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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A estratégia americana

Analistas de política internacional continuam hoje a dizer que Donald Trump “não tem a mínima estratégia para a Síria”.

Penso que é uma leitura errada. A minha análise é outra.

O elemento fundamental da política americana na região da Síria e do Iraque assenta no combate aos terroristas do Estado Islâmico. Isso significa a continuação do apoio às forças armadas do Iraque e, na Síria, aos curdos e outros grupos aliados.

Os russos sabem que assim é e estão satisfeitos com a opção tomada em Washington.

O resto é teatro.

Mas também é um facto que o Presidente americano parece ter decidido seguir de um modo mais disciplinado as recomendações de estratégia internacional formuladas pelo Conselho Nacional de Segurança. Isso mostra o poder crescente e a capacidade de liderança do General Herbert McMaster, que lidera esse Conselho. McMaster é um militar com uma carreira brilhante, opiniões claras e um grande sentido de estratégia. Conseguiu não só afastar do CNS o louco que é Stephen Bannon como afirmar a sua autoridade e a dos principais dirigentes das áreas da defesa e da inteligência.

Podemos não estar de acordo com as opções tomadas. Mas aqui há agora um pensamento estruturado. Resulta de uma mudança do processo decisório no seio do CNS e do peso que esta estrutura da Casa Branca ganhou em matéria de política externa, sobretudo nos casos de conflitos de maior importância para os EUA.

E há também um certo entrar nos carris do comportamento público de Trump em matérias deste tipo. A personalidade que o define poderá levar a descarrilamentos. Mas, no essencial, o Presidente está a perceber que nestas coisas do poder há que jogar com base nas recomendações vindas das instituições e de quem sabe.

Repensar a resolução de crises

A acção militar dos EUA contra a base aérea de Homs, na Síria, deve ser vista a partir de vários ângulos. Estas coisas não podem ser julgadas através de um só prisma nem devem ser escritas e comentadas a preto e branco.

De entre as interrogações a que uma análise séria deverá responder, quero agora sublinhar uma que continua a preocupar de sobremaneira quem tem responsabilidades na cena internacional, incluindo quem produz teoria sobre estas matérias.

Trata-se de definir a doutrina político-legal em que deve assentar o tratamento de um caso como o da Síria. Estamos perante um conflito que se eterniza, já no sétimo ano de combates e de tragédias humanas, e que tem efeitos desestabilizadores muito amplos, para além do país em que ocorre e da região a que esse país pertence. Mais ainda, todos os processos políticos têm falhado e estão num impasse. Sem esquecer que o Conselho de Segurança da ONU está irremediavelmente dividido sobre esta crise e não consegue encontrar uma via de saída ou de resolução da situação de guerra.

Para complicar ainda mais, o protagonista de maior peso – o Presidente Bashar al-Assad – não aceita uma solução política, negociada e abrangente. Apenas aposta na continuação da opção militar e numa vitória pelas armas que resultaria do esmagamento dos adversários.

Perante este cenário de grande complexidade, continuar a fingir que as negociações podem levar a resultados é uma impostura ou, na melhor das hipóteses, uma imbecilidade. Temos que ser verdadeiros.

Quais são as outras opções?

Qual seria a legitimidade de uma acção conjunta de uma coligação de Estados que interviessem, sem mandato do Conselho de Segurança – um mandato impossível de obter –, e que tivesse como objectivo tirar Assad deste xadrez tão trágico?

Que força deveria ser utilizada para forçar Assad -  e as outras partes - a negociar um compromisso político?

Haverá justificação para tal? E como se construirá esse argumento justificativo?

A reflexão terá que ir neste sentido.

 

A atenção mediática

Na imprensa internacional, a tomada de posse do novo Secretário-Geral da ONU apenas mereceu umas linhas e uns rodapés. Amigos, que conhecem bem a casa, dizem-me que este tratamento do assunto é revelador da marginalização em que as Nações Unidas se deixaram colocar, ao longo de uma década ou mesmo, desde os acontecimentos que viraram a página do mundo em 2001, em Nova Iorque.

