Portugal é grande quando abre horizontes

17
Jul 14

Regressado há umas horas de Gloucester, no Reino Unido, fui surpreendido com a notícia chocante relativa ao voo da Malaysia Airlines, abatido, segundo todos os indícios, pelos separatistas que a Rússia apoia na Ucrânia.

 

Agora, esses indivíduos, conscientes que devem estar da barbaridade que cometeram, dizem que na mesma altura, no momento em que o avião comercial foi abatido, eles haviam lançado um míssil antiaéreo contra uma nave militar ucraniana. Ou seja, procuraram assim esconder-se por detrás de uma mentira, pois os seus amigos devem ter-lhes dito que hoje em dia há tecnologia suficiente para determinar quando um míssil de longo alcance foi disparado e a partir de que local.

 

A tragédia de hoje vem lembrar-nos que as guerras assimétricas - Estados contra grupos rebeldes - em solo europeu são sempre de uma grande violência.

 

Recorda-nos, também, que a violência armada é algo que deve ser tratado sem demoras, utilizando todos os meios disponíveis: políticos, diplomáticos, mediáticos e a força. No caso da Ucrânia, se o governo actual não tem condições para resolver a crise sem demoras deve pedir ajuda externa. A lei internacional permite-o.  

publicado por victorangelo às 22:06

30
Mai 14

 

 

A confrontação com a Rússia em torno da Ucrânia traz-nos novos elementos de reflexão sobre a política de defesa da União Europeia. Não se trata de discutir quem tem razão, se nós ou eles. Esse é outro debate, uma discussão sem fim, receio. Deve-se refletir, isso sim, sobre a estratégia de proteção do nosso espaço político, tendo em conta os ensinamentos que se podem desde já retirar do que tem estado a acontecer. Ou seja, a maneira como tem decorrido o confronto permite ponderar sobre os ajustes que convém introduzir na nossa estratégia coletiva, na Aliança Atlântica e no quadro mais estrito do projeto europeu. Dá-nos, igualmente, a possibilidade de identificar os acertos de segurança nacional que cada um dos nossos Estados, incluindo Portugal, precisa de ter em conta.

 

Por detrás destas palavras fica claro que os conceitos estratégicos em vigor estão, no geral, corretos e continuam válidos. Aqui, discordo do que se tem escrito recentemente em Portugal, e que se pode resumir numa frase do género “a Rússia torna obsoletos os atuais conceitos de defesa nacional”. Obsoletos, inadequados, fora de jogo, tudo isso me parece exagerado e trazer água no bico, ter outras intenções, como por exemplo tentar pôr de novo os gastos militares no centro dos orçamentos públicos. Mas estou de acordo que os conceitos devem ser interpretados e operacionalizados com base num olhar mais realista no que diz respeito ao nosso relacionamento com o grande vizinho que é a Rússia. A Rússia de Putin e do seu círculo, que a Rússia da geração seguinte já não será assim.

 

Acrescente-se que numa situação de conflito é fundamental defender, de modo razoável, os interesses próprios e chegar a um entendimento adequado com a parte contrária. Estas duas premissas são essencialmente políticas. Só quem tem legitimidade política é que pode definir os interesses que temos em jogo e, por outro lado, as condições de um acordo, melhor ou pior, com a parte contrária. O resto, as forças armadas, os serviços de inteligência, a diplomacia, a informação e a comunicação, a economia e as finanças, são instrumentos do poder político. A crise atual mostra que podem ser combinados de vários modos, na resolução de um conflito. Assim se faz, nos tempos de agora, uma política de defesa abrangente e sagaz.

 

 

 

(Original do texto que hoje publico no Diário de Notícias)

publicado por victorangelo às 20:24

13
Mai 14

Tive hoje uma reunião com uma alemã, uma personalidade reconhecida nos círculos internacionais e que trabalhou directamente com Dmitri Medvedev em São Petersburgo na primeira metade dos anos 90. Fazia parte das suas funções, então, ter um encontro semanal com Vladimir Putine, na altura o responsável, na região de São Petersburgo, pelas relações com as instituições estrangeiras com projectos nessa parte da Rússia.

