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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Tempos incertos

A crise actual ensinou-nos que no mundo de hoje já não há certezas. Tudo pode acontecer. Nada e' de excluir. Os desafios 'a imaginação não cessam.

 

Bancos que ontem eram pilares da economia e exemplos de sabedoria económica e financeira, hoje aparecem como ninhos de incompetentes e de pulhas, empresas que eram de bandeira, fecham agora as portas, Islândias que ocupavam o primeiro lugar no Índice do Desenvolvimento Humano passaram a estar 'a procura de um sentido de vida, o que valia há meia dúzia de tempos desaparece no momento de agora.

 

Creio que só o governo e os partidos portugueses têm verdades imutáveis. A conversa do  passado continua com as mesmas palavras nos tempos de hoje. Não há mudanças, as querelas persistem como sempre o foram, as soluções propostas são as mesmas que nunca fizeram sentido, nada de novo, camaradas e companheiros, senhoras e senhores, até porque afinal nada mudou na classe política que nos dirige.

 

É talvez a altura de declarar a independência total de Portugal em relação ao mundo que nos rodeia. Que a festa comece a ser preparada, meus senhores!

 

 

Killer instincts at 04:21 am

Hoje o dia começou mal.

 

Na noite passada tinha ido para a cama tarde, cansado e apenas com uma ideia na cabeça: tentar dormir profundamente, mesmo que fosse apenas por umas cinco ou seis horas. De repente, no meio da noite, reparei depois que eram 04:21 da madrugada, entrou-me um som estridente pelos ouvidos, como uma agulha fina a atravessar-me os tímpanos, o cérebro, o sono, o cansaço, a necessidade de repouso.

 

Levantei-me da cama com toda a fúria que possam imaginar, procurei o autor da flecha sonora por toda a parte, com os olhos que tinha injectados de sangue, não o vermelho da fadiga, mas sim do instinto assassino que me animava, e acabei por descobrir a criatura debaixo da mesa de cabeceira, a tentar disfarçar a sua cor preta contra os ladrilhos do solo.

 

Matei-a logo ali, sem qualquer tipo de hesitação. Depois, foi por água abaixo, na sanita, não por que tivesse a preocupação da esconder e fazer desaparecer o cadáver. Foi parte do meu instinto, completar a morte, por um ponto final num acto de destruição. Um completar da vingança.

 

E' verdade que nesta altura do ano N'Djamena esta' infestada de grilos. Aparecem por toda a parte, 'a noite, nas casas, na roupa, nos cantos mais incómodos. E fazem um barulho ensurdecedor. Creio que só os sapos são mais numerosos. Mas os sapos são como certos políticos, só comem o que lhes aparece pela frente, mas não dizem nada, não se fazem ouvir. Ou será melhor fazer a comparação com certos deputados da Assembleia da República?

 

Também e' verdade que o som agudo e contínuo de um grilo africano, não tem comparação, mesmo quando rompe o silêncio do nosso meio da noite, com o que aconteceu 'aquele pobre diabo da história da metamorfose, que ele sim, quando acordou, se encontrou transformado num insecto.

 

Mas, compreendam, quando se anda cansado, a pregar no deserto, entre rebeldes e bandidos armados, e farto de tantas violações dos direitos mais primários das pessoas, ser acordado por um grilo na madrugada das muitas frustrações faz-nos perder o sentido das proporções.

 

E a pobre criatura pagou a factura.

 

A crise: falta um modelo alternativo

Um ilustre e venerando senhor, ao escrever hoje na imprensa portuguesa sobre a actual crise económica e financeira, dizia que era preciso mudar o modelo económico. Caso contrário, rematava, a degradação financeira não fará que aumentar.

 

Mas o problema e' que dificilmente se descortina, para além da retórica, um modelo alternativo.

 

Os economistas e intelectuais de esquerda não conseguem ultrapassar a mera crítica do sistema. Não existe uma proposta sistemática, estruturada, credível, de um novo tipo de economia, que satisfaça as aspirações de bem-estar e tenha ao mesmo tempo em conta a globalização inevitável das relações internacionais.

 

Todos os comentários que aparecem aqui e ali são apenas uma tentativa de limar as arestas do sistema dominante nos países mais desenvolvidos.

 

Em que ficamos? Palavras apenas?

 

 

Que crise e' esta?

O comentário de LFBT ao meu blog sobre os prazos de validade dos partidos é um texto de grande importância, que deve ser lido com atenção. É uma reflexão profunda e inteligente sobre a crise actual, um desafio intelectual que nos interroga.

 

Levanta a questão fundamental que se traduz na pergunta: Que crise e' esta, que atravessa os Estados Unidos, passa para a Europa e atinge as economias da Ásia?

