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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Compreender melhor a Europa do presente

 

 

 

 

Na Visão, que hoje saiu à rua, escrevo de novo sobre a União Europeia.

 

O objectivo é o de ultrapassar as ideias feitas e superficiais, que aparecem na nossa comunicação social. Procuro abrir uma reflexão mais séria sobre as contradições actuais do projecto europeu. Um projecto que sofre das diferenças existentes entre os níveis de desenvolvimento dos estados membros e da capacidade de cada um em responder aos desafios da globalização. Sem contar que as mutações sociais são sentidas de modo diferente em cada país - a emigração é uma dessas mutações - e provocam, por isso, reacções distintas e respostas díspares.

 

A verdade é, também, que a Comissão Europeia não tem sabido desempenhar o papel de coordenação que lhe cabe. Temos uma Comissão que se habituou a ter medo de certos líderes nacionais. Fraca perante os fortes, forte perante os fracos. Assim é a liderança de Bruxelas.

 

Espero que se entenda que apontar o dedo a Ângela Merkel ou aos finlandeses não é suficiente para entender a crise actual.

 

O texto está disponível on-line:

 

 

 

http://aeiou.visao.pt/contradicoes-comunitarias=f605777

O Piruetas

O Presidente francês tem doze meses difíceis à sua frente. Dentro de exactamente um ano, haverá eleições presidenciais. Pelo andar da carruagem, é quase certo que Nicolas Sarkozy não venha a ser reeleito. Essa perspectiva não lhe agrada de modo algum. Pensa que é um eleito dos deuses, tem destino marcado com a história, que mais ninguém tem o direito de liderar a França, enquanto ele o puder fazer. 

 

Está convencido que, se levar a cabo um certo número de golpes espectaculares, ousados e de matiz populista, isso lhe permitirá recuperar o futuro. Vai tentar tudo por tudo. Procurar captar as atenções e mostrar que é mais vivo do que qualquer um dos outros possíveis adversários. Por isso, temos que estar preparados para todo o tipo de surpresas. 

 

Para já, diz-se que está a planear uma visita à cidade rebelde de Bengasi, nas próximas horas, bem como fechar as fronteiras do seu país ao livre trânsito das pessoas. 

 

Começa bem o seu último ano de poder.

Um decisão muito complexa

O meu texto desta semana, na revista da Visão, reflecte sobre a posição dos Presidentes dos EU e da França, mais do Primeiro-ministro britânico, que anunciaram publicamente que o futuro da Líbia não pode incluir, de modo algum, o Coronel Kadhafi.

 

Que consequências advirão de uma decisão tão grave como essa?

 

O meu texto está disponível no sítio:

 

http://aeiou.visao.pt/para-alem-da-guerra=f599371

Declarar a guerra através dos jornais

Ao ler o editorial que os Presidentes dos Estados Unidos e da França, mais o Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha, publicaram hoje em três jornais de referência, compreendo que a diplomacia se faz agora de outro modo. Já não tem nada que ver com o que aprendi na minha longa vida na ONU. Nestes tempos de hoje, faz-se diplomacia através de editoriais de opinião. É a diplomacia na praça pública.

 

Lendo o documento com cuidado, chego mesmo à conclusão que agora, a guerra é declarada através das páginas dos jornais. 

 

E ninguém acha estranho.

 

 

Um pacto de direita?

Os dirigentes da Europa de direita estiveram reunidos na Sexta-feira em Helsínquia. 15 dirigentes de países europeus pertencem ao grupo do Partido Popular Europeu, incluindo Angela Merkel, Silvio Berlusconi, Nicolas Sarkozy e o novo Primeiro-ministro da Irlanda. Ao nível das instituições da UE, Van Rompuy, J M Barroso e o Presidente do Parlamento Europeu pertencem à família. 

 

Se acrescentarmos David Cameron, que embora de direita, deixou de pertencer ao PPE, vemos que a Europa é fundamentalmente dirigida por políticos conservadores.

 

Em Portugal, o PSD e CDS/PP são membros do PPE.

 

A reunião de Helsínquia serviu, sobretudo, para dar mais força ao "pacto de competitividade" proposto por Angela Merkel. O pacto será submetido, para aprovação, à próxima cimeira do Conselho Europeu, a 24 e 25 de Marco. É um assunto em relação ao qual convém estar muito atento.

Grandes e pequenos à volta da mesa europeia

A Cimeira da União Europeia, que hoje teve lugar em Bruxelas, veio reforçar, mais uma vez, o processo intergovernamental. Ou seja, um processo em que as propostas são preparadas por um par de Estados membros, países pesos pesados, e são depois aprovadas nas reuniões de chefes de Estado e de Governo.

 

A Comissão só aparece no fim, para receber a ordem de execução. Há, por parte da Alemanha, em especial, uma vontade deliberada de retirar autoridade à Comissão. A começar pelo poder do Presidente, que, segundo parece, está a ficar cada vez mais frustrado.

