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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A agenda externa da Noruega

Estou em Oslo. A agenda diplomática da Noruega concentra-se em três ou quatro assuntos. A crise na Líbia, como não poderia deixar de ser. Aqui a preocupação é a de saber que iniciativa política vai ser tomada e por quem, para que se possa sair do impasse. O futuro do Sul Sudão e o papel da comunidade internacional. Terceiro ponto, as alianças estratégicas da Noruega. E, como sempre, as questões ligadas ao funcionamento da ONU. 

 

Um apelo e um recado

Escrevo na revista Visão de hoje um texto sobre uma possível crise civil e humanitária no Sudão.

 

Creio que é fundamental chamar a atenção dos líderes da comunidade internacional.

 

O referendo no Sul do país vai ter lugar a 9 de Janeiro. Assim fora acordado quando a paz entre o Norte e o Sul foi assinada, em 2005. O Sul vai certamente votar pela independência. O Norte parece resignado. Não tem muitas outras hipóteses, para além de aceitar a decisão popular.

 

Mas há um problema que não está resolvido. É o da região de Abyei, uma zona de transição entre as duas metades do país. Também aí deveria haver um referendo em Janeiro de 2011. Mas Cartum e Juba não se entendem. O recenseamento eleitoral não teve lugar. As populações estão revoltadas e há armas em várias mãos milicianas.

 

O potencial de um conflito armado existe.

 

Cabe à comunidade das nações ajudar as duas partes a ultrapassar esta situação explosiva. Caso contrário, haverá muito sofrimento humano.

 

O texto está disponível:   http://aeiou.visao.pt/abyei-sudao-urgente=f582961

O referendo no Sul do Sudão

O referendo que decidirá sobre o futuro do Sul do Sudão terá lugar a 9 de Janeiro. Faltam menos de dois meses.

 

Entretanto existem, na região de Cartum, a capital do país, cerca de um milhão de deslocados vindos do Sul. Concentrados em três grandes campos humanitários, são pessoas que fugiram à guerra e ao conflito que devastaram o Sul, durante cerca de vinte anos. Contrariamente às gentes que rodeiam os campos, que são populações fortemente arabizadas, os povos vindos do Sul têm todas as características dos bantos. O aspecto físico é totalmente distinto.

 

Esses deslocados estão extremamente preocupados com o seu futuro. Não sabem qual vai ser a reacção das autoridades do Norte, de Cartum, caso o referendo seja a favor da independência. A verdade é que as hipóteses de um referendo separatista, que dê origem a uma divisão do Sudão e ao aparecimento de um outro Estado, com capital em Juba, são muito fortes. A partir daí os deslocados que vivem na área de Cartum passarão a ser olhados com enorme hostilidade pelas autoridades e a população árabe do Norte e considerados estrangeiros. É difícil prever o que lhes possa vir a acontecer. Mas que há motivo para profundas preocupações, isso sim, há.

Sudão

Continuo sem poder focalizar a atenção da comunidade internacional no referendo que vai ter lugar no Sul do Sudão, dentro de dois meses, e que será uma momento de viragem na história contemporânea daquela parte do Continente Africano. Muitas outras coisas com que me ocupar estão a fazer com que não consiga dedicar suficiente atenção a este assunto. É, portanto, a chave de futuros conflitos.

Um dia agitado

A visita oficial do Presidente Cavaco Silva a Angola foi um sucesso. Conseguiu resultados concretos, nas áreas comerciais e dos interesses de Portugal. Certas concessões feitas pelos Angolanos so' foram possíveis por que foram solicitadas ao nível do Chefe de Estado. Assim se faz política externa, em países como Angola. Por isso, é importante organizar regularmente visitas ao mais alto nível.

 

Entretanto, com a cimeira da CPLP 'a porta, tem havido muita discussão sobre a eventual entrada da Guiné Equatorial para membro efectivo da Comunidade. Conheço relativamente bem o regime de Malabo. 'A partida, e' muito difícil justificar essa adesão. Por vários motivos, incluindo os ligados 'a língua portuguesa, enquanto idioma oficial. A decisão sobre esta candidatura vai certamente entrar para a história da ciência política.

 

De um modo mais geral, o parecer do Tribunal Internacional da ONU sobre a legalidade da declaração unilateral de independência do Kosovo, hoje dado a conhecer, abre novas ondas de choque em países com comunidades populacionais que aspiram ser independentes. Vai ser necessário muito juízo político para que Estados como a Espanha não entrem num processo ainda mais pronunciado de fragmentação e de crise civil.