É possível que uma parte das razões esteja por aí.

No entanto, numa altura de muitos dramas e surpresas, a transição serena que esta semana ocorreu em Nova Iorque não chega a ser notícia. Não há tempo e espaço para os acontecimentos normais e previsíveis. Alepo e outras tragédias, que nos enchem os ecrãs diariamente, são a anormalidade que é preciso contar. E ainda bem que não passam despercebidas, embora a visibilidade não tenha ainda contribuído para envergonhar e punir quem não quer resolver estas coisas.

Mas não é só a Síria ou coisas semelhantes. A ONU também não pesa quando comparada com os futebóis. Esses sim, merecem páginas e páginas de atenção.

Começa a época dos balanços

Terminada que está a minha última viagem de um ano de muitas viagens, começa agora o período dos balanços. E, em certa medida, a preocupação é a de encontrar o ângulo positivo das coisas.

Não será fácil. Mas não é uma luta perdida.

Em termos da cena internacional, tem sido um ano de muitas decepções políticas e de grande instabilidade geoestratégica. Em termos mais terra a terra, foi um período de grande sofrimento para muitos, no Médio Oriente, no Norte de África e no Sahel, no Afeganistão e noutros sítios. Aqui, mais perto da nossa porta, foi mais um ano de crise na Ucrânia e no Mar Mediterrâneo, entre os imigrantes e os candidatos ao refúgio. Foi igualmente um tempo em que virou moda atacar o projecto europeu e botar as culpas em cima de Jean-Claude Juncker e de Donald Tusk.

Acabou, acima de tudo, por ser o ano de Donald Trump e o que isso significa em termos de agravamento das intolerâncias nos EUA e das tensões internacionais.

Para além de tudo isto, 2016 surgiu como um período que nos deixa uma enorme interrogação: qual deve ser o nosso desempenho público, que papel assumir, enquanto parte da Europa privilegiada e da elite que tem beneficiado da globalização das relações internacionais?

De imediato, a maneira positiva de ver essa interpelação deve passar pela coragem das opiniões expressas, pela continuação da luta pelo progresso social de todos os que o procuram e pela defesa dos direitos humanos e de liberdade de cada um de nós. Mais ainda, há que estar atento para não se cair nem no pessimismo que nos fecha os horizontes nem na crítica fácil, cínica e demolidora.

A guerra na ONU

Na véspera de uma nova votação sobre a escolha do Secretário-geral que se segue, noto que o Conselho de Segurança está a viver um período de grande tensão entre os países ocidentais – EUA, Reino Unido e França – e a Rússia. Hoje chegou-se a um ponto único, que foi o de acusar a Rússia de estar a praticar crimes de guerra na Síria.

Estas acusações são muito graves. Saem inteiramente do que tem sido a prática no Conselho de Segurança. Irão certamente tornar mais difícil um acordo entre os cinco permanentes sobre quem deverá ser o próximo Secretário-geral.

 

 

Putin

O surpreendente senhor Putin

            Victor Ângelo

 

            A decisão de Vladimir Putin, que põe termo a uma boa parte das operações militares russas na Síria, deve ser vista com bons olhos. É verdade que surpreendeu mesmo os que sempre estão bem informados, como é o caso da Administração dos EUA. É igualmente um facto que pode suscitar diferentes interpretações sobre os seus motivos. Nesta fase, ainda é cedo para entender as razões mais profundas. A experiência aconselha-nos uma certa prudência, quando se trata de procurar interpretar as ações deste líder.

            E não vale a pena estar a especular. Para já, deve-se proceder a uma leitura mais linear, que se focalize nos factos e nas consequências mais aparentes. Vejo os seguintes, que enumero de modo resumido.

