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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Cenouras

 

 

Copyright V. Ângelo

 

Hoje, peço ao leitor que pense em cenouras. Nada mais.

 

Não dará para esquecer os telejornais, mas talvez nos permita lembrar que a vida também se faz com coisas simples.

As instituições são os pilares da democracia

 

 

Copyright V.Ângelo

 

Nascer do dia, visto de um canto de Lisboa, a pensar que uma sociedade só pode ser considerada como evoluída se os mecanismos que devem proteger os mais fracos funcionarem como deve ser. Não basta que existam. Têm que funcionar eficazmente e com isenção.

 

Sem instituições que assegurem os direitos dos que menos poder têm, o Sol, quando nasce, é apenas para alguns.

 

As elites que só gostam de sardinhas assadas

O pensamento produzido pelas elites intelectuais de Portugal é, de um modo geral, muito conservador. As raízes estão enterradas no passado, nas famílias da pequena aristocracia rural. 

 

Nalguns casos, são apenas frases, violência gratuita, sem argumentos, meros desabafos mal educados. Noutros, pretensamente mais progressistas, imperam as ideias feitas, sem qualquer ligação à realidade possível. 

 

É, em geral, uma produção feita por preguiçosos, a que se juntam os que apenas reproduzem o eco do que ouviram noutros sítios. 

 

Existe, na verdade, um problema no que respeita à qualidade das nossas elites. Um país sem elites viradas para o futuro não pode progredir.

As mulheres e o Carnaval

 

Copyright V. Ângelo

 

 

 

Encontrei esta mulher no meio do deserto do Sahara. A sorrir, com tranquilidade. 

 

Por falar de mulheres e de desertos, lembro-me que, em breve, será comemorado o dia internacional da mulher. Este ano, ironicamente, cai na Terça-feira de Carnaval.

 

A Leslie, a mais velha das minhas filhas, partiu hoje para Bagdade. Vai organizar o dia internacional na capital do Iraque. O foco será nos direitos humanos.

 

Um país, dois sistemas

Foi dia de greve, um pouco por toda a parte. A razão principal teve que ver com o contínuo aumento do custo de vida e o receio que o sistema que liga os salários à inflação venha a desaparecer, num futuro não muito distante. Aliás, existe uma proposta da Alemanha, que vai nesse sentido.

 

O cabaz de compras de uma família tipo custa, neste país, cerca de 600 euros por semana.  O rendimento das famílias tem, por isso, que atingir o valor líquido mensal de 2576 euros, para que se ultrapasse o limiar da pobreza. O salário mínimo vale 1440 euros/mês. Muitos trabalhadores recebem, líquidos, pouco mais que isso. Ambos os cônjuges são obrigados a trabalhar, para poder responder às necessidades da vida. As famílias monoparentais constituem a grande massa dos novos pobres. 

 

Na região da capital e no Sul do país, a greve foi seguida por muitos. No Norte, apenas os trabalhadores das grandes unidades industriais e dos transportes interurbanos responderam ao apelo. O resto, fez um dia como os outros.

 

Vivi, neste contexto, uma experiência interessante. Sexta-feira é o dia das compras semanais. Ora, os supermercados da capital e dos subúrbios estavam fechados. O mesmo acontecia em todo o Sul.

 

Para não alterar os hábitos e os compromissos, peguei no carro, conduzi 24 quilómetros. Na Flandres, o Norte do país, estavam todos abertos. Lá entrei numa grande superfície da cadeia que costumo frequentar, fiz as compras e voltei para casa. Sem furar nenhuma greve. Deu-me, no entanto, a impressão que fora às compras ao estrangeiro. 

O argueiro

O comentário, que o Lírio dos Canaviais fez ao meu blog de ontem, tem muita pertinência. Na realidade, como o comentário o diz com muita graça, nós tendemos a ver apenas os problemas dos outros, sendo cegos em relação aos nossos.

 

Acontece frequentemente, em política internacional. Estamos, enquanto europeus, sempre prontos a falar nos nossos valores, como se fossemos um exemplo de moralidade política.

 

Lá dizia quem andou a pregar há 2000 anos, que é mais fácil ver o argueiro no olho do vizinho que o barrote...

 

As redes sociais

Escrevi, para publicação, um texto sobre o Egipto, num dia em que ainda não se entende bem para que lado vão cair as coisas: reforma ou mais do mesmo?

 

Ao pesquisar a matéria, vi que alguém disse que as revoluções, nos tempos de agora, surgem quando os advogados estão a tiritar de frio, nos seus escritórios, já não têm dinheiro nem para comer um macdonald, mas continuam com acesso à internet.

 

As palavras não seriam bem estas. No entanto, a ideia é que, quando os diplomados deixam de ter perspectivas de futuro, e já não acreditam na classe política, começam a fazer a revolução através das redes sociais.

Segurança

Ontem estive no Porto, para fazer um palestra pública sobre as questões de Segurança Humana e Nacional. Foi uma iniciativa do Instituto de Defesa Nacional. O Instituto tem uma direcção dinâmica, ainda em princípio de funções, que tem levado a cabo iniciativas interessantes, com o apoio de quadros superiores bem preparados e com empenho. É um instituto que abre a porta a debates corajosos e procura recolher opiniões diversas, para ajudar o Ministério da Defesa na tomada de decisões.

 

A conferência decorreu no auditório de uma das fundações sediadas no Porto, a Eng. António de Almeida. Esta fundação tem condições de trabalho e de logística muito boas. Está situada numa zona privilegiada da cidade.

 

A imprensa deu algum destaque ao debate. Só que confundiu "debriefing", o processo de recolha de informações e de experiências, após uma campanha de terreno, com "briefing". O "briefing" faz-se antes da partida para o teatro de operações, de modo a dar uma panorâmica geral, informações genéricas de base, a quem vai estar na frente de combate.

 

Foi curioso ver gente vinda de Aveiro, Lamego e de Vila Real, de propósito, para estar presente na palestra. Como também foi interessante notar a importância dada à capacidade de resposta às calamidades e desastres naturais. Existe uma preocupação sobre o assunto. Muitos pensam que é uma ameaça importante, incluindo no nosso país, e que não se dá atenção suficiente aos meios necessários para uma resposta rápida, em caso de crise. Como também se pensa que a União Europeia não está equipada para responder eficazmente a este tipo de problemas.

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