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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A minha solução de governo

A quem me perguntou hoje, disse que, no meu entender, Portugal precisa de um governo ao centro. Um governo que esteja assente numa maioria de deputados do PS ou do PSD, ou numa aliança de ambos. Aquilo a que noutros céus se chama “uma grande coligação”.

A "grande coligação" seria, de longe, a minha preferida. Só assim se poderiam adoptar as reformas que o país precisa, com o equilíbrio que necessário. Ou seja, dando ao mesmo tempo atenção à modernização da economia e das instituições e às condições sociais dos cidadãos. Seria igualmente uma maneira de atrair os investimentos que o desenvolvimento nacional requer.

O resto não passaria de experiências de laboratórios políticos, nalguns casos, ou de mais do mesmo, noutros. Dito de outra maneira, tratar-se-ia de idealismos sem asas para voar, num dos modelos. Ou de parvoíce conservadora e insensível às realidades sociais, no outro.

 

Ainda sobre os Trabalhistas

A eleição de Jeremy Corbyn como Líder do Partido Trabalhista do Reino Unido continua a despertar as mais variadas reações e interpretações. Dentro do partido, a maioria dos dirigentes que haviam sido, nas duas últimas décadas, as personalidades fortes e a voz dos Trabalhistas no Parlamento e na imprensa, decidiu não alinhar com Corbyn. Não aceitaram fazer parte do Governo-Sombra, ou seja, dos que se sentam na bancada da frente no Parlamento e fazem contraparte e oposição aos ministros do Governo de facto.
Apesar disso, a equipa que Corbyn conseguiu formar – e foi anunciada hoje – tem mérito e vai certamente dar luta à formação de David Cameron. O primeiro teste do novo grupo de dirigentes vai ter lugar nesta quarta-feira, no Parlamento, durante a sessão quinzenal das Perguntas ao Primeiro-ministro. As atenções vão certamente estar focadas nessa confrontação.
Assim são os tempos que correm. Elege-se alguém e quer fazer-se um julgamento definitivo sobre esse novo dirigente de imediato.
Há que esperar. Jeremy Corbyn é certamente uma grande incógnita em termos de liderança. Uma coisa é ser um rebelde, outra é dirigir um partido como o Trabalhista. Mas julgar o homem desde já, será injusto.
Há que seguir os acontecimentos com atenção e tentar perceber o que se está a passar no Reino Unido. E ver qual é o impacto de tudo isso sobre outras partes da política europeia.

 

 

De Corbyn ao futuro da social-democracia na Europa

No Reino Unido, a campanha para a liderança do Partido Trabalhista está a chegar ao fim. A votação começa a 14 de agosto e irá decorrer até 10 de setembro. Dois dias depois, saber-se-á o nome do novo líder, que se irá sentar no Parlamento no lugar oposto ao de David Cameron.
Tem sido um período, desde a derrota nas legislativas nacionais de 8 de maio, de grande agitação entre os apoiantes do partido. Há quatro candidatos em liça. O mais radical, Jeremy Corbyn, um deputado com uma longa carreira no Parlamento, hoje com 66 anos de idade, parece estar melhor posicionado para vencer a disputa. Esta hipótese de vitória deixa muita gente surpreendida.
Corbyn sempre foi um rebelde no seio dos Trabalhistas, um solitário fora das estruturas do aparelho. Ao longo de várias legislaturas, votou mais de 500 vezes contra a linha do seu partido. As suas ideias políticas vão no sentido de uma maior intervenção do Estado na economia, de um acréscimo significativo das despesas sociais, da renacionalização dos caminhos-de-ferro e de outros serviços, de uma diminuição significativa das despesas militares da Grã-Bretanha e de uma fiscalidade elevada em relação aos rendimentos mais altos. Tem mostrado, ao longo da sua vida pública, profundos desacordos com a política externa americana e de Israel.
Estas ideias estão em contracorrente das realidades britânicas. O défice anual do orçamento do Estado ronda os 70 mil milhões de libras. As propostas de Corbyn agravariam o défice ainda mais e acabariam, pensam os eleitores, por exacerbar a carga fiscal para a maioria dos cidadãos. E as opções em matéria de defesa e de política externa são igualmente contrárias às que têm sido tradicionalmente aprovadas nas urnas e que constituem a essência das alianças exteriores do país.
Ou seja, Jeremy Corbyn parece estar prestes a ganhar uma boa parte dos votos no interior do seu partido e a perder o apoio de uma grande percentagem do eleitorado nacional. Por isso, os Conservadores acham que a sua possível elevação a chefe do Partido Trabalhista será uma excelente notícia. Há quem diga, mesmo, que certos círculos conservadores estarão a promover uma campanha mediática que favorece a eleição de Corbyn. Querem o homem a chefiar uma oposição que terá imensas dificuldades, segundo pensam, em ser aceite por grandes segmentos da população.
Não acredito nessa teoria conspirativa. Mas creio que iremos ver, também na Grã-Bretanha, um partido tradicionalmente social-democrata na oposição por muitos anos. Penso, igualmente, que a eleição de Corbyn, se vier a acontecer, vai obrigar muita gente a reflectir sobre o papel dos partidos social-democratas e socialistas na Europa de agora e dos anos que se aproximam.

