Portugal é grande quando abre horizontes

04
Abr 09

 

Passei a manhã a ouvir falar dos problemas da educação pública secundária. Incluindo dos falsos cursos de formação profissional, que existem nas escolas secundárias só para Bruxelas ver, para as estatísticas, para o show-off.

 

Foi uma manhã preocupante. Ouvir os profissionais da educação, gente sem partido, experiente e séria, é perceber a ilusão que é a actual política educativa. Que disfarça e procura escamotear a falta de conteúdo e de resultados no sector público da educação com a proliferação dos gadgets tecnológicos. Como se os quadros interactivos e os computadores fossem um substituto para a má qualidade do ensino que se pratica em muitos estabelecimentos. Ou para a falta de preparação e de disciplina dos alunos.

 

A política nacional de educação precisa de ser revista de alto a baixo. Convém por um ponto final a muitos anos de deriva. O futuro do país exige que se organize, através da sociedade civil, uma conferência nacional para debater a reforma do sistema público de educação em Portugal. 

 

Uma Fundação poderia tomar a iniciativa. A Assembleia da República, que deveria ser o órgão institucional vocacionado para esse tipo de debates, não tem credibilidade suficiente. Nem independência. Os sindicatos, por outro lado, embora devessem participar, têm uma missão diferente. Não lhes cabe tomar a liderança de um processo de reforma.

 

publicado por victorangelo às 14:28

13
Mar 09

 

 

Duas centenas de milhar de portugueses saíram hoje 'a rua, para reivindicar emprego, condições de vida e estabilidade. São problemas muito sérios no Portugal de hoje. E que só tendem a agravar-se, em virtude da fragilidade económica do nosso país. Estamos, e' bem claro, do lado dos que perdem. Sem ambiguidades.

publicado por victorangelo às 22:17

20
Dez 08

 

Num país de funcionários públicos, muitos dos empregos na administração do Estado têm mais que ver com assistência social 'as famílias do que com o funcionamento da máquina administrativa.

 

Não há nada de errado nesta maneira de encarar a função pública, enquanto não existirem alternativas noutros sectores de actividade económica. Só que com o tempo, torna-se necessário ir procedendo 'a reforma da administração, torna'-la mais eficiente e mais capaz de responder aos desafios do mundo moderno. E' aí que a porca torce o rabinho.

 

Os sindicatos, que por natureza não gostam de mudanças e são sempre muito conservadores, aparecem então como os principais obstáculos 'a modernização. Por isso, e' fundamental manter um diálogo constante com as organizações sindicais. Mas ao mesmo tempo, ter a coragem política para promover a mudança.

 

No entanto, numa altura de crise como a que agora se avoluma, não e' o momento de falar de reformas. O carácter social de certas situações terá que continuar. Mas não e' de igual maneira a altura de pensar em grandes melhorias salariais para todos os funcionários. Isso significaria um agravamento dos impostos e um roubar aos do sector privado para pagar aos do sector público.

 

Quando um dirigente sindical dos quadros técnicos vem a público, como hoje aconteceu e com a ligeireza que a quadra natalícia proporciona e que as televisoes inspiram, falar nas medidas previstas no plano anticrise, classificando-as como "lágrimas de crocodilo", estamos perante uma afirmação mais política do que sindical. Ou seja, confundem-se os papéis. O sindicalismo e' para defender os direitos e regalias dos trabalhadores, com base na aspiração que todos temos por uma vida melhor. Não deveria inspirar-se em agendas partidárias. Nem faltar ao respeito dos bichos.

 

Talvez o senhor tenha uma visão da política tão antiga como a história natural dos crocodilos. O que nos leva ao tempo dos dinossauros.

publicado por victorangelo às 21:26

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