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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A Rússia e nós

https://docs.google.com/file/d/0B7Mx3TqxEDLpM3JiRktJRVdjNG8/edit

 

O link acima leva-nos ao texto que hoje publico na Visão sobre as relações da União Europeia com a Rússia.

 

Para facilitar a leitura, passo a citar esse meu escrito:

Um parceiro chamado Putin

Victor Ângelo

 

Nas vésperas do referendo sobre a integração da Crimeia na Rússia, seria fundamental que os dirigentes europeus se exprimissem de modo coerente, a partir de uma posição comum. O ideal seria que se pronunciassem a uma só voz, com o Presidente do Conselho Europeu, Van Rompuy, a falar em nome de todos. Mas isso implicaria uma Europa diferente, não a que temos agora com as instituições comunitárias reduzidas a um grau inédito de irrelevância.

 

Trata-se de reconhecer que estamos perante um momento particularmente crítico para a segurança e a credibilidade externas da UE. O bom relacionamento político com a Rússia, o grande vizinho da nossa comunidade de nações, é fundamental. Tem que ser construído com base na confiança mútua, na cooperação e no respeito pelos interesses das partes. Não pode assentar numa mera relação de forças, com cada lado a contar os canhões de que dispõe. Nem deve apoiar-se na prática do facto consumado, no partir da loiça primeiro, para depois se tentar colar os cacos. Dito isto, convém lembrar que a única linguagem que Vladimir Putin entende bem, em matéria de relações internacionais, é a da diplomacia musculada. Quero dizer, uma diplomacia sem ambiguidades, que não deixe espaço para divisões ao nível dos protagonistas europeus e que seja clara em matéria de objectivos e, ainda mais, em termos de consequências.

 

Putin pode ser um produto dos tempos da Guerra Fria, mas não ignora onde estão os interesses da Rússia de hoje. Terá certamente como inspiração a ideia de uma Rússia forte e influente na cena mundial, mas estará consciente que a prosperidade do seu país depende, em grande medida, do fortalecimento das relações comerciais com a UE. Sabe, mais ainda, que a sua continuação no poder, que é, em última instância, a ambição que o anima, tem mais que ver com o incremento do bem-estar e da segurança económica dos seus concidadãos do que com o nacionalismo arcaico que ainda alimenta o sonho de uma Grande Rússia.

 

Nesse contexto, e se a posição europeia se mantiver firme, Putin acabará por aceitar que a Crimeia pesa pouco, no grande jogo das relações com o Ocidente. A Crimeia não vale uma guerra, nem mesmo um conflito a frio. Putin precisa, no entanto, de receber certas garantias, que tenham a caução da UE e lhe permitam salvar a face perante os seus. Isto significa, primeiro, a certeza que o acordo relativo à base naval de Sebastopol continuará em vigor, nos termos actuais. Segundo, que Kiev respeitará a autonomia política e administrativa da península bem como um relacionamento especial com Moscovo. Terceiro, que a nova constituição ucraniana voltará a considerar o russo como uma das duas línguas oficiais do país.

 

Mas o que é uma posição firme? Apesar dos europeus terem perdido o hábito da firmeza de vistas largas e adquirido o gosto pela navegação costeira, em que cada país pensa apenas em si, sem ter uma visão de conjunto, a resposta é simples. Passa, primeiro, pela não-aceitação do referendo na Crimeia, nos moldes em que está previsto. Depois, por um acordo tripartido, entre europeus, russos e ucranianos, sobre o processo de transição política que Kiev deve seguir. Esse processo deverá ser acompanhado por um plano de recuperação económica e financeira, financiado conjuntamente pela UE, a Rússia e outros parceiros internacionais. Terá igualmente que incluir um acordo de revisão constitucional que proteja os direitos das diferentes comunidades linguísticas e salvaguarde a soberania da Ucrânia. Firmeza não significa ostracizar a Rússia. Nem apoiar uns contra os outros. Requer, isso sim, visão, equilíbrio, bom senso e imaginação.  

