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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Um mundo complexo e perigoso

Observamos o que se passa à nossa volta. E sabemos ler os indicadores e as tendências. Ficamos alarmados. Os desafios que estão à nossa frente são enormes e complexos, essa é a conclusão que podemos tirar. Depois, procuramos determinar quem domina a formatação da opinião pública e constatamos que não falam destas coisas. Nem na imprensa nem nas televisões. Nem sabemos se têm consciência das transformações em curso e do seu impacto, agora e no futuro.

Perante esta constação, que responsabilidade devemos assumir?

 

Uma década de grande complexidade

A década em curso tem sido rica em acontecimentos com implicações políticas profundas. Tenho andado a tratar desses assuntos e a tentar perceber as várias dimensões do impacto que estão a ter e continuarão a exercer no futuro.

Amanhã falarei sobre isso, na Secção dos Assuntos Internacionais da Sociedade de Geografia.

Para já, deixo aqui a minha lista dos acontecimentos marcantes da década. Sei que o leitor poderá elaborar uma outra lista. Isso só enriquece o debate. Mas, de momento, fica a minha “fotografia” da década.

2011 – Crise na Líbia

2014 – Crise na Ucrânia e conflito com a Rússia

2015 – Imigração em massa para a EU

2015 – Atentados terroristas na Europa

2016 – Tentativa de golpe militar (talvez…) na Turquia

2017 – A presidência de Donald Trump

2017 – Consagração do poder absoluto de Xi Jinping e projecção na Nova Rota da Seda

2018 – Conflitos comerciais e movimentos anti-globalistas

2019 – Cidadãos pelo clima e o movimento de Greta Thunberg

2019 – Facebook anuncia o lançamento da Libra (28/06/2019) em parceria com 26 empresas e entidades

2019 – Ai-da, o robô artista, inaugura a sua primeira exposição de pintura e escultura em Oxford (Inteligência Artificial)

Tudo isto mostra uma aceleração de factos determinantes e assinala as mudanças que estão em curso.

 

Donald Trump e Kim Jong-Un

No meu entender, seria errado ver o encontro entre o Presidente dos Estados Unidos e o Líder da Coreia do Norte através do prisma do cinismo. Haverá quem o faça, é óbvio. Eu, não.

Numa altura de grandes tensões internacionais, olhar para o que se passou hoje na Zona Desmilitarizada e não ver nada de promissor no acontecimento, não me parece adequado. Não é uma questão de se ser, ou não, ingénuo. Temos na Península da Coreia uma das situações mais explosivas, de entre as que se observam em vários pontos do mapa-múndi. A resolução desse conflito não se fará por vias tradicionais, tendo em conta as personalidades dos actores principais e a complexidade da questão.

Encontros como o de hoje podem ajudar imenso. Sobretudo tendo presente a maneira de fazer política de Donald Trump e de Kim Jong-Un. Neste tipo de crises, tudo depende deles, da seu orgulho e empenho pessoal. A imagem conta enormemente.

Não será todos os dias que o direi, mas hoje o Presidente dos Estados Unidos surpreendeu pela positiva.

 

Umas notas sobre o G20 de Osaka

A minha apreciação da cimeira do G20, que acaba de ter lugar em Osaka, é positiva. Mesmo tendo presente que os Estados Unidos não aprovaram a parte do comunicado final que se referia às alterações climáticas. Em nota de pé de página, disseram, e isso já não é nada mau, que têm em conta, na sociedade americana, as questões do carbono e da poluição, acrescentando ainda que o país se preocupa com a qualidade do ambiente nas suas cidades. A verdade é que os municípios têm uma grande autonomia, nessa e noutras matérias.

É bom que os líderes se encontrem. O contacto pessoal facilita o diálogo. E o diálogo é a única via para a resolução pacífica dos conflitos de interesse.

Também é verdade que estamos numa situação internacional muito tensa e perigosa. Pelo que sei, os principais líderes reconheceram a complexidade da situação. Deram um grande enfoque às questões do comércio e da economia. Esses temas são como um paravento. Sabem que há outros por detrás, de ordem estratégica e securitária, que têm igualmente que ser tratados. Com urgência, acrescentaria.