 

Falando da ordem jurídica internacional, o Presidente Bashir do Sudão, contra o qual existe um mandato de captura, foi hoje a N'Djamena. O Chade e' um dos Estados signatários dos estatutos de Roma, que criaram as obrigações relacionadas com as decisões do Tribunal Penal Internacional. O mesmo tribunal que procura deter Bashir. O homem foi e regressou a Cartum, sem que nada lhe tenha acontecido. Não foi detido, não foi despachado para Haia. Terão ganho as relações bilaterais entre o Chade e o Sudão. Mas, perdeu a ordem jurídica internacional.

África entrevistada

 

Ontem, falei na RDP África sobre um conjunto de questões da actualidade. Foi um discorrer entre amigos, com as preocupações do ouvinte sempre presentes, para que a conversa pudesse ter algum interesse. 

 

Tratou-se da minha segunda entrevista radiofónica da semana. Segundo entendi, os níveis de escuta nos PALOP e em Timor-Leste foram muito elevados.

  

 

 

Pode ser ouvida no sítio:

 

 http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?prog=2099

 

Aconselho a quem se apaixona por questões africanas.

 

 

Entrevista à Antena 1

 

Gostava de convidar os leitores a ouvir a entrevista que a Antena 1 teve a amabilidade de me fazer. Está disponível em:

 

http://tv1.rtp.pt/antena1/index.php?t=Victor-Angelo.rtp&article=1857&visual=11&tm=16&headline=13

 

Com calma, falámos de política internacional, de interesses estratégicos e da resolução de conflitos.

Sudão em crise

 

As eleições que começam no Domingo no Sudão não podem deixar os responsáveis da comunidade internacional indiferentes. O Sudão é o maior país de África, faz fronteira com vários Estados importantes, incluindo a Etiópia, a Eritreia, o Uganda, o Congo de Kinshasa, e o Chade, é atravessado pela linha de fractura entre a África muçulmana e a banto, e tem um Presidente, Omar al-Bashir, que é procurado pelo Tribunal Penal Internacional, por crimes de guerra e contra a humanidade.

 

As principais características destas eleições são as seguintes:

 

1. Uma farsa; todo o processo eleitoral tem sido conduzido sem que qualquer atenção tenha sido dada às regras básicas que devem presidir à preparação de eleições minimamente correctas.

 

2. Uma tragédia; a população sudanesa vai sair destas eleições mais dividida e com os conflitos cívicos agravados.

 

3. Um factor de instabilidade; as eleições vão criar mais focos de guerra na região, quer internamente quer na vizinhança.

 

4. Uma ironia; estas eleições foram impostas ao Sudão pela comunidade internacional, quando o acordo de paz entre o Norte e o Sul Sudão foi assinado, em 2005; ninguém, no Sudão, via a necessidade de organizar eleições em 2010, quando vai haver, em Janeiro de 2011, um referendo sobre a divisão do país em dois Estados distintos; mas, o Ocidente não quis ouvir e exigiu eleições presidenciais, gerais, etc, em 2010, antes do referendo; só que estas eleições vão tornar o referendo ainda mais difícil de concretizar.

 

5. Uma UE sem prestígio nem influência; Bruxelas não tem qualquer tipo de peso no processo sudanês, embora tenha um Representante Especial para o Sudão, que anda a navegar à deriva, por falta de directrizes claras dos senhores da União.

 

Penso que é importante que se fale nestas coisas.

A igreja grande

 

Copyright V.Ângelo

 

Neste Domingo de Páscoa convido o leitor a visitar a Igreja Matriz de Birao, capital da região de Vakaga, na República Centro-Africana, bem perto da fronteira com o Sudão.

 

Com o tempo, a igreja, que como deve ser, está situada na zona central de Birao, perdeu os fiéis. Hoje é um edifício sem vida, numa terra que é cada vez mais islâmica. O Islão conseguiu penetrar ao nível popular, ganhar raízes locais, sobreviver às crises políticas e aos conflitos armados. A região está, hoje mais do que nunca, virada para o Sudão muçulmano. Bangui, a capital da RCA, fica longe, o cristianismo é uma religião de brancos e de gentes das cidades, um mundo distante, estranho, nestas terras bem estranhas.

 

 

Basicamente falando

 

Copyright V. Ângelo

 

A isto se chama necessidades básicas. Faz-se o que se pode como se pode.

 

Tirei esta foto no campo avançado do contingente de capacetes azuis provenientes do Gana, numa zona da nossa área de operações em que os perigos têm sido grandes. É uma região perto da fronteira com o Sudão, a alguns quilómetros da cidade sudanesa de El-Geneina. O campo tem condições de vida muito rudimentares, como a fotografia revela.

 

Os homens são bravios nestas terras. Bandidos de grande porte e rebeldes de todas as cores circulam pelos caminhos áridos e rochosos. Para que os nossos soldados possam fazer as suas necessidades em paz é preciso muita vigilância.

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