            O Presidente russo mostrou uma vez mais que sabe de estratégia. A surpresa, a oportunidade do momento e a rapidez da execução são elementos fundamentais de uma decisão de grande impacto. Putin fez o inesperado, pela positiva, justificou a sua tomada de posição com base no sucesso da campanha militar, teve em conta a data – o dia do início das negociações de Genebra e do quinto aniversário do conflito – e mandou proceder à retirada das forças com efeitos imediatos e de modo visível.

            Ao revelar, uma vez mais, que sabe de estratégia, lembrou-nos igualmente que é um líder indispensável na cena internacional. A sua posição, enquanto interlocutor na resolução de crises, sai reforçada. O estatuto de grande potência, que é uma preocupação maior em Moscovo, ficou confirmado. E deve deixar-nos a matutar, neste lado da Europa, sobre a necessidade de rever o nosso relacionamento com Moscovo, e sem mais demoras.

            A encenação foi entretanto obra de mestre. Nestas jogadas, a teatralização conta muito. E funcionou. A mensagem não podia ser mais clara. Ao convocar os ministros dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, e o da Defesa, Sergei Shoigu, e ao pretender que lhes estava a dar a conhecer a ordem, tudo em direto, perante as câmaras de televisão, Putin quis não só mostrar quem manda na Rússia, como também que se entendesse que a partir de agora a ênfase deverá ser posta nos esforços diplomáticos. As armas fizeram o que tinham que fazer, passemos então à fase do diálogo.

            Assim ficou claro que Genebra é para levar a sério. E que foi a Rússia, mais do que qualquer outro estado, quem criou as condições para que isso aconteça e para que o processo se passe agora no quadro das Nações Unidas. O apoio da Rússia à ONU marca pontos, dá peso, incluindo no que respeita à escolha do próximo Secretário-geral.

            Enviou também uma mensagem política muito forte a Bashar al-Assad. O Presidente sírio poderá estar hoje numa posição mais sólida, em termos das discussões sobre o futuro, mas tem que aceitar uma solução de compromisso. Putin faz-lhe ver que não há outra alternativa. É verdade que as diferentes oposições estão enfraquecidas, sobretudo depois de vários meses de bombardeamentos russos. Têm, no entanto, que ser reconhecidas e aceites pelas autoridades de Damasco como interlocutores legítimos e atores fundamentais num processo de estabilização e de transformação política. Os únicos que devem ficar de fora e continuar a ser combatidos são os terroristas do Daesh, que gostam de se intitular Estado Islâmico, e os ligados à Al-Qaeda.

            Nada disto nos garante que se chegue a um acordo em Genebra. Abre, todavia, uma réstia de esperança, que tanta falta faz depois de cinco anos de guerra e sofrimento.

 

(Texto que hoje publico na Visão on line)

           

           

 

 

Putin de tirar o chapéu

Vladimir Putin voltou a surpreender mesmo os mais atentos. Escrevi hoje sobre isso e espero que o texto esteja disponível amanhã. Uma das conclusões que tiro é que uma vez mais o Presidente russo mostrou ser um estratega de primeira linha. Outra, é que temos que repensar muito a sério a nossa relação política com Putin. O homem não é um amador e nós não podemos tratá-lo com base em análises superficiais. Ora, é isso que tem estado a acontecer, nomeadamente em Bruxelas.

Mais umas notas sobre Schengen

 

Schengen

Numa sondagem tornada pública este fim-de-semana ficamos a saber que 71% dos franceses são favoráveis à suspensão temporária dos acordos de Schengen.

E 59% estão contra a repartição dos refugiados pelos diferentes países da UE.

Entretanto, a 4 de março, a Comissão Europeia preparou um Road Map, um plano para restabelecer Schengen.

Vai ser discutido na cimeira europeia de 18-19 de Março.

O objectivo é pôr fim aos controlos fronteiriços internos até finais de 2016.