 

Achou, nesses tempos, e continua a achar, que ambos são encantadores, mas também profundamente estratégicos. São gente que sabe embalar as mensagens, mas sem perder de vista os objectivos que têm em vista. São líderes que sabem trabalhar a forma e manter uma visão clara sobre a substância. Ou seja, gente que há que tratar com muita atenção, sem amadorismos nem espontaneidades.

publicado por victorangelo às 18:54

30
Abr 14

Volto a escrever sobre Vladimir Putine na Visão que hoje foi posta à venda. O link para o artigo, cujo leitura recomendo, é o seguinte:

 

http://tinyurl.com/qd5fkyz

 

 

Para facilitar, transcrevo o texto de seguida.

 

 

 

 

 

Putine, Um conservador demasiado amigo da onça

Victor Ângelo

 

 

Escrevi, na Visão de 2 de janeiro, que em 2014 Vladimir Putine haveria de estar no centro da cena internacional. Convido o leitor a voltar a ler o que então publiquei, sob o título "Putine: o homem que quer ditar o futuro". Entretanto, permito-me citar um parágrafo desse texto, por me parecer fundamental, na altura como agora, para a compreensão das linhas de força que animam o líder russo:

 

"...Putine gosta de estar no foco das atenções. [...] Acredita que a sua missão é a de fazer renascer o país dos escombros que resultaram da desintegração da União Soviética. Consequente com a tradição ultranacionalista, pensa que o país precisa de um líder forte, determinado, escorado nos valores da Igreja Ortodoxa e na superioridade da cultura russa, capaz de resistir às conspirações do Ocidente. A ambição é fazer regressar a Rússia ao estatuto de grande potência, em paridade com os Estados Unidos. Para o conseguir, Putine julga que o caminho passa pela imposição de respeito a todo o custo, pela intimidação dos vizinhos e por uma política de confrontação com a Europa." (Edição 1087 da Visão). 

 

Putine é, de facto, um político inspirado por valores conservadores. Tem uma visão tradicional da autoridade, que deve ser forte, formal, respeitada e centralizada; da sociedade, que deve ser guiada por princípios morais rígidos e estar subordinada aos interesses do Estado; e das relações internacionais, que são vistas como um jogo de forças e uma competição entre potências. Em Portugal, seria um líder da direita pura e dura. Acrescente-se a isso a convicção de que tem uma missão histórica para cumprir, como os heróis do passado. Tem-se, ao mesmo tempo, como um grande estratega, da estirpe que a União Soviética produzia com eficácia. E, no que nos diz diretamente respeito, a sua estratégia visa dois objetivos: o enfraquecimento da UE e a contenção da NATO.

 

O aprofundamento da UE aumentaria a capacidade negocial externa do bloco dos Estados membros, da política à economia. Daqui resultaria, segundo Putine, uma situação desfavorável à Rússia, que deixaria de poder beneficiar de uma relação desigual com cada um dos países da UE, do tipo grande Estado, pequeno Estado, para ter que se inserir num quadro de vizinhança mais equilibrado. Putine procura, por isso, tecer uma teia de contradições que possa abalar a coesão e fragilizar a imagem da UE. Faz parte da estratégia o apoio, subtil mas real, dado pelo Kremlin a Marine Le Pen e a outros dirigentes ultranacionalistas, em diferentes países europeus. Sobretudo agora, em vésperas de eleições para o Parlamento Europeu. Quanto mais inimigos do projecto comum entrarem em Estrasburgo mais reconfortado se sentirá o Kremlin. É a política do amigo da onça. Na mesma lógica, e para além de outras considerações nacionalistas russas, a crise ucraniana é uma excelente oportunidade para mostrar as fraquezas e incongruências da UE.