A credibilidade política e o bom funcionamento das instituições

Com os acontecimentos da última semana, a credibilidade da classe política parece ter descido para níveis que põem em risco o funcionamento dos mecanismos e das instituições democráticas. Uma parte importante dos cidadãos viu nestes acontecimentos a corroboração da máxima populista e demagógica que quer meter todos os políticos no mesmo saco. Ou seja, os casos de polícia a que estamos a assistir vêm confirmar, na visão popular, a ideia de que a política é feita de oportunistas e de gente à procura do seu interesse pessoal. Com isto, é a democracia que sai enfraquecida.

A tarefa mais imediata de quem tem responsabilidades públicas deverá consistir em demonstrar que há gente séria na política – no poder ou com hipóteses de ser poder. Essa tarefa deve ter como complemento o reforço das instituições de controlo do poder político, para que os cidadãos possam acreditar que quem venha a pisar o risco e a abusar da autoridade que lhe foi conferida terá que pagar as favas.

A agenda política dos próximos tempos passa por essas duas avenidas. Como também deve passar pela questão da economia, do desenvolvimento do país.

O resto são distrações.

E quem anda distraído acaba por não chegar a lugar algum.

Um socialismo às aranhas

O meu texto mais recente, na Visão, aborda as hesitações ideológicas que definem a situação actual dos partidos socialistas e social-democratas europeus. Passo a citar:

 

Na bruma das eleições europeias

Victor Ângelo

 

 

A três meses das eleições, o centro-esquerda europeu anda à procura do norte. François Hollande, com a reviravolta política que anunciou recentemente, veio certamente aumentar a confusão. Mas desorientação ideológica e programática já vem de longe. Ficou agora pior com os resultados de várias sondagens, que revelaram um crescimento acelerado dos partidos extremistas e populistas, sobretudo do lado da direita radical. No caso francês, a sondagem mais recente coloca a Frente Nacional de Marine Le Pen na primeira posição, em termos de intenções de votos, seguida do movimento de direita de Nicolas Sarkozy. O Partido Socialista ocuparia o terceiro lugar, com cerca de 18% do eleitorado.

 

A verdade é que os partidos socialistas, na vertente social-democrata, não têm sabido construir uma teoria política alternativa que os torne credíveis aos olhos dos eleitores. A repetição do discurso contra a austeridade e a favor da manutenção inalterada do estado social sabe a pouco, para os cidadãos que poderiam votar à esquerda. Mais ainda. Dá a impressão de irrealismo bem como de indigência de ideias novas. Aparece como um anseio romântico, uma ilusão de que seria possível um retorno à situação anterior à crise económica internacional, como se a realidade de hoje e dos próximos anos fosse uma mera reprodução do que existia antes de 2007. Ora, a informação circula e as pessoas sabem que a Europa e o mundo estão num processo de transformação acelerada, que traz consigo um conjunto de novos desafios.

 

O maior desafio político, que não tem encontrado uma abordagem clara por parte dos dirigentes do socialismo democrático – assim chamado para os diferenciar dos que acreditam nos vanguardismos de minorias iluminadas – é o da globalização. Não se trata apenas da internacionalização das relações económicas. É a globalização da economia, sim, mas também da informação, das mentalidades, das oportunidades, dos problemas e das ameaças. Uma célula terrorista no Iémen pode pôr em causa a segurança nas ruas de Londres. Uma unidade de espionagem cibernética em Xangai pode minar as operações comerciais da Airbus em Toulouse. A desertificação da metade norte do continente africano terá consequências ainda pouco descortinadas sobre o clima do Sul da Europa. Produzirá igualmente uma intensificação das migrações através do Mediterrâneo. A pesca indiscriminada e ilegal ao longo das costas ocidentais de África vai alterar de modo radical as oportunidades de sobrevivência de milhões de famílias que vivem na região. Daqui resultará uma dinâmica de insegurança completamente diferente. Tudo isto terá impacto sobre o nosso futuro. Sem esquecer que o reequilíbrio da economia mundial continuará a exercer uma pressão desmedida sobre o emprego nos países europeus.