Os encontros desta natureza permitem igualmente uma série de discussões bilaterais bem como várias conversas informais. Essas são duas das grandes vantagens das cimeiras. Osaka foi fértil nessa área. Veremos se o clima internacional reflecte, nos próximos tempos, algum desanuviamento.

As Nações Unidas estiveram representadas pelo Secretário-Geral, como já é costume. Mas os líderes não dão espaço à organização. Essa é uma preocupação que tem que ser posta em cima da mesa da opinião pública internacional.

Os Estados Unidos e a China

O que está a acontecer entre os Estados Unidos e a China marca um ponto de viragem no sistema das relações internacionais. É o início de uma outra época histórica.

Muitas lições estão a ser tiradas deste conflito. O impacto far-se-á sentir em vários domínios, não apenas no comercial ou bolsista. O paradigma estratégico está a mudar. Profundamente.

Do lado chinês, as decisões americanas não serão esquecidas, mesmo se mais tarde houver um entendimento bilateral na área do comércio.

Do lado americano, cabe aos cidadãos e ao Congresso decidir como responder às decisões tomadas pelo Presidente.

Espero que do lado europeu também se reflicta sobre o que tudo isto significa e se tenha em conta o princípio que hoje o fogo está na casa do vizinho, mas amanhã poderá chegar à nossa.

Mata e esfola

Donald Trump, ao nomear John Bolton como Conselheiro de Segurança Nacional, abre um novo capítulo na via da política de confrontação internacional que resolveu seguir como opção. John Bolton é um extremista de ideias simples, que vê as transacções dos EUA com o resto do mundo como uma relação de forças. O que conta, nessa óptica, é a imposição da vontade americana, e dos seus interesses, a todo o custo, por todos os meios, incluindo os militares. Ao assumir a nova função, que é de sobremaneira importante, Bolton vai poder dizer, com a brutalidade que define a sua maneira de ver o mundo, “esfola”, “esfola”, quando o Presidente disser “mata”.

Temos assim um par ideal para criar um catástrofe internacional de grandes proporções.

Existem, é evidente, razões de sobeja para que fiquemos preocupados.

Com todos os problemas legais e políticos, de política interna e da justiça americana, que Donald Trump tem pela frente, há que esperar por tudo. Por exemplo, por uma distracção guerreira, um bang aqui, acolá, no Irão ou na Coreia do Norte, possivelmente ainda noutro sítio, algo a sério, que desvie as atenções e que caiba dentro da estupidez internacional que prima cada vez mais na Casa Branca.

Uma dupla preocupante

Ontem o mundo teve oportunidade de ouvir duas declarações preocupantes.

Por um lado, tivemos Vladimir Putin a discursar sobre os novos tipos de armamentos que a Rússia diz ter desenvolvido. Falou, nomeadamente, de mísseis nucleares. E mostrou-se muito beligerante, sempre a pôr o acento na força militar, como meio de ganhar espaço geopolítico e credibilidade na cena internacional. A conversa não era bluff. É para levar a sério.

Do outro lado do mundo, mas tão perto dos nossos interesses como Putin, falou Donald Trump. Também ele usou um tom conflituoso, ofensivo e provocador. Abriu as portas a um outro tipo de crise, à espiral das disputas comerciais. Num mundo que está hoje mais globalizado que nunca, um discurso desse tipo é muito perigoso. Para todos, incluindo para os concidadãos de Trump.

O mês de março começou assim com muita violência. Marcadamente, pela negativa. Quem analisa as relações internacionais não pode deixar de sublinhar que este tipo de declarações não têm nada de positivo nem de encorajante. Antes pelo contrário. E lembram-nos que é a jogar com o fogo que muitos incêndios começam.

Uma política prudente e firme

Tratar o relacionamento estratégico da UE com os EUA com base numa situação política acidental e excepcional, ou de um modo contabilístico, com cifrões de um lado e do outro, seria um erro. Como também não é prudente nem acertado abordar de modo superficial e mediático as divergências políticas que agora surjam.

Ser firme e razoável é saber dizer que não, quando necessário, mas sem ruídos inúteis, e explicar bem a posição que nos parece mais acertada. A defesa dos nossos valores e interesses não se resolve por meio de polémicas que apenas servem para alimentar os títulos e as letras gordas da comunicação social. Ou, para a selfie do momento.

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