 

 

 

 

 

Sobre a Ucrânia

Na Visão que ontem foi posta à venda escrevo sobre a grave e complexa crise ucraniana. A Ucrânia é hoje uma zona de confrontação de interesses. A UE tem que ter uma estratégia muito bem pensada. Não pode tratar dos acontecimentos e da questão sem ter em conta as mais variadas dimensões da mesma, que vão dos direitos humanos e da liberdade das pessoas à necessidade de diálogo e de equilíbrio entre as partes em conflito, até aos aspectos geoestratégicos. A tendência habitual para lidar com estes problemas de forma esquemática e simplista poderá acarretar consequências inesperadas e muito sérias, inclusive para os interesses da UE. Por outro lado, enveredar por uma política de confrontação aberta com a Rússia exigiria uma unidade de objectivos e intenções, por parte dos europeus, que me parece, neste caso, como em muitos outros, muito difícil de conseguir. A dependência da Rússia em termos de gás, que é total para alguns Estados membros da UE, coloca-os numa posição de grande prudência e dá-lhes muito pouca capacidade de manobra. A Letónia, por exemplo, depende do gás russo. No outro extremo, a Espanha ou Portugal, não. Mas mesmo estes não têm qualquer interesse numa política de hostilidade aberta com Moscovo.

 

O texto pode ser lido através do seguinte link:

 

http://tinyurl.com/p6ahuc8

 

Para quem o quiser ler nesta página do blog, passo a transcrever o que escrevi:

 

 

Ucrânia: a difícil política do bom senso

Victor Ângelo

 

 

A crise ucraniana não se compadece com análises a preto e branco. Nem com a diplomacia do megafone praticada por exemplo por Van Rompuy este fim-de-semana, em Varsóvia, ao atacar abertamente as autoridades de Kiev. É uma situação complexa, com profundas implicações internas, numa Ucrânia à beira da falência económica, e politicamente fracturada. Por outro lado, na frente externa, a crise tem contornos geopolíticos sensíveis, em virtude das ambições russas para a região e dos ressentimentos de certos Estados da UE. Estamos, além disso, perante um processo volátil e cheio de perigos. As opções têm que ser abordadas com uma boa dose de ponderação.

 

Nos últimos dias, as comunidades ucranianas residentes no estrangeiro, incluindo em Portugal, intensificaram a pressão para que as instituições europeias tomem uma posição inequívoca. Querem que se faça uma espécie de ultimato ao Presidente Viktor Yanukovich, com ameaças e tudo. Mas a verdade é que a nossa parte da Europa não tem uma posição comum sobre a Ucrânia. Quando a proposta de sanções foi debatida, ficou claro que não havia o consenso necessário para a aprovar. No essencial, as preocupações dos que contam na UE passam por evitar um agravamento da violência, pela promoção do diálogo entre as partes e a preocupação de não hostilizar a Rússia de modo aberto. A Alemanha, nomeadamente, não se esquece que o mercado europeu absorve 47% das exportações russas e que esse país é o terceiro maior parceiro comercial da UE, após os EUA e a China. O comércio pesa, quando se tomam decisões geoestratégicas. Ainda pesa mais, numa altura de incertezas económicas. E é determinante para alguns, para os que estão criticamente dependentes do gás russo, como é o caso dos Estados Bálticos, da República Checa, da Eslováquia, da Hungria e da Bulgária. Saber que em 2013 a Noruega se tornou o principal fornecedor de gás do conjunto da UE não é consolação suficiente. Para estes países, é a Rússia que conta.

 

A nossa resposta tem que resultar de um equilíbrio entre o realismo e os princípios. Primeiro, convém ter presente que a geografia continua a ser um dos pilares das relações internacionais. A Ucrânia está onde está, na convergência de duas placas tectónicas de interesses. Na Europa que queremos construir, a confrontação entre interesses opostos tem que ser resolvida por meios pacíficos, através da convergência e da vantagem mútua. Pensar, como alguns pensam, que a “guerra” que se perdeu na Geórgia em 2008 pode ser agora vingada na Ucrânia, é um erro primário. A política do “ajustar contas” não deve ser a linha de inspiração das relações com a Rússia. Ninguém me pode exigir que goste do meu vizinho. Mas terei toda a vantagem em entender-me com ele, para além dos gostos e dos desgostos recíprocos.