 

Qual é a resposta do socialismo europeu? Ou perante questões mais imediatas, como a segurança dos cidadãos mais vulneráveis, a xenofobia crescente, a sustentabilidade do modelo social europeu, nomeadamente nas áreas da saúde, do apoio à terceira idade e aos desempregados de longa duração? Estas são algumas das grandes preocupações dos europeus, hoje melhor informados que nunca. O centro-esquerda não as pode ignorar.  

Enquanto observo a timidez da afirmação socialista, vou-me lembrando do que aconteceu aos partidos comunistas. Estão hoje defuntos ou moribundos. O próprio Partido Comunista Francês, que foi um exemplo ao longo de décadas, encontra-se relegado para uma posição sem peso nem perspectivas. No ano passado, abandonou os símbolos da foice e do martelo. Será que os partidos socialistas europeus estarão agora num processo semelhante, a caminho de uma marginalização política em grande parte autoinfligida?

A muito esperada conferência de imprensa

A conferência de imprensa de François Hollande poderia ter sido o acontecimento do dia na UE. Não o foi. Para além das questões pessoais, que continuam a ter um impacto muito negativo sobre o bom senso político do Presidente, e que são uma distração de monta numa altura em que ele deveria estar totalmente concentrado nos inúmeros problemas a que a França tem que fazer frente, pouco ficou. Houve iniciativas a mais, uma série de anúncios de grupos e comissões novas, tudo muito confuso e muito redondo, pouco claro por isso para a maioria dos cidadãos, e bandeiras a menos. Uma ou duas ideias bandeiras teriam feito a diferença.

 

Ficou, no entanto, claro que haverá uma redução das despesas públicas bastante significativa nos próximos três anos, uma intenção de apoiar as empresas e uma maior atenção à parceria com a Alemanha.

 

Veremos.

Boas intenções e tiros de pólvora seca

A democracia faz-se com partidos políticos e com movimentos e associações da sociedade civil. Mas a democracia tem que começar no interior dos partidos. A vida partidária precisa de dinamismo e flexibilidade, de modo a dar oportunidade aos melhores e às ideias novas.

 

Quando isso não acontece, cada grupo de cidadãos tenta criar o seu próprio partido ou movimento político.

 

É isso que está a acontecer em Portugal. Estão a surgir novos embriões de partidos. Não terão um futuro muito próspero, por o terreno ideológico estar bem demarcado e muito ligado aos partidos que ao longo de décadas se foram impondo. Não passarão, por isso, de meras manifestações de personalidades, descontentes com as lideranças actuais dos principais partidos e com a falta de espaço interno, que não lhes permite ganhar proeminência dentro de cada partido. Vão desaparecer como apareceram, de repente, sem que se dê por tal.

 

Curiosamente, essas tentativas de furar a realidade partidária têm sobretudo lugar à esquerda. É a multiplicação das boas intenções e das ingenuidades.

 

De boas intenções está …

 

O PS e Paulo Portas

No calor do debate em curso, sobre o Partido Socialista, as divisões no seu sei, as opções políticas, à esquerda ou à direita, alguém me perguntava hoje se seria possível pensar numa coligação dos socialistas com um ou dois partidos à sua esquerda. A resposta é simples: ser possível, claro que é. Se os resultados das próximas eleições o justificarem e se houver vontade e acordo entre os dirigentes dos partidos em causa, a possibilidade existe.

 

Trata-se, contudo, de uma possibilidade teórica. Não vejo a direcção socialista actual encarar uma tal hipótese. Também não consigo antecipar um acordo sobre um programa comum. E não acredito que o nível de confiança entre esses partidos seja suficiente para que possa permitir um entendimento e um mínimo de boa-fé entre eles.

 

Assim, as próximas eleições só podem levar a uma de duas: ou um dos paridos ganha uma maioria absoluta, ou então terá que haver uma coligação com a direita ou à direita. A maioria absoluta deveria ser o objectivo a atingir. Mas parece-me muito improvável. Resta-nos uma coligação à direita, o que no caso de uma vitória em minoria do PS acabaria por trazer o Paulo Portas de novo ao governo.