 

Pouco a pouco, e agora de um modo mais acelerado, com as novas propostas de harmonização macroeconómica que a Alemanha e a Franca colocaram em cima da mesa, os grandes países têm recuperado a liderança do projecto comunitário. 

Mais um dia no Egipto

Os acontecimentos no Egipto continuam a dominar as atenções internacionais. Washington mostrou, hoje, uma vez mais, estar muito preocupado com a situação. Voltou a fazer pressão para que o Presidente Mubarak anuncie, publicamente, um plano de transição democrática. Angela Merkel também telefonou ao Presidente. Sem contar que, umas horas antes, havia assinado uma declaração conjunta com Nicolas Sarkozy e David Cameron, a marcar posição. A Europa que conta, expressou-se, dirão os mais cínicos.

 

Falando da Europa, os Italianos haviam sugerido, ontem, que uma delegação de alto nível fosse despachada, de Bruxelas, para fazer pressão sobre a liderança egípcia. A ideia não é má, mas tem havido objecções, em Bruxelas, sobre quem deveria ir, se deveria ir alguém, e com que mensagem. Houve, também, o receio que essa démarche poderia ser utilizada para dar credibilidade a Hosni Mubarak. Os Italianos que engulam a proposta. 

 

A reunião de amanhã, em Bruxelas, com os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da União, presidida pela Baronesa Ashton, vai debater a situação. Veremos que decisões irão ser anunciadas, no final do dia.

 

Com o arrastar da situação, com a continuação do impasse actual, Mubarak vai tentar recuperar a cartada. Não sei se será possível, tudo depende do controlo que consiga manter sobre os chefes militares. Mas a possibilidade é hoje maior.

A Europa às cabeçadas

Que grande confusão em Bruxelas. Para além da confusão em que a governação do país se encontra, a tempestade de hoje foi por culpa dos ciganos.

 

O Presidente francês não achou piada às declarações feitas há um par de dias pela Comissária da Justiça, a qual, por sua vez, não achara graça alguma às expulsões decididas e efectuadas a pedido do chefe de Estado da França. A Comissária foi forçada a pedir desculpa, à porta fechada, o que irritou o primeiro-ministro do seu país, o Luxemburgo. E colocou o Presidente Barroso numa situação delicada. Ainda por cima depois de se ter tornado claro, nos últimos meses, que Sarkozy e Barroso andam às cabeçadas. Para complicar, o chefe do governo búlgaro veio cá para fora e contou o enredo aos jornalistas. Dir-se-ia que andou na mesma escola de certos políticos portugueses, que não conseguem ficar calados, desde que haja um microfone à frente da cara.

 

Tudo isto quando havia matérias muito sérias para discutir. A política externa era uma delas. Mas não só. Havia a questão da governação económica e dos mecanismos de coordenação.

 

Entretanto, sairam as primeiras nomeações no quadro do serviço diplomático comum. Portugal não conseguiu o Brasil, o que é uma desilusão importante. Por que será que falhámos? E também parece destinado a perder a chefia da direcção África, em Bruxelas. O candidato português, um excelente profissional, não terá currículo suficiente em matérias africanas, diz a Senhora Ashton. Ora, para nós e para África seria importante que Portugal conseguisse obter o lugar.

A resposta de Barroso

O Presidente da Comissão Europeia, JM Barroso, respondeu à carta que recebera de N Sarkozy e que mencionei no poste de ontem. 

 

A resposta, bem articulada, lembra que a UE foi a primeira instituição que disponibilizou fundos e volta a acentuar o papel da Direcção Geral ECHO, a estrutura de trabalho humanitário, na coordenação das intervenções europeias. Refere ainda que a utilização de meios militares na área da logística humanitária, uma sugestão feita pelo Presidente francês, tem que obedecer a critérios muito estritos. A intervenção humanitária é sempre muito arisca a uma qualquer associação com meios militares. Contra, para ser mais preciso. Tive várias vezes a oportunidade de o notar, no meu trabalho de campo.

 

A questão é que a Comissão não tem gerido bem a parte relações públicas da sua resposta de urgência. Sobretudo numa crise marcante, visível, como esta do Paquistão. Ainda hoje, e um bocado por influência da carta do Presidente Sarkozy, tivemos um exemplo disso: 30 milhões de euros de ajuda suplementar, a juntar aos 40 que já haviam sido aprovados, foram decididos esta manhã. Mas quem ouviu falar disso?

 

A 23 de Agosto, a Comissária Kristalina Goergieva, a responsável pela pasta humanitária, visita o Paquistão. Dir-se-ia que mais vale tarde do que nunca. O que é indiscutível é que já deveria ter feito essa viagem. Agora, parece que vai a mando, ou por medo, de Sarkozy.

 

Não haverá no gabinete do Presidente da Comissão quem pense nestas coisas de modo um pouco mais atento, rápido e com a oportunidade estratégica necessária?

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