 

Quanto aos princípios, as regras são claras. Há que respeitar os direitos humanos, a liberdade e as diversas expressões da cidadania, tratar do mal-estar social e político por meio de negociações e entendimentos. A rua, incluindo a Praça Maidan em Kiev, deve ser utilizada, sem violência e destruição de bens nem cega repressão das multidões, para forçar o diálogo e o bom funcionamento das instituições. Estas são as mensagens que os amigos da Ucrânia devem enviar a Yanukovich e aos líderes das oposições. Sem ambiguidades. O resto está nas mãos do povo ucraniano. Eles, melhor do que ninguém, saberão encontrar a solução que melhor se adequará às suas circunstâncias. Sem manobras nem interferência vindas de fora, nem do Norte nem do Ocidente. A não ingerência é outro princípio que convém ter sempre presente.

 

 

 

República Centro-Africana

O meu texto desta semana na Visão comenta a situação política e humanitária na RCA (República Centro-Africana). Pode ser lido através do seguinte linK:

 

http://tinyurl.com/mlfbo3c

 

Também pode ser lido aqui, numa transcrição do manuscrito:

Andar às aranhas na RCA

Victor Ângelo

 

 

Em 1985, quando fui nomeado pela primeira vez para a República Centro-africana (RCA), andei às aranhas em Maputo, a minha base na altura, à procura de um atlas que me permitisse localizar o país.

 

Dir-se-ia que a comunidade internacional se encontra hoje numa confusão semelhante, perante o desastre político e a violência que estão a destruir a RCA. Trata-se, porém, de uma falta de clareza deliberada. Há, ao nível de quem define a agenda internacional, uma intenção clara de passar ao lado da crise centro-africana. Estamos perante um novo tipo de cinismo nas relações internacionais. Até há pouco, os líderes dos países poderosos começavam a mexer-se quando as imagens das cadeias globais de televisão traziam a desgraça de milhares de pessoas até às salas de jantar dos seus concidadãos. Era o chamado “efeito CNN”. Agora, apesar das cenas de sofrimento e de brutalidade que nos chegam de Bangui graças à BBC, CNN, Al-Jazeera e aos jornais franceses, entrámos num novo patamar de indiferença. Aqueles mesmos líderes deixaram de reagir. O “efeito CNN” perdeu o impacto. O exemplo mais recente foi o dos EUA. A embaixadora norte-americana junto da ONU visitou a RCA em Dezembro. Viu o drama e concluiu que um engajamento militar da ONU teria custos financeiros elevados, numa altura em que já estão em curso várias operações de manutenção de paz. Em vez de recomendar que talvez fosse mais apropriado reduzir os custos das missões de paz na Libéria, na Costa do Marfim e mesmo no Haiti, operações que estão obviamente sobredimensionadas face aos desafios actuais, a embaixadora aconselhou Washington a permanecer afastado da RCA.

A mesma indiferença tem norteado a posição assumida pela UE.

 

Assim, a resposta humanitária tem sido insignificante. De tal maneira que a organização Médecins Sans Frontières se viu obrigada a escrever uma carta aberta, criticando a falta de iniciativa e a timidez das Nações Unidas. Podiam ter igualmente criticado a UE, por motivos similares. Para além da incoerência da accão humanitária, a comunidade internacional não tem querido responder à questão mais imediata do restabelecimento da segurança interna. A França, que sempre manteve uma relação especial com a RCA, tomou a iniciativa de enviar uma força expedicionária de 1600 militares. Esse destacamento revelou-se, desde o início, insuficiente para responder às necessidades de segurança da capital, para já não falar no resto do país, que tem uma área equivalente a sete vezes a superfície de Portugal. O esforço francês deveria ter sido suplementado com uma presença da União Africana de 6000 homens. Por falta de meios, a UA tem apenas 3500 elementos no terreno.

 

Tem-se falado, nos últimos dias, de uma força da UE composta de 300 a 500 soldados. Os ministros europeus dos negócios estrangeiros vão reunir-se a 20 de janeiro para tomar uma decisão sobre o assunto. Mas essa força, se algum dia chegar ao terreno, poderá ter apenas como missão proteger o aeroporto, o que é pouco mais que nada.

