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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Índia e África

A Índia também está a apostar a sério no Continente Africano. 

 

A primeira cimeira entre a Índia e África tivera lugar em Deli em 2008. A segunda acaba de ser concluída em Addis Ababa. Notou-se a participação de vários chefes de Estado africanos, embora não tantos como inicialmente previsto.

 

A Índia vai investir, no seguimento desta reunião, 6 mil milhões de dólares em África, nos próximos três anos. A maior parte deste dinheiro será para financiar linhas de crédito. O restante irá para projectos de infra-estrutura e para a formação de quadros africanos. 

 

A agricultura, em particular, a produção alimentar, será igualmente um dos focos da cooperação. 

 

Finalmente, conviria notar que a União Africana mereceu uma atenção especial por parte dos dirigentes indianos. Como que para provar que a Índia respeita as instituições africanas. 

Costa do Marfim

A Costa do Marfim foi, até meados da década de 90, um exemplo de prosperidade e de tranquilidade, na África Ocidental. Para quem vivia noutros países da região, ir a Abidjan, era um encanto. A cidade funcionava. Lembro-me que um dos grandes prazeres da altura era ir comer no "maquis", assim se designavam os restaurantes locais, ao ar livre, onde se manjava uma variedade de peixes frescos grelhados, ou frango nas brasas, e a cerveja local era servida em garrafas de meio litro.

 

As coisas, entretanto, mudaram. O país tem estado em crise desde o início do milénio. A capital transformou-se numa cidade violenta e perigosa. A Costa do Marfim perdeu a importância económica que tinha. Dividiu-se ao meio, o Norte contra o Sul, a zona costeira.

 

Hoje a crise entrou numa nova e muito perigosa fase. A Comissão Eleitoral Independente declarou vencedor das eleições presidenciais o líder da oposição, Alassane Ouattara. Um grande político e um homem tecnicamente bem preparado, enquanto economista de grande valor, reconhecido internacionalmente. O Tribunal Constitucional, por sua vez, proclamou Laurent Gbagbo, o Presidente cessante, como ganhador. Gbagbo, cujo partido é membro da Internacional Socialista, tem sido um Presidente da desunião. Político hábil, representa muitas vezes a face diplomática do regime, enquanto Madame, a esposa, se ocupa de mobilizar os jovens para as acções de desestabilização.

 

Este impasse pode levar, uma vez mais, à guerra civil. A comunidade internacional tem que trabalhar, sem demoras, com os países da União Africana, para evitar mais uma catástrofe.

África e Europa

No ano 2050, a África terá 1,8 mil milhões de pessoas. Hoje tem cerca de 1,0 mil milhões. Quando cheguei ao continente, pela primeira vez, há 32 anos, os africanos eram cerca de 480 milhões.

 

O crescimento populacional e as migrações para os centros urbanos vão ser dois dos grandes desafios do futuro. Lado a lado com as questões ligadas à saúde, à educação, ao emprego, à habitação e às infra-estruturas sociais.

 

O Norte de África (Magrebe) e a África Ocidental são duas das regiões de maior crescimento populacional e de densidade mais elevada. Grande parte do crescimento populacional irá ocorrer nos países que constituem essas duas regiões. São também regiões que tradicionalmente enviam grandes números de emigrantes para a Europa mediterrânica. A gestão dos movimentos migratórios internacionais será igualmente um desafio de grandes proporções.

 

Ou seja, reflectir sobre África é também reflectir sobre o futuro da Europa.

A Cimeira Africana (UA)

No Continente Africano, uma mulher em cada 16 morre, na altura de dar à luz. Os riscos de vida, ligados à gravidez, são enormes. A mortalidade materna, bem como a mortalidade infantil, continuam a matar muitas mulheres e crianças africanas. Há uma correlação inversa entre o nível de desenvolvimento e estes indicadores de mortalidade.

 

Por reconhecer que esse tipo de situação não pode continuar, a União Africana fez desses dois grandes problemas sociais o tema central da sua cimeira anual, que hoje começou em Kampala, a capital do Uganda. O Presidente de Moçambique apresentou aos seus pares a experiência do seu país, que foi, em 1981, o primeiro a lançar um programa nacional de saúde materno-infantil. Tive a honra de estar à frente do escritório do FNUAP- o Fundo da ONU para as Actividades de População - que formulou e financiou esse programa.

Capitais do mundo

 

Ainda estou por aqui. Quem diria? A custo, mas estou. Para mais, o meu artigo desta semana, na VISÃO, é sobre o Afeganistão, a União Africana e a pretensão chamada Davos.

 

Dizem que vale a pena ler.

 

O editor on-line demorou algum tempo antes de disponibilizar o texto para os leitores que se servem da Net. Mas acabou por chegar. O homem disse que estava muito ocupado. Acredito. Também eu ando muito ocupado. E o mundo, que ocupado está! É esse, aliás, o título do meu trabalho.

 

http://aeiou.visao.pt/um-mundo-muito-ocupado=f546129

 

Está tudo bem?

Bruxarias políticas

 

 

O meu texto desta semana na Visão pode ser lido no seguinte sítio:

 

http://aeiou.visao.pt/milho-bruxedos-e-democracia=f514237

 

 

É um texto diferente, com impressões pessoais, as estórias de quem tem arrastado os ossos por muitos horizontes.

 

A propósito. A bruxaria em política não é feita apenas com recursos a manipansos. Há outras estatuetas. De barro bem frágil.

 

Boa leitura. Não se esqueçam de comentar o meu artigo na página on-line da Visão. Os comentários fazem bem à alma do autor.

 

 

 

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