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Crescemos quando abrimos horizontes

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Mais duas notas sobre a greve

Neste estranho sábado de Agosto, noto duas observações.

O maior partido da oposição – o PSD – não tem uma linha clara sobre a greve dos camionistas de combustível. O comunicado oficial que publicou sobre o assunto tem a clareza própria de quem não sabe o que dizer ou fazer. É um comunicado mal cozido em águas de bacalhau. Nada propõe de concreto, para além do adiamento da acção sindical para depois das eleições legislativas de Outubro e de uma vaga referência a uma mediação com “mais recato”, por parte do governo. É assinado por um dos vice-presidentes, quando deveria ser assumido abertamente pelo presidente do partido, dado o impacto estratégico desta greve.

Talvez alguém pudesse lembrar a Rui Rio que situações como estas definem a qualidade da liderança.

Mas isto de liderança é outra conversa.

A segunda observação refere-se à posição de apoio que vários sindicatos anunciaram. Não seria de esperar outra coisa, apresso-me a acrescentar. Mas também digo que há aqui matéria para reflexão sobre a maneira de agir de uma parte do movimento sindical português. Sobre os direitos e os deveres dos sindicatos, sobre a subordinação das reivindicações sectoriais aos interesses estratégicos nacionais, sobre a politização do movimento, o respeito das instituições e das autoridades legitimamente constituídas, e assim sucessivamente.

A liberdade exige uma visão madura e equilibrada da democracia. O debate desta equação parece estar por fazer, conforme nos lembram os sindicatos agora apoiantes.

 

O PSD e o CDS à deriva

Numa sondagem de opinião que hoje veio para os jornais, fica claro que a direita tradicional portuguesa está em crise. Representada pelo PSD e CDS, não conseguiria hoje mais do que 28% dos votos. 23% para o PSD e o resto para o CDS, que sofre uma queda acentuada. A agremiação de A. Cristas anda mais às aranhas do que a de Rui Rio, o que é muito significativo.

Estes resultados mostram que não há uma mensagem política à direita que cative. Não há fôlego nem bandeiras.

É evidente que a responsabilidade cai, acima de tudo, nos ombros dos líderes primeiros desses dois partidos. Num mundo a sério, ambos deveriam reconhecer que não têm garras para a música que se lhes pede que toquem. Isto é ainda mais evidente se se tiver em conta o desgaste político que caracteriza o governo de António Costa.

Do outro lado, quem aproveita são o BE e PAN. As razões serão motivo para outra conversa.

Montenegro e sem ideias

Já aqui escrevi, há uma semana, sobre a liderança do PSD. Não vou repetir o que então afirmei.

Hoje, digo apenas que Luís Montenegro não esteve bem. Passou o tempo a atacar, com violência, o Presidente actual do seu partido, sem nada dizer sobre quais seriam as ideias programáticas chave por que se bateria, caso fosse ele o líder do PSD. Ora, é isso que está em causa. Ideias. Não se trata de substituir um líder fraco por outro sem ideias, para além do rancor e da ambição pessoal. E que, além disso, não tem uma imagem muito nítida – cada um verá nesta palavra o que melhor lhe parecer – junto da opinião pública portuguesa.

Assim, a sua declaração desta tarde, sem direito a perguntas, foi um tiro de pólvora seca. Veremos se alguém se assusta.

Rio e o futuro

O Público de hoje inclui um texto arrasador de Teresa Morais. A deputada do PSD escreve sobre a liderança actual do seu partido. Revela, de uma maneira serena e corajosa, a incompetência de Rui Rio, enquanto cabeça nacional de um partido que representa uma boa parte da opinião democrática portuguesa. Diz que Rio não ouve, não aceita opiniões críticas e não é capaz de definir uma política clara, que possa servir como contraponto às escolhas do governo actual.

Sendo assim, não deverá sobreviver para além das eleições legislativas deste ano, que se anunciam como uma derrocada para o PSD que dirige.

O que Teresa Morais não disse, é que Rui Rio deveria sair antes das eleições de 2019. Não o disse porque essa opção não está em cima da mesa. Ninguém parece disposto a iniciar um movimento interno que leve à contestação do líder.

Teremos, deste modo, um PSD que continuará em crise, mesmo depois da saída de cena de Rui Rio. O novo ou a nova líder encontrar-se-á numa situação complexa, com um grupo de deputados escolhidos de entre os fiéis de Rio. O costume, aqui como nos outros partidos, quando se trata de deputados: tudo a mandado do líder que estava no poder antes das eleições. De qualquer modo, parêntesis à parte, podemos esperar um cenário pós-eleitoral de conflito entre esses deputados e a nova liderança. Ou seja, o PSD, ou leva uma grande volta, ou está condenado a uma longa travessia do deserto.

 

Sobre a política portuguesa, diz quem sabe

Sobre a mediocridade patente da política portuguesa, não há nada melhor do que prestar atenção às palavras de quem conhece os podres da coisa por dentro. Assim, não resisto à tentação de mencionar o que Rui Rio afirmou ontem, em público, em Famalicão.

Passo a citar Rio: "Continua a haver muita gente de qualidade na política, mas a quantidade dos que não têm qualidade é cada vez maior. Os de fraca qualidade são cada vez mais e os de qualidade são cada vez menos"

Rio e Costa: nem sim nem sopas

Rui Rio tem sido mencionado na comunicação social e em iniciativas de amigos como um possível substituto de Passos Coelho à cabeça do PSD.

 

Hoje, veio dizer que não é candidato. Que acha que não é altura de pôr em causa a liderança actual do seu partido. Que isso iria destabilizar a governação, a execução das reformas em curso.

 

Fez-me pensar em António Costa. Também ele era dado como candidato à substituição de António José Seguro, no PS. Respondeu que esta não seria a altura de abrir uma rivalidade.

 

Ou seja, vamos continuar com Passos Coelho e Seguro, por um lado, e com rivais, por outro, que continuarão a personificar as respectivas oposições internas, mas sem dar o passo em decisivo, para já. Assim destabilizam de modo continuado por não quererem destabilizar num só dado momento, agora.

 

Com líderes assim, o PSD e o PS andam de facto com os nervos à flor da pele, sem que nada se clarifique de vez.

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