 

Diz LFBT que é uma crise de civilização, o fim de uma época,  e põe o assento tónico no facto de que o capitalismo nos colocou a todos, com o passar do tempo, numa situação de consumidores frenéticos, com uma estandardização das necessidades e uma produção em massa dos bens e serviços que corresponderiam 'as necessidades assim criadas.

 

Só que os consumidores não têm os meios financeiros para responder aos estímulos do mercado. Foram recorrendo ao crédito, ate' que se chegou 'a situação actual, quando já não há capacidade para refinanciar os empréstimos, nem para pagar as dívidas.

 

Pode haver desacordo em relação 'as conclusões a que chega.

 

Mas penso que a mensagem que procura transmitir é muito clara: é preciso voltar a colocar as pessoas, não o consumo, no centro das preocupações, e' preciso formular uma nova filosofia de vida, uma nova política que vá para além da primazia do capital.

 

O debate fica assim aberto.

 

Fica também por fazer o debate sobre o impacto da crise internacional na nossa própria crise económica e social nacional, que e' hoje evidente e inegável, a não ser que se ande de olhos vedados ou 'a caça de votos.

 

 

Um ano de campanha, no mundo da fantasia

Ao ler os discursos políticos do fim-de-semana, torna-se claro que a única preocupação, na mente dos principais líderes partidários, e’ o calendário eleitoral do próximo ano.

 
Ou seja, a campanha para as eleições começou com um ano de antecedência. Vamos estar não no reino das realidades que duramente afetam uma boa parte dos portugueses, mas sim no mundo da fantasia palavrosa, acusatória, um mundo que nos divide, ofusca e não leva a parte alguma. Não resolve os problemas prementes do emprego, dos rendimentos das famílias e da competitividade de Portugal na Europa e no Mundo.
 
E' um pouco como nos Estados Unidos, onde as campanhas presidenciais começam mais de um ano antes da data do escrutínio, e pouco têm que ver com os verdadeiros problemas que esse país enfrenta.
 
 Afinal, Portugal está a aproximar-se da América...
 

Os media e a politica, ou o conto do papagaio

 

Ralph Nader, o eterno candidato verde, queixou-se ao seu papagaio, que ninguém o ouve, os media não lhe prestam qualquer tipo de atenção, a sua campanha para a eleição presidencial norte-americana é pura e simplesmente ignorada.
 
Quem está nas margens da vida política pouca atenção atrai. Ou quem tenta entrar na política, para renovar as gerações de políticos, e trazer um pouco de ar fresco, encontra a barreira dos media.
 
Os grandes meios de comunicação social colam-se aos senhores do poder e do espectáculo. Fecham-se a quem não pertence ao círculo da classe dominante. A quem esta' fora da teia de interesses que se foi tecendo com o tempo.
 
Em Portugal é a mesma coisa. O espaço público é sempre preenchido pelos mesmos. Sem haver aberturas.
 
Meus senhores, vai ser necessário adquirir um papagaio... 
 
 

As boas maneiras

Em política é fundamental manter as boas maneiras, agir com base no respeito pelos outros, adversários, aliados ou amigos.

 
Uma atitude que projecte dignidade ajuda a vencer. A dignidade em política é uma atitude de vencedor. De estadista. De líder a sério.
 
Quem corresponde a esta imagem, em Portugal?
 

A arte da politica

 Lá bem no fundo, a política e’ uma arte, um trabalho de criação, no domínio do imaginário e do sonho, `as vezes, da fantasia. E' um fabricar de mitos, em tantos casos, de lendas, estórias, contos de fadas, um imaginar em voz alta.

 
Noutros casos, os políticos são os autores de verdadeiros pesadelos. Estamos, então, perante a artimanha da política. Essa política não e’ a arte de que falo.
 
Na verdade, para mobilizar, para ter sucesso, há que fazer crer, pensar nos amanhãs que cantam, como dizia o outro, construir um futuro de esperança. Partilhar uma maneira de ver os contornos do horizonte, ter uma visão positiva do amanhã, acariciar o vento que passa no sentido do pêlo.
 
Não se trata de mentir. Apenas uma projecção para além da realidade, para que o mundo melhor possa parecer ao alcance da mão.
 
Este e' verdadeiro segredo da mobilização política com êxito.
 

Politicos de pequena cilindrada

 

 

Um comentário recente na televisão, em directo, de um senhor com gaias de mau perdedor, tornou ainda mais evidente a ligação entre a automobilística e a política. Ao criticar a actual direcção do PSD, o que há partida parte de um pressuposto que continua por demonstrar -- o de haver direcção -- , comparou-a com o popularíssimo, no seu tempo, FIAT 600.

 

A verdade e' que com a crise económica actual, os Portugueses estão cada vez mais ao nível dos 600.

 

Nesse contexto, talvez a única classe política que ainda possa continuar a singrar e' a dos políticos de pequena cilindrada. E viva o velho!

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