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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Racista, eu?

O racismo é uma questão muito delicada. Por isso, não pode ser tratada nem com ligeireza nem com alvoroço.

E, para além dos aspectos legais e institucionais, deve igualmente constituir uma interrogação pessoal: será que eu também tenho comportamentos racistas? Quando, por exemplo, comento a reacção de Serena Williams face à decisão do árbitro, como aconteceu há uns meses, caio no comentário racista? Quando me rio de uma piada que goza com a fisionomia e o aspecto físico de outros povos, estou a ultrapassar o risco? Quando oiço um amigo negro dizer que não foi recrutado para um emprego por ser preto, e eu deixo passar a afirmação, sem mais discussão, estou a ser rigoroso com a verdade ou a deixar-me simplesmente ir na onda?

E assim sucessivamente, que o combate contra o racismo começa em casa e por mim, pela minha coragem, pela minha tomada de consciência e pela minha abertura de espírito. O que torna a questão bem difícil de resolver, porque normalmente são os outros que têm as culpas.

Um projecto político

Uma das razões políticas que justificam o projecto “União Europeia” tem que ver com o combate à xenofobia. A cooperação, a partilha, a livre circulação e a integração permitem aproximar os cidadãos das várias nações europeias. Contribuem para uma maior compreensão das diferentes culturas que constituem o espaço europeu. Permitem atenuar – e mesmo eliminar, esse será o objectivo – os sentimentos racistas e xenófobos que durante séculos tantos conflitos provocaram entre os diversos povos.

Eleições

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo/2017-05-02-Inquietacoes-de-inicios-de-maio

Este é o link para o texto que hoje publico na Visão on line.

Escrevo sobre a eleição presidencial, a da França, primeiro. Depois, sobre a que terá lugar na Coreia do Sul, passados dois dias. E claro, sobre o tratamento a dar a Kim Jong Un, o ditador do Norte.

Oportunidade de negócios

Nestas bandas da Europa é tradição oferecer ramos de junquilhos no dia 1º de maio. É a flor da Primavera e dos sorrisos que vêm com um tempo mais ameno.

Hoje, no minúsculo comício que o velho senhor Jean-Marie Le Pen organizou em Paris, um comício que foi uma mistura de farsa e de saudosismo serôdio, apareceram dois adolescentes a vender junquilhos aos ridículos fascistas e outros saudosistas presentes. Quando um jornalista de serviço lhes perguntou se estavam ali por simpatia com a FN, disseram que não. Tratava-se de uma pura iniciativa comercial.

Um sentido de oportunidade de negócios, diria eu, depois de os ouvir acrescentar que aproveitavam o facto de não haver concorrência. Os paquistaneses, que são quem anda nestas andanças das vendas ambulantes de flores, não ousavam aproximar-se das gentes racistas de Le Pen. Deixavam assim o campo livre aos dois jovens, que esses sim, eram bem franceses de aspecto e podiam tratar do seu negócio em paz.

Contra Le Pen e sem pena

http://visao.sapo.pt/opiniao/opiniao_victorangelo/2017-04-06-Inquietacoes-francesas

Este é o link para o texto que acabo de publicar na Visão on line.

E fica igualmente a preocupação que certos círculos europeus partilham - e com toda a razão - no que respeita à eleição presidencial francesa.

François Hollande ficará na história francesa com uma nota fraca. Seria terrível se a essa nota se viesse juntar a impressão que a sua acção política teria aberto as portas do Eliseu à extrema-direita que Marine Le Pen encabeça.  

Combater os movimentos fascistas

Não me parece estratégico falar de populismos de um modo indefinido. O verdadeiro risco, a ameaça em vários países europeus, provém da extrema-direita. É essa gente que tem a possibilidade de chegar ao poder, se os contextos nacionais e europeu continuaram a não responder às ansiedades de uma boa franja dos eleitores. Por isso, o combate político deve ter como alvo principal esses movimentos. E deve ser feito de modo amplo, em aliança com todos os que se opõem ao ressurgimento das ideias xenófobas, racistas e fascistas.

Estilhaços e fragmentos

Hoje foi em Munique. Os atentados continuam a encher a actualidade e provocar muita dor. Mas seria um exagero dizer que estão a criar um clima de pânico nalguns países da Europa. Isso é o que os terroristas querem que aconteça. Mas as populações continuam a acreditar na segurança das nossas cidades. Continuam a ter confiança nas suas polícias. Continuam a ver a Europa como um continente de tranquilidade. 

