Portugal é grande quando abre horizontes

25
Jul 13

O torpor e as divisões no seio da União Europeia constituem a substância de meu texto de hoje na revista Visão.

 

O link para o artigo é o seguinte:

 

http://tinyurl.com/nxkcvga


publicado por victorangelo às 17:38

05
Jun 13

Estive ontem e hoje em Londres para umas reuniões. Londres, como muitas vezes o digo, é a única cidade europeia que é verdadeiramente global. Andar nas ruas e praças do centro da cidade é como passear pela paisagem humana existente nos vários cantos da terra. Participar numa reunião sobre temas internacionais é ter a oportunidade de ouvir opiniões e ser confrontado com ângulos que reflectem as muitas perspectivas culturais que definem o mundo. É um convite para que saiamos da nossa zona de conforto mental e encaremos cada questão como tendo várias leituras possíveis.

 

Londres é, também, uma cidade cara e sobrepovoada. O dinheiro foge dos bolsos e dos orçamentos familiares. Há gente por todos os cantos. Sobretudo, gente jovem.

 

E muita bandeira britânica. O governo explora abertamente os sentimentos nacionalistas da população. Dá uma no cravo e outra na ferradura, quer estar na Europa e, ao mesmo tempo, fazer como se não estivesse. Só que isso, a prazo, apenas serve os interesses dos ultranacionalistas, dos antieuropeus. Ou seja, temos aí uma séria ameaça ao projecto europeu.

 

Mas Londres precisa da Europa para continuar a ser uma cidade universal. 

publicado por victorangelo às 20:45

22
Fev 13

O sítio informático da Visão disponibilizou agora o meu texto mais recente publicado na edição impressa da revista. Pode ser lido em:

 

http://visao.sapo.pt/a-palidez-politica-da-europa=f714188

 

Cito um extracto do meu escrito:

 Com Berlusconi uma vez mais a definir a agenda, a Itália está embrenhada numa nova corrida para a confusão. Reina a demagogia. Até Monti já faz promessas eleitorais irrealistas, ao revés da orientação que seguiu enquanto chefe de governo. Uma parte significativa do eleitorado irá votar, sem grande fé no prometido, mas com base no “nunca se sabe”. 


Espero que tenham a paciência de ler e comentar.

publicado por victorangelo às 14:11

08
Fev 13

Três reacções a quente sobre o novo orçamento europeu para o período 2014-2020, agora aprovado pelo Conselho Europeu – mas ainda por aprovar pelo Parlamento Europeu, o que não se anuncia como sendo favas contadas.

 

Primeira. Numa altura é que seria preciso “mais Europa”, o orçamento europeu diminui. Será mais com menos? Em vez de 1 045 mil milhões, o limite máximo de despesas efectivas, para o período em causa, não deverá ultrapassar os 908,4 mil milhões. Isto é, de facto, uma quebra importante, num período de sete anos de incertezas, que é a característica mais marcante do tempo que se anuncia.

 

Segunda. Como eu previra no meu texto da Visão da semana passada sobre Cameron, o primeiro-ministro britânico vai causar muita mossa ao projecto europeu. E vai servir de porta-estandarte de outros. Este Conselho foi a primeira confirmação da minha previsão. Cameron precisa de mostrar uma atitude firme perante Bruxelas, por razões internas, e isso é aproveitado por outros chefes de governo da União, que apanham a boleia britânica. Caso contrário, não teriam coragem para o fazer por sua própria iniciativa.

 

Terceira. É uma estupidez incompreensível aprovar orçamentos para períodos tão longos. Sete anos! Quem poderá dizer onde estará a Europa dentro de três ou quatro anos? Sete é uma eternidade, numa altura em que tudo muda muito rapidamente. 

publicado por victorangelo às 21:10

03
Fev 13

Esta semana terá lugar mais uma reunião cimeira do Conselho Europeu. Deveria aprovar o orçamento 2014-2020. A informação que me chega é que tal não vai acontecer. Continua a não haver acordo.