Os Guardas-Fronteiras da UE deveriam estar operacionais este Verão. Será possível? A proposta de criação dessa força foi apresentada em Dezembro de 2015. Mas tem encontrado sérias reticências, por ter que ver com dimensões que dizem respeito à soberania de cada estado.

O restabelecimento das fronteiras internas teria um custo anual de pelo menos 5 mil milhões de euros, podendo certas estimativas chegar a €18 mil milhões anuais.

Entretanto, é fundamental apoiar a Grécia –700 milhões de euros nos próximos três anos – e proceder a um registo a 100% das entradas dos candidatos ao refúgio ou à imigração. Mas também é essencial que a Grécia aceite a criação de hotspots, dos centros de recepção. Vários dirigentes europeus têm-se queixado que o PM Tsipras não quis aceitar o estabelecimento desses centros de recepção, que tem dificultado a implementação desses centros, por ver a Grécia como um simples corredor de passagem.

E é igualmente essencial proceder à repartição dos refugiados já aceites. Aqui encontramos vários países que se opõem a essa repartição, que foi aprovada há cerca de seis meses.

A questão migratória não vai acabar com a UE. Encerra, todavia, vários riscos imediatos e de longo prazo para a Europa. Não pode ser vista de modo ligeiro nem é apenas uma questão humanitária.

Dentro de quatro meses, a Eslováquia toma a direcção rotativa da Europa, uma Eslováquia que sai de umas eleições inconclusivas e que além disso é contra a aceitação dos refugiados. Foi esse o tema principal da campanha eleitoral do PM Robert Fico.

Combater o Daesh

Contra o “Estado Islâmico”

            Victor Ângelo

 

            Escrevo enquanto decorre em Bruxelas uma reunião de alto nível para coordenar as ações futuras contra o Daesh, o grupo terrorista que gosta de se autointitular de “Estado Islâmico” (EI). Estão presentes os vinte e sete países – e mais uma mão cheia de penduras – que se dispuseram a participar na coligação militar que combate o EI. Ainda assim, a contribuição de alguns destes governos tem sido meramente simbólica. Na verdade, há vários membros da coligação que não consideram a derrota dos terroristas do EI como uma prioridade nacional. Fazem de conta. Por isso, convém recordar as razões que justificam a intervenção internacional. Trata-se, por um lado, de libertar da opressão mais desumana as populações dos territórios ocupados na Síria e no Iraque. Por outro, de uma questão de legítima defesa e de interesse estratégico, tendo em conta a ameaça que o EI efetivamente representa, quer no Médio Oriente quer noutras partes do mundo, em especial na Europa e no Norte de África.

            Não tenhamos ilusões. Continuaremos a assistir a uma coligação incoerente. Mas há que apreciar cada tentativa que procure dar-lhe algum nexo. O EI é um perigo que deve ser levado muito a sério.

            Reconheço, porém, que combater o EI no terreno é uma missão de grande complexidade – sublinho de grande complexidade – e com riscos elevados. Mas têm-se registado alguns progressos, nos últimos tempos. A pressão evoluiu no sentido de colocar o grupo na defensiva. O EI perdeu recursos, quadros e território. É fundamental continuar nessa via. Para além dos bombardeamentos aéreos e dos ataques a alvos precisos com drones, deve-se investir mais na recolha e análise de informações e na infiltração no terreno de pequenos grupos de militares de elite. Assim, e sem esquecer o papel muito significativo que as Forças Especiais americanas, britânicas e alemãs já estão a desempenhar, é essencial proceder sem mais demoras à mobilização de comandos árabes sunitas. Viriam em reforço das unidades iraquianas e em complemento das operações levadas a cabo pelos combatentes curdos. O assunto está em cima da mesa, agora que vários estados da região anunciaram, nas vésperas da reunião de Bruxelas, que estariam dispostos a enviar tropas de infantaria para a frente de combate. Será ver para crer, como diria o outro, pois duvido bem que isso venha a acontecer. De qualquer modo, se acontecesse colocaria sempre uma ressalva, no que diz respeito à Arábia Saudita. Qualquer destacamento saudita tem que ser visto à luz das rivalidades já existentes com o Irão, que está alinhado com o regime de Damasco. Sem esquecer, para mais, a proximidade que existe entre Bagdade e Teerão, o que torna impensável qualquer presença saudita nas terras iraquianas.  