 

Paulo Portas, ouviram bem?

 

Teríamos então um PS preso às manhas políticas de Portas.

 

Um pesadelo, este país, por agora.

 

 

 

Para onde vai a Social-democracia?

Nem sempre estou de acordo com a jornalista Teresa de Sousa, mas é certamente uma profissional que merece todo o respeito. E que vale a pena ler, sobretudo as suas crónicas de domingo, que aparecem todas as semanas no Público.

  

Recomendo a reflexão de hoje, sobre o estado da social-democracia na União Europeia de agora. Na verdade, o futuro político da social-democracia levanta muitas interrogações.  

 

O link para o texto é o seguinte:


http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-socialdemocracia-do-medo-1614561


Uma crise esconde outra

Na íntegra, o meu texto na Visão desta semana:



Entender o presente, imaginar o futuro

Victor Ângelo

 

Pare, escute e olhe! Lembram-se? Um comboio pode esconder outro…Agora, é a crise europeia que parece ocultar uma outra: a crise da representação política. O cidadão, um pouco por toda a parte, deixou de se sentir representado pelos partidos tradicionais, que durante décadas se têm revezado no exercício do poder. Esses partidos são agora vistos como meras máquinas de propulsão de oportunistas. Máquinas inacessíveis, distantes e opacas, em contracorrente com as práticas de hoje, que são abertas, próximas e transparentes, graças à utilização generalizada das redes sociais. Para mais, ao revelarem-se incapazes de imaginar soluções que respondam às inquietações actuais dos eleitores, perdem credibilidade e conduzem ao aviltamento da imagem das instituições. São os parlamentos e os executivos – governos e a Comissão, em Bruxelas – que saem pior deste processo de desvalorização política.

 

É na área do centro-esquerda que a crise dos partidos é mais evidente. O descrédito do neoliberalismo, os altos níveis de desemprego, a evolução dos valores e da ética, as aspirações de justiça social, tudo isto deveria traduzir-se num apoio acrescido à social-democracia e ao socialismo na Europa. Não é isso que está a acontecer. Apesar das condições lhe serem claramente favoráveis, o centro-esquerda europeu não tem conseguido canalizar as ansiedades nem inspirar esperança aos cidadãos. Tem-se mostrado igualmente incapaz de dar um novo fôlego à construção europeia. O exemplo mais evidente deste fracasso vive em Paris.

 

François Hollande foi eleito há exactamente um ano. Quem o elegeu esperava uma mudança profunda na orientação que vinha a ser seguida pelo seu predecessor, de liberalismo económico e de alinhamento com as posições alemãs. Um ano depois, a crise económica francesa agravou-se, o desemprego aumentou e a subordinação a Berlim acentuou-se. A França perdeu peso na cena europeia. Hollande dá uma imagem de falta de rumo. Parece um dirigente para todas as estações, ou seja, um catavento político, mais táctico do que estratégico. O Partido Socialista francês está mais fraccionado que nunca. Tudo isto por não haver uma resposta ideológica coerente e moderna aos desafios que o país e a Europa enfrentam.

 

O caso francês prejudica os partidos da mesma família política no resto da vizinhança. Perante o fracasso de Hollande, quem consegue convencer os eleitores, noutros países, que os socialistas são uma alternativa credível? Na Alemanha, nas vésperas das legislativas de Setembro, o Partido Social-democrata, que foi uma organização determinante no avanço da ambição europeia e na modernização da Alemanha, não consegue aparecer como uma alternativa credível às opções de Angela Merkel. O seu candidato a chanceler, Peer Steinbrück, além de ser conhecido pela frequência das suas gafes, é sobretudo um porta-voz dos ecos do passado, de soluções que funcionaram há décadas, quando as circunstâncias eram bem diferentes. Foi ele quem lançou, recentemente, a ideia de um novo Plano Marshall para a Europa. Como se a Europa e o mundo estivessem com a mesma dinâmica e a mesma relação de forças que caracterizava a cena internacional há sessenta anos. 

Na verdade, a classe política precisa de parar, escutar e olhar para poder compreender quais são as grandes inquietações dos seus concidadãos e propor, em seguida, uma resposta adequada. Ou seja, é preciso formular um novo corpo de ideias, uma ideologia ancorada nos anseios e receios das populações e virada de vez para o futuro. Trata-se de um desafio de proximidade e de imaginação!

 

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