 

Tudo isto é conjugado com uma sanha visceral contra a NATO. Putine vem de uma escola de pensamento que petrificou durante a Guerra Fria e continua a considerar a Aliança Atlântica como uma ameaça militar permanente. A decisão ocidental de instalar um escudo antimísseis na Polónia e na República Checa agravou esses temores. Transformou-se, mesmo, num ponto de não-retorno, a partir do qual a tentativa de aproximação entre a NATO e a Rússia ficou sem gás. Em resultado, muito do que se passa na Ucrânia está intimamente ligado à preocupação de travar a expansão da NATO para Leste.

 

Estas opções políticas têm custos elevados. Mas se um dia a Europa entrasse em roda livre e a NATO perdesse a capacidade de dissuasão, Putine acharia que teriam valido bem a pena.

 

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 22:42

20
Mar 14

Dizer que estamos a atravessar um momento de alto risco seria esquecer que o risco é o quotidiano de muitos, em várias partes do globo. Assim acontece em diversos cantos de África, do Darfur ao Leste do Congo, da Guiné-Bissau à Somália, em muitas terras da América Central, com Honduras a ter a taxa de homicídios mais elevada do mundo, na Ásia, do mundo do trabalho quase escravo do Bangladesh até ao tráfico de crianças no Cambójia, e assim sucessivamente.

 

Mas ignorar que a escalada de confrontação entre o Ocidente e a Rússia não augura nada de bom seria um erro.

 

E estamos, de novo, hoje, numa lógica de intensificação da crise. A visita do Secretário-geral da ONU a Moscovo e amanhã à Ucrânia mostra o nível de preocupação de quem sabe quais são os riscos.

 

É preciso pôr um travão ao conflito.

 

Mesmo assim, já se foi longe demais. Reparar a confiança perdida vai demorar muito tempo.

 

Continuar a perdê-la levaria a prejuízos muito grandes para ambas as partes.

publicado por victorangelo às 17:38

13
Mar 14

https://docs.google.com/file/d/0B7Mx3TqxEDLpM3JiRktJRVdjNG8/edit

 

O link acima leva-nos ao texto que hoje publico na Visão sobre as relações da União Europeia com a Rússia.

 

Para facilitar a leitura, passo a citar esse meu escrito:

Um parceiro chamado Putin

Victor Ângelo

 

Nas vésperas do referendo sobre a integração da Crimeia na Rússia, seria fundamental que os dirigentes europeus se exprimissem de modo coerente, a partir de uma posição comum. O ideal seria que se pronunciassem a uma só voz, com o Presidente do Conselho Europeu, Van Rompuy, a falar em nome de todos. Mas isso implicaria uma Europa diferente, não a que temos agora com as instituições comunitárias reduzidas a um grau inédito de irrelevância.

 

Trata-se de reconhecer que estamos perante um momento particularmente crítico para a segurança e a credibilidade externas da UE. O bom relacionamento político com a Rússia, o grande vizinho da nossa comunidade de nações, é fundamental. Tem que ser construído com base na confiança mútua, na cooperação e no respeito pelos interesses das partes. Não pode assentar numa mera relação de forças, com cada lado a contar os canhões de que dispõe. Nem deve apoiar-se na prática do facto consumado, no partir da loiça primeiro, para depois se tentar colar os cacos. Dito isto, convém lembrar que a única linguagem que Vladimir Putin entende bem, em matéria de relações internacionais, é a da diplomacia musculada. Quero dizer, uma diplomacia sem ambiguidades, que não deixe espaço para divisões ao nível dos protagonistas europeus e que seja clara em matéria de objectivos e, ainda mais, em termos de consequências.

 

Putin pode ser um produto dos tempos da Guerra Fria, mas não ignora onde estão os interesses da Rússia de hoje. Terá certamente como inspiração a ideia de uma Rússia forte e influente na cena mundial, mas estará consciente que a prosperidade do seu país depende, em grande medida, do fortalecimento das relações comerciais com a UE. Sabe, mais ainda, que a sua continuação no poder, que é, em última instância, a ambição que o anima, tem mais que ver com o incremento do bem-estar e da segurança económica dos seus concidadãos do que com o nacionalismo arcaico que ainda alimenta o sonho de uma Grande Rússia.