Quem estará a perder com tudo isto serão alguns políticos, os que dão a impressão de andar perdidos e incapazes de tomar certas medidas, nomeadamente as que se relacionam com uma maior integração e melhor coordenação das forças policiais. 

Também estão a perder as comunidades de imigrantes e de refugiados. Os atentados mancham a reputação dos inocentes, pelo simples facto de A ser parecido ou ter a mesma religião que B. E essa perda é muito nefasta. As nossas sociedades têm comunidades estrangeiras muito diversas. Essa é a nova realidade. Uma realidade que precisa de ser vista pela positiva. Mas não é fácil. 

Assim, a recusa de quem é diferente será a grande consequência de tudo isto. Vamos no sentido de uma imensa fragmentação étnica na Europa. Será aproveitada por muitos sem escrúpulos, de ambos os lados da barricada. E é isso que faz com que a actualidade não seja nada encorajadora.

 

 

 

 

 

Os chineses

Há por aí uma certa dose de racismo contra os chineses. Convém estar atento. Trata-se de um sentimento que é preciso combater sem folga. O racismo é a forma mais acessível de resolver uma série de frustrações. É uma maneira primária de encarar a concorrência ou a percepção de uma ameaça exterior. Começa por uma ponta e depois abrange toda uma variedade de casos.

É evidente que há que proteger o que possa ser considerado de interesse nacional. Mas é preciso fazê-lo com muita inteligência, que o mundo de hoje já não é o de há vinte ou trinta anos. E é igualmente importante fazê-lo num quadro mais amplo, que multiplique as nossas forças e as nossas capacidades de resposta. Por isso, muitas destas coisas relacionadas com os investimentos estrangeiros e o comércio internacional devem ser vistas no conjunto europeu.

A China é um país extremamente poderoso. Tem a força dos grandes números. Mas é igualmente um estado que sabe quais são os limites da soberania. Responde bem quando lhe lembramos esses limites. É tudo uma questão de se saber negociar e de ter a coragem das nossas ideias e dos nossos interesses colectivos.

Diversidade

A diversidade religiosa e étnica na Europa, eis o tema que me vai ocupar os próximos dias. Uma matéria complexa, com dimensões políticas a juntarem-se aos direitos humanos, aos valores que cada sociedade deve partilhar, e com aspectos económicos e sociais. Sem contar com a definição de valores absolutos, como a igualdade entre os homens e as mulheres, e a maneira como esses valores são encarados por diferentes culturas.

 

Não são meras questões filosóficas. É a estabilidade da Europa que está em jogo.

Choques, sociedades multiculturais e globalização

Depois das declarações de Angela Merkel, sobre a falta de aculturação dos imigrantes na Alemanha, passei algum tempo a reflectir sobre a imigração na Europa. Este será, aliás, o tema do meu próximo texto na Visão, na Quinta-feira.

 

Um dos aspectos da matéria tem que ver com a segurança social. Muitos europeus pensam que os imigrantes são uns abusadores, tirando proveito máximo dos sistemas sociais existentes nos países de acolhimento.

 

Mas a verdade é que a Europa está cada vez mais exposta à competição internacional, que resulta da globalização acelerada dos mercados. A globalização põe em causa as estruturas existentes, que tinham fundamentalmente uma base nacional. Hoje essa base nacional já não faz sentido.

 

Perante a incerteza, as modificações ao nível da estrutura produtiva e face à pressão que os sistemas de segurança social enfrentam, com o aumento do desemprego e com o envelhecimento das populações, é fácil acusar os imigrantes de abusos dos direitos sociais. A culpa é do outro, sobretudo se o outro é muito diferente. Também é cómodo dizer que os novos imigrantes têm apenas como objectivo usufruir das vantagens dos regimes altamente sofisticados de segurança social que definem os regimes sociais europeus mais avançados.

 

 A arrogância não permite ver o mundo de hoje tal como ele é. Primeiro, a Europa já não é o centro do universo. Segundo, sem imigração haverá um envelhecimento insustentável das sociedades europeias. Terceiro, não é possível abrir as portas, como se pretende fazer, para os engenheiros e os quadros altamente qualificados, vindos de outras regiões do planeta, e mantê-las fechadas para os outros, para os indiferenciados, muitos deles mais dinâmicos e mais trabalhadores do que a média dos europeus de nível equivalente

 

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