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Crescemos quando abrimos horizontes

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Atropelamentos com conversa tola

Hoje apareceram por aí uns dados da GNR sobre atropelamentos nas passadeiras e mais outras coisas.

Em matéria de trânsito e acidentes, os atropelamentos nas passadeiras são um verdadeiro problema nacional, tenho-o dito várias vezes. Infelizmente, os comentários de hoje sobre o assunto não ajudam. Disse-se e os jornais repetiram, com a preguiça intelectual do costume, que a maioria das vítimas estava vestida com roupas escuras. Isso explicaria a sua má sorte e acabaria por colocar as culpas nos atropelados.

É um erro. Mata-se e fere-se gente portuguesa nas passadeiras por excesso de velocidade, por falta de cuidado, cabeça e de civismo de quem anda ao volante, e também porque a justiça é lenta, ineficiente até dizer já chega e leve na punição dos criminosos.

Essas sim, essas são as razões.

O resto é conversa de tolos.

Superficialmente

Num sábado à noite não se escreve sobre coisas sérias. Nem se lançam polémicas. Mas a verdade é que muito do que se escreve e diz em Portugal, sobretudo nos canais da televisão, não parece ser tratado muito a sério. Passa-se pela rama, que o resto dá muito trabalho e maça muita gente. A superficialidade é que está a dar. E não apenas aos sábados à noite.

O futebol manda muito

Na viagem através da noite, entre Istanbul e Bichkek, dos sete passageiros da Executiva, três eram portugueses. Ou melhor, encontrei dois jovens portugueses no avião, sentados logo a seguir à minha fila. Vinham de Amesterdão, onde estão estabelecidos. Ganham a vida e visitam o mundo produzindo e distribuindo vídeos de reportagens de jogos de futebol para as federações dos países asiáticos. Parece ser um excelente negócio. E muito importante. Aqui, no Quirguistão, tratava-se de assinar um contracto com a federação nacional de futebol. Por isso vieram. E foram recebidos à saída do avião, protocolo e viatura em exclusivo, como se fossem enviados especiais de uma grande potência. 

Na verdade, o futebol conta. Aliás, a chegar ao hotel, o recepcionista, ao ver o meu passaporte, gritou baixinho, com um sotaque quirguiz: “Força, Portugal!” E acrescentou o nome da nossa estrela nacional.

 

Afogados na incompetência política

Hoje lembrei-me do velho Deng Xiao-ping (1904-1997). O tal que dizia, por outras palavras mas com o mesmo sentido, que o importante não era a cor do gato, se branco ou preto, mas sim se caçava, ou não, ratos. É o pragmatismo político levado ao extremo.

 

Mas a verdade é que precisamos, no nosso caso bem português, de introduzir uma forte dose de pragmatismo na nossa prática política. Há conversa a mais, ideologia superficial em abundância, e poucos resultados práticos. Ora, o que os cidadãos querem é que o país funcione melhor, que lhes facilite a vida. Esse é o critério que conta. 

 

Ora, estamos e temos estado, nas mãos de incompetentes. O verdadeiro combate político passa pela luta contra essa ineptidão. O Zé que vê a sua companheira esperar às portas do Serviço Nacional de Saúde até já não haver solução não pensa na cor do gato que está no governo. Fica convencido, isso sim, que a incompetência mata os pobres. A Maria, que aos 26 anos ainda anda à procura do primeiro emprego, depois de vários estágios faz-de-conta, compreende agora que o sistema educativo não a preparou para a vida. A incompetência do sistema público de educação dá cabo da vida aos jovens pobres, sem no entanto beliscar o futuro dos filhos dos ricos. E dos políticos… 

 

E assim sucessivamente.

 

 

O interior

Estive ontem em Ansião e Penela, no centro de Portugal. São ambas as localidades sedes de município. E até parecem ser geridas com algum cuidado. Mas o que mais me impressionou foi a sua dimensão bastante reduzida bem como a vida parada que se vive nessas terras. Pacato é uma coisa, falta de animação é outra bem diferente. Quem por aí fica acomoda-se e aceita. Ou então, dorme aí mas vai trabalhar o seu quotidiano em Pombal ou em Coimbra.

 

Tempos de exaltação

Gosto de ver os meus compatriotas felizes, mesmo quando não entendo bem as razões dessa felicidade. Mas é isso que faz um país: acreditar no futuro e estar convencido que a situação está a melhorar. A euforia é uma componente importante do bem-estar colectivo. Tem, além disso, a vantagem de levar as pessoas a gastar dinheiro. Ou seja, faz funcionar o comércio e a economia em geral. Mesmo que seja a crédito.

A minha contribuição para a exaltação nacional

Nos últimos dois dias, paira no ar uma onda de patrioteirismo. A malta que escreve na comunicação social ou que prega nas televisões virou toda patrioteira e lírica. Falam do mar, das centenas de milhões que partilham a língua – vi há dias uma reportagem da televisão de Cabo Verde e o chefe dos bombeiros de uma das ilhas mais importantes era incapaz, ele e os outros, de dizer três frases de seguida em português –, das cidadanias CPLP, dos Cabos do Bojador e assim por diante. Andamos com a pátria aos pulos nos lábios. É um tempo de exaltação.

Ora, eu sou dos que pensam – não seremos muitos, creio – que o patrioteiro é um português bacoco que procura refúgio na ilha que é povoada pela sua própria ignorância e incompetência. É a resposta geral ao facto de não conseguirmos sair da cepa torta. Vive-se numa glória passada, que nos foi contada pelos nacionalistas do fascismo, e acreditamos nisso, como compensação, por não termos garras para construir um futuro melhor para todos nós.

Somos, na verdade, um povo de marinheiros em naufrágio permanente.

 

Em Macau

Ando há dias de viagem pelo Oriente. O destino era Macau, onde vou ficar a maior parte da semana entrante. Para além das conferências que vou pronunciar, o que me parece interessante sublinhar é o dinamismo da comunidade portuguesa. Parece-me bem instalada e dinâmica. Tem muita gente jovem, bem formada do ponto de vista profissional, que veio encontrar em Macau oportunidades que não apareceram em Portugal. E a verdade é que a região tem um grande dinamismo económico.

Nem tudo serão rosas. O custo de vida, por exemplo, é alto. E o relacionamento com a população chinesa nem sempre é fácil: são culturas muito distintas e línguas bem estranhas uma à outra. Mas vale a pena ultrapassar as dificuldades. As hipóteses de uma vida melhor continuam a existir.

Notas para memória futura

Voltei este fim-de-semana a Lisboa, depois de quase três semanas de ausência no norte da Europa. E encontrei um país ao Sol, que é como quem diz, relativamente despreocupado, a tratar de si e, acima de tudo, muito indiferente em relação às campanhas eleitorais em curso.


Deu-me a impressão que o país vive de um lado e os políticos do outro. E que não há grande ligação entre ambos. Cada um trata da sua vida e não espera grande coisa da política que por aí se anuncia. É, em grande medida, o reino do descrédito, da indiferença e do individualismo.


Ou estarei a ver mal a realidade em que vivemos?

Caóticos

Ontem, numa discussão à volta da mesa, um amigo, que é professor universitário bastante conhecido e viajado, perguntava-me qual é, na minha opinião, o país mais indisciplinado – em termos de comportamento cívico, claro – no seio da UE. A pergunta veio na sequência de uma série de comparações entre países europeus. E a minha resposta saiu sem hesitações. Bem clara e infelizmente muito óbvia, no quotidiano de todos nós.

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