 

Nesse contexto, e se a posição europeia se mantiver firme, Putin acabará por aceitar que a Crimeia pesa pouco, no grande jogo das relações com o Ocidente. A Crimeia não vale uma guerra, nem mesmo um conflito a frio. Putin precisa, no entanto, de receber certas garantias, que tenham a caução da UE e lhe permitam salvar a face perante os seus. Isto significa, primeiro, a certeza que o acordo relativo à base naval de Sebastopol continuará em vigor, nos termos actuais. Segundo, que Kiev respeitará a autonomia política e administrativa da península bem como um relacionamento especial com Moscovo. Terceiro, que a nova constituição ucraniana voltará a considerar o russo como uma das duas línguas oficiais do país.

 

Mas o que é uma posição firme? Apesar dos europeus terem perdido o hábito da firmeza de vistas largas e adquirido o gosto pela navegação costeira, em que cada país pensa apenas em si, sem ter uma visão de conjunto, a resposta é simples. Passa, primeiro, pela não-aceitação do referendo na Crimeia, nos moldes em que está previsto. Depois, por um acordo tripartido, entre europeus, russos e ucranianos, sobre o processo de transição política que Kiev deve seguir. Esse processo deverá ser acompanhado por um plano de recuperação económica e financeira, financiado conjuntamente pela UE, a Rússia e outros parceiros internacionais. Terá igualmente que incluir um acordo de revisão constitucional que proteja os direitos das diferentes comunidades linguísticas e salvaguarde a soberania da Ucrânia. Firmeza não significa ostracizar a Rússia. Nem apoiar uns contra os outros. Requer, isso sim, visão, equilíbrio, bom senso e imaginação.  

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:32

10
Mar 14

A crise na Ucrânia tem despertado toda uma série de reacções emocionais. Os colunistas que escrevem sobre o assunto fazem-no, em geral, de forma exaltada, cem por cento a favor de uns e cem por cento contra os outros. Os intelectuais de esquerda, por exemplo, esquecem-se dos interesses em jogo e passam o tempo a demonizar os novos dirigentes e a defender a Rússia. Como se a Rússia de Putin fosse a Rússia dos sovietes, a Europa a vanguarda do imperialismo internacional e os líderes ucranianos uns rebentos tardios do nazismo de outrora. A direita, por seu turno, procura humilhar os russos a qualquer custo e fazer de Putin o derrotado desta história.

 

Estas visões estreitas e sectárias de uma realidade bem complexa acham que a confrontação deve ser a chave do problema. Assim se cria uma atmosfera favorável à violência. Por isso, a posição mais correcta, neste momento, é a que procura acalmar o jogo e sublinhar que a falar é que todos se entendem.

publicado por victorangelo às 19:40

31
Jan 14

Na Visão que ontem foi posta à venda escrevo sobre a grave e complexa crise ucraniana. A Ucrânia é hoje uma zona de confrontação de interesses. A UE tem que ter uma estratégia muito bem pensada. Não pode tratar dos acontecimentos e da questão sem ter em conta as mais variadas dimensões da mesma, que vão dos direitos humanos e da liberdade das pessoas à necessidade de diálogo e de equilíbrio entre as partes em conflito, até aos aspectos geoestratégicos. A tendência habitual para lidar com estes problemas de forma esquemática e simplista poderá acarretar consequências inesperadas e muito sérias, inclusive para os interesses da UE. Por outro lado, enveredar por uma política de confrontação aberta com a Rússia exigiria uma unidade de objectivos e intenções, por parte dos europeus, que me parece, neste caso, como em muitos outros, muito difícil de conseguir. A dependência da Rússia em termos de gás, que é total para alguns Estados membros da UE, coloca-os numa posição de grande prudência e dá-lhes muito pouca capacidade de manobra. A Letónia, por exemplo, depende do gás russo. No outro extremo, a Espanha ou Portugal, não. Mas mesmo estes não têm qualquer interesse numa política de hostilidade aberta com Moscovo.