            Outro tema em debate tem que ver com a definição dos alvos prioritários, no ataque à cadeia de comando do EI. A minha opinião é que os esforços, nesta fase, devem ser concentrados na neutralização dos quadros intermédios do aparelho terrorista, em especial os de origem europeia e outros estrangeiros. Esses quadros constituem uma malha importante no sistema de controlo territorial e no recrutamento de novos combatentes vindos de fora. São, ao mesmo tempo, alvos mais fáceis de identificar – se alguma coisa pode ser considerada fácil, nesta campanha contra um inimigo bem organizado e disposto a tudo. A eliminação desses quadros enfraquecerá a cadeia de comando, desencorajará outros candidatos europeus, e acabará por isolar e expor o topo da organização. Dito isto, é também evidente que se deve explorar toda e qualquer oportunidade que possa surgir e que leve à destruição da liderança do EI.

            Apesar de tudo, espera-se que o encontro de Bruxelas resulte num maior empenho de alguns. E que se vá além das dimensões militares. Ao nível do terreno, será importante contribuir para a reconstrução das cidades e vilas que entretanto foram recapturadas pelas forças da coligação e que estão sob administração iraquiana. O restabelecimento, na medida do possível, de um certo grau de normalidade faz parte da luta contra os extremistas.

            Chegámos aliás ao momento em que é preciso começar a discutir esta crise de modo compreensivo. Há que pensar nas dimensões políticas. Incluindo, ouso acrescentar, na autonomia das regiões libertadas, no respeito pelos direitos das pessoas e dos grupos étnicos, incluindo os curdos, talvez mesmo no possível desenho de um novo mapa político para a região.

 

(Artigo que publiquei hoje na Visão on line)

A coligação contra os terroristas do Estado Islâmico

Na quinta-feira terá lugar em Bruxelas uma reunião de alto nível para coordenar as acções futuras contra o grupo terrorista autointitulado de Estado Islâmico. Os vinte e sete países que participam na coligação militar que combate o Estado Islâmico estarão representados.

Espera-se que o encontro resulte num maior empenho por parte de alguns desses países, que até agora têm sobretudo brilhado pela fraca participação no esforço comum. Também será importante contribuir para a reconstrução das cidades e vilas que entretanto foram recapturadas pelas forças da coligação e que estão sob administração iraquiana. A luta contra os radicais passa igualmente pelo restabelecimento, na medida do possível, de um certo grau de normalidade de vida.

Por outro lado, haverá que reconhecer que têm sido registados progressos significativos nos últimos tempos. O Estado Islâmico perdeu recursos, quadros e território. É fundamental continuar nessa via de aniquilação dos terroristas. Para além dos bombardeamentos aéreos, convém investir mais na recolha e análise de informações e na infiltração de grupos altamente móveis de Forças Especiais. O objectivo, nesta fase, deve ser o da neutralização dos quadros intermédios do Estado Islâmico, em especial os de origem estrangeira e europeia. Esses quadros são uma malha importante na estrutura de controlo territorial do Estado Islâmico. São, ao mesmo tempo, alvos mais fáceis de identificar – se alguma coisa pode ser considerada fácil, nesta campanha contra um inimigo disposto a tudo. A sua eliminação enfraquece a cadeia de comando, desencoraja outros candidatos europeus, e acabará por isolar e expor o topo da organização.

Finalmente, a comunicação social, nomeadamente a europeia, deve estar mais atenta aos avanços conseguidos e ser capaz de os trazer ao conhecimento geral com clareza e isenção.

 

 

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