 

Para dizer a verdade, a União Europeia parece ter desaparecido do mapa dos líderes dos estados membros, nestas primeiras semanas do novo ano. Apenas o discurso de David Cameron deu alguma projecção à EU, durante este período. Foi uma projecção negativa, reconheço, mas pelo menos colocou a Europa nos ecrãs. Por poucos dias, diga-se, que isto do projecto comunitário está numa fase que não aquece nem arrefece.

 

E o mais ridículo é que tal acontece no ano em que se procura voltar a despertar o interesse dos cidadãos pela UE.

publicado por victorangelo às 20:47

01
Fev 13

O meu texto da Visão desta semana foi publicado on-line com o título "Davos, Cameron e a tempestade conservadora". A determinada altura escrevo o seguinte:

Um dos raros momentos com interesse foi a comunicação de David Cameron. Veio na continuação do discurso do dia anterior, sobre a posição do Reino Unido em relação à União Europeia. Cuidado! Sou dos que defendem que Cameron e os ingleses são para levar a sério. Muitos comentadores frisaram que a posição de Cameron, incluindo a promessa de um referendo em 2017, tem como objectivo apaziguar a ala mais nacionalista do Partido Conservador e unir o partido sob a sua liderança. Essa pode ter sido a intenção inicial. Mas é apenas uma parte da realidade. 


O artigo está disponível no site: 

 

http://visao.sapo.pt/davos-cameron-e-a-tempestade-conservadora=f709985

 

Boa leitura. 

publicado por victorangelo às 17:34

27
Jan 13

Voltando à questão da educação, queria recordar o que David Cameron disse há dias, no Fórum de Davos: um dos objectivos do seu governo é o de criar as condições necessárias para que as universidades britânicas possam estar entre as melhores do mundo.

 

Cameron pode ter a intenção de cortar várias regalias sociais. Mas o que ele não irá certamente cortar é o nível de investimento que o estado fará na área do ensino. O futuro exige capacidade em competir, formação de ponta e com o futuro de um país não se brinca.

 

Que diremos nós, sobre Portugal? 

publicado por victorangelo às 22:31

06
Jul 12

O governo britânico é um grande amigo dos bancos ingleses. Não existe, na UE, uma administração que tenha gasto tanto dinheiro dos contribuintes como a de Sua Majestade.

 

Embora seja difícil de ter uma ideia clara dos números, a verdade é que o dinheiro dos contribuintes britânicos tem sido generosamente utilizado para salvar os bancos do país. Desde 2008, pelo menos 82,9 mil milhões de Euros foram despendidos pelo governo em diversas intervenções de recapitalização dos bancos privados da Grã-Bretanha. 

 

Por outro lado, a impressão de moeda pelo Banco da Inglaterra -- 50 mil milhões de libras há três dias, a terceira vez em dois anos -- tem beneficiado acima de tudo o sistema bancário privado. 

publicado por victorangelo às 20:07

15
Dez 11

Digo na revista Visão de hoje que:

 

"As sociedades em declínio, que vivem com os olhos postos nas glórias do passado, caem facilmente na tendência de se fecharem sobre si próprias. Para esses povos, a História acaba por pesar mais do que o futuro. As elites reaccionárias apropriam-se da tradição e dos preconceitos de outrora, e transformam-nos nas novas bandeiras do populismo. Assim surgem as agendas políticas nacionalistas. "

 

Em que país estaria a pensar, para além do Reino Unido, que é o pretexto do meu artigo? 

 

http://aeiou.visao.pt/cameron-errou=f638838 

 

Não se esqueçam de ler e comentar, por favor.

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:55

09
Dez 11

A cimeira europeia mostrou que a ideia da união ainda não está morta, antes pelo contrário. A determinação e o pragmatismo de Angela Merkel foram essenciais para fazer avançar a agenda comum. A resposta dos estados membros foi positiva. Houve realismo e um grande sentido das responsabilidades.

 

É pena que o Reino Unido continue a desempenhar um papel obstrutivo. Ao fim e ao cabo, serão os britânicos que acabarão por perder, se prosseguirem nessa via.

 

Estou convencido que David Cameron abriu, com o seu veto, uma caixa de Pandora, na cena política interna da Grã-Bretanha. 

publicado por victorangelo às 20:48

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