de Páscoa, é bom esquecer a política. É que a política, tal como a praticamos nesta terra, precisa de pausas sanitárias, de vez em quando. Sobretudo quando o país está de dar em doido.

 

Pausa. Que viva o sonho das cores que alimentam a esperança.

O quadro da crise

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Este quadro, pintado há 25 anos pelo artista moçambicano Mankeu, e que faz parte da minha colecção pessoal, deveria ter sido exposto na sala de Londres onde o G20 se reuniu. Para que quem manda não se esqueça do sofrimento de quem só tem a pobreza como companhia.

Lisboa, lixo,Portugal, Freeport

 

Chego a Lisboa vindo do Norte da Europa, desvio-me por Benfica, para fugir ao engarrafamento da Segunda Circular, corto por ruas com lixo e pedaços de jornais a voar no vento forte do desleixo e incompetência da Câmara Municipal do senhor Costa, chego a casa a tempo de ver que o prato forte das notícias é o Portugal do Freeport, com engenhocas que sabem a alta corrupção, mas não há problema, diz-me depois quem conhece bem a justiça portuguesa, que mais Freeport menos Freeport, mais lixo menos lixo, tudo acabará como de costume, nas memórias esquecidas de uma classe que finge que é dirigente, e de um pequeno povo que passa os tempos livres nos Centros comerciais dos arredores da vida.

O corridinho português

 

Morrer ao sair dos Correios de Oeiras, no meio do mato que são os arredores de Lisboa, baleado por gangsters rafeiros à caça de meia dúzia de Euros, quando no Freeport ninguém é atingido, nem cai de vergonha, e quando nenhum professor é avaliado, nem tido nem achado, com o Isaltino da mesma Oeiras a dizer que não se reconhece no monstro que o Procurador pintou no tribunal, não será certamente por estar mais gordo, e sem ter a certeza de que haverá um dia um novo Provedor de Justiça que o ouça, caso necessite, que o que se passa com essa tachada só mostra a falta de diálogo e bom senso políticos, mas não haja pressas, que o escândalo do BPP, sem esquecer todos os outros, continua a navegar em águas cinzentas e nevoeiros intensos, que a falta de sentido de urgência também não nos permite avançar com os grandes projectos de obras públicas, com aquele Lino do deserto a ficar preso nas confusões dos aeroportos que não arrancam, e a senhora dos sociais-democratas a dizer que auto-estradas nos tempos de crise só nos fazem chegar mais depressa à bancarrota final, e as barragens servem apenas para que nos afoguemos no lodo da vida pantanosa que se reúne todos os dias na Assembleia da República, agora com mais brinquedos electrónicos, para distrair o pessoal que dormia nas bancadas, com tudo isto mais vale tomar um calmante, que cair doente num dos hospitais desta santa terra, agora com mais um santo Nuno a fazer negócio, é muito má ideia, e leva à vala ao lado da do senhor que caiu hoje à porta de um país que se perde todos os dias.

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