 

Quando voltei a ter responsabilidades directas na RCA e na região, o que aconteceu até 2010, o então presidente François Bozizé dizia-me com frequência que não precisava de soldados estrangeiros. Queria, isso sim, que ajudassem o seu país a consolidar as instituições nacionais de segurança. Acrescentava que não é com militares que se mantém a ordem pública, que é neste momento, uma vez mais, o grande problema da RCA. É preciso uma forte componente de polícia e de gendarmaria. As forças vindas de fora só poderiam obter resultados se servissem de apoio de retaguarda às estruturas de segurança interna. Parece-me pertinente relembrar essas palavras nas vésperas da reunião de 20 de janeiro.

De novo sobre o Mali

Eis, na íntegra, o texto que publiquei na Visão (revista impressa) de 8 de Maio, sobre a situação no Mali e as respostas da Europa e de outros:

 

 

Mali exemplar

Victor Ângelo

 

 

 

É um país fascinante, graças à sua geografia e cultura. Na encruzilhada dos caminhos que entrelaçam a África Negra e a mestiçagem do Sahel, a história moldou o Mali como um território de tradições ancestrais, de encontro de civilizações e de tolerância. Tombuctu, a cidade símbolo de um Islão humanista e culto, faz parte do património e do imaginário mundial. Mas, nas últimas décadas, a má governação, o colapso do Estado, a pobreza crónica e a desertificação progressiva empurraram uma boa parte dos melhores para a emigração e outros para uma mistura explosiva de miséria, medos, extremismos e criminalidade organizada. A polarização étnica passou a ser, para os que ficaram, o único ponto de ancoragem seguro. O país fragmentou-se. E, como se sabe, uma nação profundamente dividida caminha a passos largos para a catástrofe social e política.


A queda de Kadhafi contribui para que a catástrofe anunciada se tornasse real. O ditador de Trípoli oferecera emprego a muitos vindos do Mali e arredores, numa chamada “Legião Africana” e, mais tarde, como parte da sua guarda pretoriana. O fim do regime levou à debandada desses legionários, que regressaram às suas terras de origem, com armas e bagagens. Vários de entre eles eram Tuaregues do Norte do Mali. Em Março de 2012 ocuparam o território que consideram ancestral, sob a bandeira do Movimento Nacional para a Libertação de Azawad, e declaram-se “independentes”. Pouco a pouco, as facções ligadas aos grupos religiosos fanáticos foram ganhando o controlo. Em Janeiro deste ano, uma aliança de islamitas radicais e de Tuaregues aventureiros tentou penetrar na parte sul do país, uma zona étnica e culturalmente negro-africana, distinta da metade norte arabizada e mestiça. Foi o pisar de um risco de alerta, que levou, em meados de Janeiro, à intervenção francesa. E ao destacamento de tropas africanas, entre as quais, as mais efectivas de todo o Sahel, as do Chade.


Seguiu-se, duas semanas depois, uma conferência de doadores. Do dinheiro prometido apenas cerca de um quarto foi, para já, disponibilizado. Uma proporção significativa desses fundos deveria financiar a ajuda humanitária, indispensável para a sobrevivência dos deslocados internos e dos 180 000 refugiados em países vizinhos. As ONGs informam-nos, agora, que mais de 4 milhões de malianos estão à beira da penúria alimentar. Em breve, a 15 de Maio, haverá uma nova reunião de doadores, desta vez sob a égide da Comissão Europeia. Receio que sejam feitas novas promessas e que se continue a alimentar a ilusão que eleições presidenciais e legislativas são possíveis em Julho. Ora, as prioridades são claras: responder à urgência humanitária, promover a reconciliação e a unidade nacional, pôr a funcionar a administração civil e avançar com a reforma do sector da segurança. Sobre este último ponto, diga-se que a missão da UE no terreno, que deve apoiar a refundação das forças armadas do Mali, não pode fingir que vale a pena treinar soldados que não serão pagos. E que não possuem equipamento e logística, nem chefes à altura.


Entretanto o Conselho de Segurança da ONU acaba de aprovar o envio de uma força de paz para o Mali. Trata-se de 11 400 militares, mais 1 440 polícias e um milhar ou mais de funcionários civis. Parece-me, à primeira vista, um exagero. Sobretudo se se tiver presente que haverá, para mais, uma presença de tropas especiais francesas. E que os terroristas que restam serão, no máximo, umas centenas. Sem contar que a vocação dos capacetes azuis não é a de combater o terrorismo. Mas, quem aprendeu a manejar um martelo tem dificuldade em pensar noutros instrumentos. O caso do Mali lembra-nos isso!