 

O texto pode ser lido através do seguinte link:

 

http://tinyurl.com/p6ahuc8

 

Para quem o quiser ler nesta página do blog, passo a transcrever o que escrevi:

 

 

Ucrânia: a difícil política do bom senso

Victor Ângelo

 

 

A crise ucraniana não se compadece com análises a preto e branco. Nem com a diplomacia do megafone praticada por exemplo por Van Rompuy este fim-de-semana, em Varsóvia, ao atacar abertamente as autoridades de Kiev. É uma situação complexa, com profundas implicações internas, numa Ucrânia à beira da falência económica, e politicamente fracturada. Por outro lado, na frente externa, a crise tem contornos geopolíticos sensíveis, em virtude das ambições russas para a região e dos ressentimentos de certos Estados da UE. Estamos, além disso, perante um processo volátil e cheio de perigos. As opções têm que ser abordadas com uma boa dose de ponderação.

 

Nos últimos dias, as comunidades ucranianas residentes no estrangeiro, incluindo em Portugal, intensificaram a pressão para que as instituições europeias tomem uma posição inequívoca. Querem que se faça uma espécie de ultimato ao Presidente Viktor Yanukovich, com ameaças e tudo. Mas a verdade é que a nossa parte da Europa não tem uma posição comum sobre a Ucrânia. Quando a proposta de sanções foi debatida, ficou claro que não havia o consenso necessário para a aprovar. No essencial, as preocupações dos que contam na UE passam por evitar um agravamento da violência, pela promoção do diálogo entre as partes e a preocupação de não hostilizar a Rússia de modo aberto. A Alemanha, nomeadamente, não se esquece que o mercado europeu absorve 47% das exportações russas e que esse país é o terceiro maior parceiro comercial da UE, após os EUA e a China. O comércio pesa, quando se tomam decisões geoestratégicas. Ainda pesa mais, numa altura de incertezas económicas. E é determinante para alguns, para os que estão criticamente dependentes do gás russo, como é o caso dos Estados Bálticos, da República Checa, da Eslováquia, da Hungria e da Bulgária. Saber que em 2013 a Noruega se tornou o principal fornecedor de gás do conjunto da UE não é consolação suficiente. Para estes países, é a Rússia que conta.

 

A nossa resposta tem que resultar de um equilíbrio entre o realismo e os princípios. Primeiro, convém ter presente que a geografia continua a ser um dos pilares das relações internacionais. A Ucrânia está onde está, na convergência de duas placas tectónicas de interesses. Na Europa que queremos construir, a confrontação entre interesses opostos tem que ser resolvida por meios pacíficos, através da convergência e da vantagem mútua. Pensar, como alguns pensam, que a “guerra” que se perdeu na Geórgia em 2008 pode ser agora vingada na Ucrânia, é um erro primário. A política do “ajustar contas” não deve ser a linha de inspiração das relações com a Rússia. Ninguém me pode exigir que goste do meu vizinho. Mas terei toda a vantagem em entender-me com ele, para além dos gostos e dos desgostos recíprocos.

 

Quanto aos princípios, as regras são claras. Há que respeitar os direitos humanos, a liberdade e as diversas expressões da cidadania, tratar do mal-estar social e político por meio de negociações e entendimentos. A rua, incluindo a Praça Maidan em Kiev, deve ser utilizada, sem violência e destruição de bens nem cega repressão das multidões, para forçar o diálogo e o bom funcionamento das instituições. Estas são as mensagens que os amigos da Ucrânia devem enviar a Yanukovich e aos líderes das oposições. Sem ambiguidades. O resto está nas mãos do povo ucraniano. Eles, melhor do que ninguém, saberão encontrar a solução que melhor se adequará às suas circunstâncias. Sem manobras nem interferência vindas de fora, nem do Norte nem do Ocidente. A não ingerência é outro princípio que convém ter sempre presente.

 

 

 

publicado por victorangelo às 18:48

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