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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Culturas

Existem salas de concerto e teatro em vários sítios e estão sempre cheias.

 

O guitarrista Jesse Cook e a sua banda deram hoje um grande espectáculo de rumba flamengo, como eles dizem, no auditório da Sala dos Congressos de Riga. Lotação esgotada, uma vez mais, num anfiteatro com mais de dois milhares de assentos. Os espectadores seguiram o concerto com grande interesse, mas, habituados ao respeito, não pulavam nem dançavam nos seus lugares. Tiveram que ser chamados à pedra, várias vezes, por Jesse. Então a calma do Norte transformou-se numa euforia do Sul. Embora mais contida. 

 

Já antes do espectáculo me havia sido dito que em 2008 o governo havia cortado os salários da função pública em cerca de 30%. A reacção foi a de aceitar sem fazer ondas, que por estes lados da Europa a disciplina cívica é entendida de outra maneira. 

 

Quando perguntei se já estão a sair da crise, quatro anos depois, a resposta também foi muito comedida. Sair, sair, talvez ainda não...

 

 

Fronteiras e expectativas

 

Copyright V. Ângelo



Esta manhã havia Sol em Riga. Agora, à tarde, está um tempo de Outono.

 

Estas terras são frias, mas as gentes são simpáticas. Fui almoçar num dos bairros não frequentados pelos turistas. A dois passos do centro, mas fora dos circuitos. Sem problemas, que o inglês é hoje uma língua comum aqui. Ao lado do letão e do russo, muita gente o fala, o que dá a este povo uma grande vantagem no mercado global.

 

Aqui, acredita-se no futuro. Houve crise, as pessoas perderam uma parte do seu poder de compra, mas estão agora a recuperar. Os investimentos estrangeiros são bem-vindos. Mas ainda existem velhos preconceitos contra a Rússia vizinha, o colosso. No dia em que eles forem ultrapassados, esta economia de fronteira vai dar um grande salto em frente. A Rússia é um vasto mercado por explorar. Quanto mais ligações e abertura nessa direcção tanto melhor. 

 

As empresas portuguesas deviam explorar a hipótese de ganharem espaço nos países bálticos. Estarão assim a preparar o futuro, junto a um portão que se vai abrindo progressivamente e que oferece enormes perspectivas. Há que saber estar nos sítios certos. 

Fui ao mar

 

O comboio que me levou hoje à praia de Jurmala, a 40 minutos de Riga, no Mar Báltico.

 

 

A entrada na praia. Cães não estão autorizados a entrar no areal. 

 

 

Uma das vivendas à beira-mar. Uma parte importante destas antigas "dachas" pertence aos russos. 

 

 

Outra rua da praia. Tudo muito arranjado. 

 

 

Havia uma unidade móvel de mamografia à entrada da parte mais nobre da praia, com testes gratuitos.

 

 

A vendedora de frutos.

 

 

 

De regresso à estação de caminho-de-ferro.

Elegâncias

Está uma noite muito agradável, para esta altura do ano, em terras bálticas.

 

Depois de ter passado o dia fechado num país imaginário, num cenário de conflito que os meus generais têm que resolver, até ao fim da semana, que, nestes exercícios, as "guerras" evoluem muito rapidamente e de um dia para o outro avança-se o caso que está em estudo de vários meses, fui dar uma volta pela cidade. Uma das impressões que fica, mesmo no meu caso, é que estas gentes são de grande estatura física. Parecem viver no andar de cima. Mas não vivem nas nuvens

Colheitas

No Norte da Europa, este é o fim-de-semana que celebra a festa das colheitas. Marca, também, o fim do Verão. Lembra-nos as raízes agrícolas dos povos europeus.

 

Em Riga, a cenoura teve as honras do dia. Foram feitas várias figuras e esculturas com cenouras, representações humanas, um galo, um galgo, um abrigo, a estátua da praça da festa foi decorada com um colar de cenouras e uma coroa de maçãs, as crianças fizeram trabalhos manuais com as ditas, mais outras abóboras, e legumes equivalentes, enfim, deu para pôr a população na rua, muita gente, a aproveitar o Sol de fim de estação e a comer coisas típicas nos quiosques, incluindo uma espécie de chucrute e uma variedade de maçãs cortadas em caracol, enfiadas num espeto e assadas com mel.

 

Às 18:00 horas terminou a festa.

 

As pessoas retiram-se cedo. A partir daí, só há animação nos restaurantes que estão na moda - o Lido, por exemplo, um pouco fora do centro, com mais de dois mil e tal metros quadrados, todo em toros de madeira, uma atracção incontornável, sabores do Báltico - ou na zona da velha cidade, onde surge uma mistura, que não se mistura, de turistas e jovens letões com mesadas ou pecúlio para gastar. Nas esplanadas é frequente ver clientes enrolados em mantas, fornecidas pelo estabelecimento, que as noites começam frescas. Um copo de cerveja de meio litro custa 1,60 euros e os pratos mais caros andam pelos 16. Tenha-se em conta que um quilograma da melhor carne de vaca custa, no mercado, menos de 10 euros.

 

 

Nas ruas do civismo

Ao cair do dia, fui dar uma volta a pé pela Riga antiga. Convenci o Brigadeiro JNF a ir comigo. Este oficial general português é um dos participantes no curso de que sou monitor. Se não tivesse sido desafiado, ter-se-ia fechado no seu quarto, a tentar completar o exercício que lhe fora dado hoje. Depois de um longo dia fechado em salas de aula, não ir espairecer um pouco seria um erro.

 

Lá fomos. Ele não conhecia a cidade. Servi, por isso, de cicerone. Notou, rapidamente, que em cada esquina há uma câmara de videovigilância. Esta é uma cidade segura. Cada visitante recebe, aliás, um folheto que o informa sobre as estatísticas dos roubos nos diferentes sectores da cidade, com as zonas de maior número de incidentes, que são raros, marcadas a vermelho, seguidas pelas zonas amarelas e de tonalidade mais pálida. O mesmo folheto enumera os locais - restaurantes, discos, bares, etc - que devem ser evitados, por praticarem preços exorbitantes.

 

Além disso, o centro é quase todo pedonal. A parte antiga está, em grande parte, fechada ao trânsito, com umas poucas excepções. Estacionar na rua, num ou outro dos raros locais onde isso é permitido, custa uma fortuna e tem que ser pago por SMS.

 

As ruas estão impecavelmente mantidas. Vê-se que há civismo. É proibido beber álcool em público, a não ser que seja nas esplanadas autorizadas para o fazer.

 

Chegámos à conclusão que cada povo é como é. Mas, de facto, a vida em sociedade é bem mais fácil quando os cidadãos  se respeitam entre si e as autoridades não têm receio de impor um mínimo de ordem pública.

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