 

 

Primaveras, boas ou más?

Estou a pensar no meu próximo texto – esta semana – para a Visão.

 

Vou tentar fazer um balanço rápido das Primaveras Árabes.

 

E a questões que se põem são as seguintes. Primeiro, que papel pode a Europa desempenhar nesses diferentes processos de transformação política? Segundo, devemos ser optimistas ou pessimistas em relação ao que se está a passar no mundo árabe?

 

Se conseguir dar alguma resposta a estas duas interrogações penso que terei contribuído para o debate que não pode deixar de ser feito. 

Para uma nova parceria entre a Europa e a África

Dois dias de discussão sobre o futuro da relação entre a Europa e a África, sob o patrocínio de várias entidades, incluindo o Instituto Marquês de Vale Flor, a Cooperação portuguesa e o Centro de Estudos Africanos do ISCTE, trouxeram a Lisboa uma série de especialistas europeus e africanos de grande qualidade e interesse.

 

A minha intervenção teve o título: Europa-África: Da indiferença para a interdependência.

 

A tese fundamental que defendi é que a Europa de agora não vê a África como um parceiro que interesse, nem entende os riscos e as oportunidades que existem naquele continente. E faço, em seguida, um certo número de propostas para que se possa estabelecer uma nova parceria, entre iguais.

  

A minha comunicação será posta em linha neste blog, logo que possível

A Quarta Tese sobre a Segurança Nacional

4.            A cooperação e as parcerias internacionais de segurança são indispensáveis para o reforço da nossa segurança nacional.

 

Estudos demonstram que a participação em missões de paz, quer no quadro na ONU quer da NATO, foi – e continua a ser - benéfica para a modernização, o aumento da eficácia e a motivação das forças armadas e de segurança portuguesas. Veja-se, a esse propósito, o trabalho dirigido por Adriano Moreira e coordenado por Carlos Branco, Francisco Proença Garcia e Carlos Santos Pereira, “Portugal e as Operações de Paz. Uma Visão Multidimensional”, publicado pela Fundação Mário Soares em 2010. 

 

Deve ainda ter-se em conta que algumas destas missões são inteiramente reembolsadas pela organização internacional que as patrocina, como é o caso nomeadamente das operações da ONU.

 

Por outro lado, a filiação internacional de Portugal e a sua inclusão na UE, na NATO e nas Nações Unidas acarretam a obrigação de um certo nível de preparação e apetrechamento, participação e responsabilidade internacionais. Para além da obrigação, o prestígio e a imagem do nosso país estão igualmente em causa. Participar aumenta a credibilidade de Portugal.

 

O Conceito Estratégico tem que reservar uma parte importante das suas orientações para este tipo de compromissos internacionais. 

 

Deve, igualmente, definir as parcerias bilaterais prioritárias. Esta é uma área que precisa de ser aprofundada. Na minha opinião, uma dessas parcerias passa por um posicionamento diferente em relação à Espanha. Sei que a relação de defesa com a Espanha é um assunto complexo. Terá, no entanto, que fazer parte do debate. 

Síria: as minhas propostas

Está disponível on line o meu texto sobre a Síria, publicado na edição impressa da Visão desta semana:

http://visao.sapo.pt/propostas-para-o-xadrez-sirio=f677316

 

O número de comentários, no primeiro dia de disponibilidade, mostram que o tema não é pacífico. Quem teria dúvidas?

Para onde vai o nosso dinheiro

Numa discussão sobre o futuro do Afeganistão, ficou claro que as duas principais preocupações da população desse país são, primeiro, como seria de esperar, a segurança, e depois, surpresa, o combate à corrupção. Os dirigentes do Afeganistão têm a reputação - e o proveito - de ser profundamente corruptos.

 

Com a União Europeia a dar uma ajuda anual de mil milhões de euros ao governo de Karzai, penso que esta preocupação também deveria ser partilhada pelos europeus. 

Cegueira estratégica

A Europa não parece entender o que se está a desenrolar no Sahel e na África Ocidental, em geral.

 

O meu texto na Visão de hoje aborda essa questão.

 

Está disponível no sítio:

 

http://visao.sapo.pt/um-paquistao-ao-pe-da-porta=f659537

 

Boa leitura.

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